a melhor estratégia para dar um “tchau” para a crise

 

INVESTIR EM TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO é prioridade. Em especial, num momento em que cortar custos, reduzir quadros e fazer “mais com menos” torna-se questão de sobrevivência. Colaboradores qualificados tornam-se mais produtivos, mais engajados, sentem-se mais valorizados e elevam o nível de competitividade do negócio. Além disso, é a melhor forma de reter talentos, já que nenhum empresário quer ver seus profissionais indo bater na porta da concorrência.

A boa notícia é que o mercado já entendeu a importância de investir em treinamento. Segundo a pesquisa O Panorama do Treinamento no Brasil (2017/2018), realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), 87% das empresas brasileiras contam com um orçamento anual de Treinamento & Desenvolvimento (T&D). Outro dado positivo é que aumentou em 47% o número de empresas com universidades corporativas, em relação ao ano anterior.

A pesquisa também comprova um cenário já esperado: em tempos de crise, a maior fatia do investimento financeiro e da carga horária de T&D é dedicada aos colaboradores operacionais (49% e 59%, respectivamente). Isto se explica pela necessidade de melhorar a formação dos profissionais e permitir que sejam capazes de inovar e buscar soluções, o que se reflete nas vendas e lucros.

COM ESTRUTURA PRÓPRIA

Mas, para colocar em prática a qualificação das equipes, é primordial ter em mente duas questões. A primeira é saber diferenciar o que é treinamento (capacitação para que o funcionário desempenhe sua função de forma correta) e o que é desenvolvimento (aprimoramento de conhecimentos e habilidades). A segunda é saber planejar: quais as necessidades do treinamento? O que quero/preciso melhorar? Para quem esse treinamento é importante?

Com o intuito de atender as necessidades de atualização de cada colaborador, uma empresa de segurança e multisserviços adotou a estratégia de investir em uma estrutura própria de treinamento, para maximizar o rendimento de cada setor. “É com ela que identificamos, planejamos e elaboramos cursos de capacitação personalizados para as equipes”, explica o diretor de RH, Marcos Sousa. “As necessidades de treinamento são oriundas das avaliações de desempenho realizadas anualmente ou surgem durante o planejamento de novos projetos, atualização de processos e sistemas. Os resultados podem ser vistos na evolução de 7% no desempenho, entre 2016 e 2017. E a expectativa para este ano é de 10%”.

Além dos processos convencionais, a empresa investe em formas alternativas de desenvolvimento, como oferecer aos colaboradores palestras com profissionais de renome. “Já trouxemos, por exemplo, Augusto Cury e Mario Sérgio Cortella, que abordaram temas voltados ao comportamento humano, propondo atitudes para melhorar o relacionamento interpessoal, comunicação e as relação com o trabalho, o que tornou a equipe mais motivada”, diz Sousa.

FORTALECIMENTO DA MERITOCRACIA

Com mais de 12 mil colaboradores, atuando em nove estados das regiões norte e nordeste, uma empresa de serviços aposta no investimento humano como diferencial e base para seu sucesso. “Abraçamos a missão de desenvolver nossos colaboradores, impulsionando a execução da estratégia da empresa, com ações de capacitação tanto internas quanto externas”, destaca a diretora Executiva do grupo, Lúcia Pereira.

Além de deixar o time fera nos procedimentos e técnicas para cultivar a excelência no trabalho, a empresa põe outras ações em prática. É o caso da participação dos colaboradores em feiras e eventos, do Programa de Desenvolvimento de Líderes ou da implantação de uma política de benefícios que incentiva funcionários a concluir os estudos básicos e buscar uma formação superior, com custeio de até 50% do valor da mensalidade por parte da empresa.

O investimento já se reverteu em engajamento, na retenção de talentos estratégicos e no fortalecimento da cultura de meritocracia. “Uma das maiores vantagens que percebo é a valorização do colaborador. Muitos iniciaram na empresa em funções operacionais e, à medida que foram se desenvolvendo, conseguiram ascensão a cargos de chefia. Eles aproveitaram a oportunidade de capacitação e cresceram juntamente com a empresa”, completa Lúcia.

SAÚDE E INTEGRIDADE LABORAL

Treinamento voltado à segurança do trabalho é fundamental, particularmente quando se trata da indústria. Uma fabricante de máquinas e equipamentos para Limpeza Profissional vem cuidando de perto dos programas de sua planta fabril. “Além dos treinamentos, atuamos por meio do PPRA, PCMSO, LTCAT, CIPA, PPP, OS, no controle de EPI´s, nos procedimentos operacionais padrão e na análise preliminar de riscos, considerados essenciais na área da Saúde e Segurança no Trabalho”, enumera o engenheiro Mecânico, de Produção Industrial & Segurança no Trabalho, Mateus Kaires Alves.

O reflexo disso está em colaboradores mais comprometidos com a empresa, na qualidade dos produtos fabricados e dos serviços prestados. “Treinamento contínuo e reciclagem estão diretamente ligados ao compromisso de atender bem nossos clientes, com retorno rápido e satisfatório em qualquer modalidade voltada à nossa linha”, destaca Alves. “Os resultados aparecem na imagem que conquistamos junto ao mercado, em nosso crescimento, e na saúde e integridade de nossos colaboradores”.

ACADEMIA DE VENDAS

Uma fabricante alemã, destaque mundial em soluções de limpeza, acredita que o conhecimento é a chave para o sucesso e um verdadeiro investimento no futuro. Com esta mentalidade, implantou ao redor do mundo seis centros de treinamento, chamados de Academias de Vendas e Serviços, um deles no Brasil. “A Academia Brasil é a segunda maior do mundo e está preparada para atender nossos colaboradores, equipes de vendas e parceiros de toda a América do Sul, oferecendo treinamentos programados, em três idiomas. Neste ano, teremos um número aproximado de 1500 participantes”, enumera Sabrina Buso, coordenadora e treinadora da Academia Brasil.

Inaugurada em 2014, a estrutura possui 1300 m² de área, incluindo oficinas para treinamento técnico de máquinas de pequeno e grande porte, e 30 tipos diferentes de piso para treinamento prático. Os cursos ministrados seguem a metodologia e estrutura da Alemanha. “Nosso programa é organizado nos módulos Básico, Avançado e Expert, o que permite ao participante um desenvolvimento gradual e progressivo. Além disso, contamos com duas categorias: Treinamento de Serviços (área técnica e de manutenção de equipamentos) e Treinamento de Produtos e Habilidades de Vendas (área Comercial e de Atendimento ao Cliente)”, explica Sabrina.

Com a experiência e habilidade dos treinadores internacionais, a empresa assegura a transferência de conhecimentos e competências para que seus colaboradores do Brasil executem as funções com qualidade e padrão mundiais, o que contribui imensamente para o desenvolvimento profissional das equipes.

 

*Contribuíram com esta reportagem: ABTD, Criart, Gocil Segurança e Mulisserviços, Kärcher e Tufann.

GAMES PARA ACELERAR A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

 

Você já ouviu falar em “gamificação”? Este novo conceito, que vem conquistando o mercado, compreende o uso de estratégias e tecnologias típicas dos videogames, aplicadas às necessidades de treinamento e aprendizagem corporativa.

O objetivo é trazer uma mecânica de jogo que simula situações da rotina profissional, desafiando o colaborador a tomar decisões e aprender com os erros para superar etapas.

Mas por que esta metodologia tem feito tanto sucesso? Simples. As pessoas se sentem atraídas por jogos. E os benefícios são muitos. A assimilação mais rápida de conhecimentos; a imersão mais intensa na cultura organizacional; mais clareza para o trabalhador sobre seus erros e acertos, permitindo detectar com precisão os pontos em que deve se aprimorar; uma maior absorção das informações (já que, para “passar de fase”, pode fazer várias tentativas até acertar); e mais motivação, uma vez que o profissional se sente desafiado a evoluir e recompensado a cada conquista.

Vale lembrar que o uso de jogos não passa obrigatoriamente por soluções eletrônicas. Jogos de tabuleiro, cartas, quizz ou outros meios analógicos podem ser empregados com facilidade e baixo investimento, permitindo que seus colaboradores sejam treinados de forma mais eficaz do que nos modelos tradicionais.

ÍNDICES

DESDE 2010 - mais de 350 grandes 2018 empresas adotaram a estratégia de gameficação. (Fonte: Huffington Post).

61% - dos executivos admitem fazer pausas em seu trabalho para jogar (Fonte: Ryan Jerkins).

ATÉ 2018 - a gamifiicação terá movimentado mais de U$ 5 bilhões no mundo inteiro. (Fonte: Gartner).