O MOVIMENTO LIMPEZA VERDE 1.0 (GREEN Cleaning 1.0) começou em meados dos anos 1990, quando uma ordem executiva feita pelo então presidente norte-americano, Bill Clinton, determinou que escritórios e instalações Federais passariam a utilizar ferramentas e suprimentos de limpeza ecologicamente corretos quando e onde fosse possível. Como o Governo Federal era um grande comprador de produtos de limpeza, os fabricantes da indústria profissional se apressaram em desenvolver produtos ecologicamente corretos.

O movimento Limpeza Verde 2.0 (Green Cleaning 2.0) teve seu momento em meados dos anos 2000, quando a demanda por estes produtos foi transferida para a indústria privada. Mais e mais instalações buscavam a certificação de Liderança em Energia e Design Ambiental (Leed) do Conselho de Edifícios Sustentáveis dos EUA. Atualmente, os edifícios devem ter uma estratégia de limpeza ecológica a ser considerada para a certificação Leed. Além disso, um maior número de instalações começou a adotar a limpeza verde, incluindo escolas, centros de saúde, edifícios de escritórios e hotéis. O resultado foi um crescimento substancial no mercado de limpeza ecológica.

Já a Limpeza Verde 3.0 (Green Cleaning 3.0) começou a evoluir nos últimos anos. O uso de produtos de limpeza ecológicos tornou-se um status quo, com entrada em dezenas de indústrias que optam primeiramente por produtos sustentáveis e só partem para um similar tradicional se não houver um ecológico, ou se o custo ou desempenho do mesmo forem proibitivos. No entanto, a Limpeza Verde 3.0 trouxe consigo uma série de desafios: necessidade de atualização constante; foco na sustentabilidade, com a redução de desperdícios, reciclagem e uso mínimo de recursos naturais; eliminação de produtos similares, optando por uma variedade menor, mas aplicada a várias finalidades; adoção da diluição em água fria como forma de reduzir gastos energéticos; adoção de produtos concentrados e vendidos em recipientes maiores, como os galões, ao invés de produtos prontos para uso; ou mesmo a busca por equipamentos e procedimentos que não exijam químicos na limpeza.

COLETA DE DADOS

A questão para os distribuidores da indústria de higiene é manter-se por dentro das mais recentes inovações em Limpeza Verde. Isso pode ser um desafio, já que muitos fabricantes estão apresentando sua terceira geração de produtos ecologicamente corretos. Processos de coleta de dados, como ferramentas analíticas baseadas na web, podem ajudar. Com essas ferramentas, o distribuidor entra num sistema de dados onde há um inventário dos produtos de limpeza ecológicos (ou tradicionais) que são usados em determinada instalação e, em seguida, o sistema sugere alternativas mais novas, mais lucrativas ou de melhor desempenho.

Podemos ver que a Limpeza Verde (nas versões 1.0 e 2.0) criou as bases para uma Limpeza Verde generalizada. O objetivo era principalmente provar aos clientes fi nais que produtos sustentáveis poderiam ser eficazes em termos de custo e desempenho.

A Limpeza Verde 3.0 é um estágio mais avançado.

Os profissionais de limpeza têm mais perguntas e querem mais respostas sobre produtos ecológicos. E cabe aos distribuidores ajudar a sanar estas dúvidas. Sai na frente quem for mais astuto em relação às tecnologias e quem tiver as respostas corretas.

[Publicado com autorização da ISSA – janeiro de 2018. Autor: Brian Peters. Você pode ler este artigo na íntegra no site www.bit.ly/2KyvLvW].