Aconteceu na quarta-feira (13/11) o 2º Encontro de Limpeza Profissional no Espírito Santo, promovido pela Abralimp

O evento foi dedicado às empresas e profissionais de segmento de limpeza profissional, facility managers, fornecedores e empresas clientes de produtos e serviços do segmento, além dos associados do Findes/Cindes, que deu o apoio institucional ao evento, sendo uma grande oportunidade de networking e intercâmbio de conhecimento no setor de limpeza profissional.

A Abralimp esteve representada por Ingrid Onias, do marketing da Associação, que reforçou a importância do associativismo e da união do setor. Ela também destacou os encontros de negócios, fundamentais para a promoção de debates de alto nível sobre a limpeza profissional, além das principais ações que a Abralimp desenvolve em prol do mercado de limpeza profissional, como a feira Higiexpo, os cursos promovidos pela UniAbralimp, os materiais técnicos, como o Tempos Padrão e o Manual de Processos, ampliados e atualizados neste ano.

Com a sala cheia, a palestra “Crises e inovação na história” – Como liderar o futuro (consequências da ausência da limpeza historicamente), do historiador, sociólogo e filósofo, Gabriel Tebaldi, iniciou as apresentações com a abordagem do contexto histórico da sociedade e da economia e os impactos na limpeza.

Ele citou o “Círculo de ouro”, do inglês Simon Sinek, conhecido quando publicou o livro que, no Brasil, foi lançado com o nome “Por Quê? – Como Grandes Líderes Inspiram Ação”. “As empresas não devem vender produtos, mas propósitos. Devem pensar em o que fazer, como fazer e por que fazer, de forma que essa motivação seja a causa”, destacou Tebaldi.

O tema inovação tem sido recorrente nos eventos da Abralimp. Na sequência da apresentação do historiador, aconteceu o Painel Inovação – Máquinas, Químicos e Prestação de Serviços, com intermediação do jornalista Eustáquio Palhares.

De acordo com Aline Simioni, gerente de marketing a administração de vendas na Spartan do Brasil, a cultura e os conceitos da limpeza profissional ainda estão muito ligados a prática da limpeza doméstica, o que pode representar um grande entrave para o mercado. Ela indica que como não existe uma formação universitária para a limpeza profissional, os grandes mestres nesta área são, geralmente, familiares, como mãe, avó tia. “Sendo completamente diferente a atuação da limpeza profissional, o mercado precisa se unir para mudar isso’, enfatiza.

Aline apresentou dados da limpeza doméstica, alarmantes para a limpeza profissional. “39% dos brasileiros estão comprando produtos de limpeza doméstica da marca mais barata. É preciso buscar inovação, porque muitos são insalubres, utilizam de matéria prima não eficaz e podem apresentar risco ao profissional”, disse.

De acordo com a gerente de marketing, 44% dos brasileiros acreditam que os produtos multiuso tem a mesma qualidade dos produtos direcionados. “O produto de limpeza precisa ser ecológico, legalizado e documentado por meio de normas, e específico”, afirma.

Rafael Ferrari, gerente de marketing e produtos da Karcher, destacou a forma como a tecnologia aplicada ao negócio de limpeza profissional pode trazer inovações, eficiência e aperfeiçoamento no relacionamento com os clientes. “Temos que pensar como a mudança tecnológica vem impactar o nosso negócio, de que forma os sistemas convergem para trazer mais informações, como a limpeza pode se tornar mais dinâmica. Novos modelos de negócios surgirão e a limpeza baseada em conhecimento é o que vai mudar a produtividade e a relação com o cliente”, afirma.

Ainda no painel de Inovação, Djalma Malta Filho, da Dikma Terceirização Estratégica, discorreu sobre a evolução na área de serviços, da década de 80 até os desafios atuais com um mercado mais exigente. “Como eu melhoro a produtividade e reduzo custos, sem parceiros estratégicos?”, perguntou no início de sua apresentação. Segundo ele, muitas empresas estão tão focadas em seu produto final que se esquecem que esse parceiro, o prestador de serviços, é importante para os resultados finais.

Diante do contexto tecnológico discutido, a ausência de indicadores que acompanham a produtividade, falta de inovação e baixo rendimento, foram apontadas pelo profissional, como um dos principais entraves de empresas que ainda não se adequaram ao novo momento da indústria e do consumidor. Ele reforça que “a tecnologia é importante, mas treinar as pessoas e ter uma equipe motivada é fundamental”.

O evento contou com o patrocínio das empresas Dikmaq, Kärcher, e Spartan do Brasil, e teve apoio institucional do CINDES.

Na foto, da esquerda para a direita estão Gabriel Tebaldi – palestrante, Rafael Ferrari – Painelista Máquinas e Equipamentos, Djalma Malta – Painelista Prestação de Serviços, Aline Simioni – Painelista Produtos Químicos, e Ingrid Onias – Marketing da ABRALIMP.

Confira as fotos na íntegra no Flickr ABRALIMP 2019.