EM 2014, O BRASIL PASSOU POR AQUELA QUE seria a maior crise hídrica de sua história. Em janeiro daquele ano, o reservatório do Sistema Cantareira, responsável por fornecer água a cerca de 8,8 milhões de pessoas na cidade de São Paulo, contava com apenas 26,6% de seu nível de água. Já em maio, passou a ser usada a primeira cota da reserva técnica (ou volume morto) para o abastecimento da população. Em outubro, restavam apenas 3,5% do volume desta cota, o menor nível do reservatório de toda a história.

Mas o problema da escassez de água não se limitava a São Paulo. Apesar de o Brasil contar com o maior potencial hídrico do planeta, 55% de seus municípios corriam o risco de chegar a 2015 com déficit no abastecimento.

Embora o Sistema Cantareira tenha se recuperado e a crise hídrica tenha sumido dos noticiários, o problema não acabou. De acordo com informações da Agência Brasil, no ano passado, 872 municípios brasileiros tiveram reconhecida pelo Governo Federal a sua situação de emergência, causada por um longo período de estiagem. O Nordeste foi a região mais afetada e a Paraíba o estado que concentrou o maior número de municípios (198). Mas outras regiões também pediram socorro. No Sudeste, por exemplo, o estado de Minas Gerais somava 46 das cidades em situação de emergência. E no Distrito Federal, a Barragem do Rio Descoberto estava com 18,01% da sua capacidade — o menor índice já registrado na história.

Mas como o Brasil, considerado a maior potência hídrica do mundo, pode viver em escassez de água?

DA GEOGRAFIA À MÁ GESTÃO

Para entender esta questão, é preciso conhecer algumas particularidades do país, que passam por questões geográficas e climáticas, e vão até questões de governabilidade.

Primeiramente, apesar de o Brasil deter 12% da água existente no planeta, mais de 80% dela está concentrada na região Amazônica. No litoral, onde vivem 45% dos brasileiros, há menos de 3% de recursos disponíveis, segundo dados da Ana (Agência Nacional de Águas).

Além disso, o Nordeste é uma das regiões mais castigadas pela seca no Brasil. Isto ocorre porque o relevo local desfavorece a circulação de massas de ar úmidas. Além disso, trata-se de uma região de latitudes equatoriais, com maior incidência de raios solares e, portanto, com maiores temperaturas. Soma-se a isso o fato de que, diferentemente dos rios caudalosos da Amazônia, a maior parte dos rios da região é intermitente ou sazonal, o que resulta em pouca evaporação e, portanto, pouco volume de chuva. Mas a questão climática, especialmente no Nordeste, e justamente por ser conhecida, é totalmente previsível. Por isso, mais do que uma questão climática, trata-se de um problema administrativo.

No último 22 de março, quando se celebrava o Dia Mundial da Água, veio a público um relatório do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União que relata o desvio de R$ 126 milhões em obras destinadas a mitigar a escassez de água em regiões como o semiárido nordestino. As informações vêm de fiscalizações realizadas em quatro grandes obras: a transposição do rio São Francisco, a construção de barragens em Pernambuco, a ampliação do sistema adutor do Alto Sertão, em Sergipe, e até um caso na região Centro-oeste: a obra do Sistema Produtor Corumbá IV, em Goiás. O relatório também fez um levantamento sobre o andamento de obras destinadas ao abastecimento de grandes centros urbanos. Dos 404 projetos analisados, mais da metade (53%) estava atrasada ou sequer havia sido iniciada, mesmo havendo – e muito – dinheiro: seu investimento totaliza R$ 7,1 bilhões.

Além da má gestão governamental, a água é ameaçada também pelo mau uso de recursos naturais. A cidade Piaçabuçu (AL), às margens da foz do Rio São Francisco, vem sendo castigada pelos efeitos da seca histórica que atinge o rio, que nasce em Minas Gerais. Segundo informações do jornal El País, em 2013, a vazão do rio São Francisco praticada pelos reservatórios de Sobradinho, na Bahia, e Xingó (entre Alagoas e Sergipe) era de 1300 metros cúbicos por segundo. Paulatinamente, ela foi sendo reduzida até o que é hoje: 550 metros cúbicos por segundo. Com o nível do rio cada vez mais baixo, em sua foz, a água do mar avança cada vez com mais força leito adentro. O resultado é a salinização da água que abastece a cidade, o que faz com que a crise hídrica se transforme em problema de saúde pública. A alta concentração de sal na água destrói os cultivos de coco e arroz, muito praticados na região, e agentes de saúde locais acreditam que casos de hipertensão e problemas de pele e nos rins que afetam os moradores estão aumentando em consequência da água salobra.

A estes problemas, soma-se o mais injustificável de todos: o desperdício. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, quase 40% da água tratada no país é perdida por causa de vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas e erros de medição. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) divulgados no ano passado, o índice nacional de perda de água na distribuição em 2015 era de 36,7%. Em 2011, era de 38,8%, uma evolução vergonhosa de apenas 2,1 pontos percentuais em quatro anos.

LIMPEZA: LADO A LADO COM A PRESERVAÇÃO DE RECURSOS

A água é fundamental para a manutenção da vida em qualquer instância, exige a racionalização do consumo e ações de preservação dos recursos hídricos. E tecnologia e limpeza têm tudo a ver com isso.

A Limpeza Profissional tem o compromisso de promover e compartilhar práticas que poupem os recursos naturais. Para isso, incentiva toda a sua cadeia produtora de químicos, máquinas, papéis, insumos e serviços a direcionar seus esforços para soluções que tragam benefícios ao meio ambiente.

A utilização de máquinas na limpeza é uma prática que proporciona diversas vantagens. Uma lavadora automática de pisos, por exemplo, pode fazer a limpeza de aproximadamente oito metros quadrados com apenas um litro de água. A experiência realizada em um supermercado, cuja loja conta com cerca de seis mil metros quadrados de área para limpeza, mostra esta economia na prática. Com o processo manual, eram consumidos 495 mil litros de água por ano na limpeza. Em parceria com uma fabricante de máquinas, a loja experimentou a mecanização e o resultado foi a redução de 81% no consumo de água, que passou a 93 mil litros por ano.

As lavadoras de alta pressão também ajudam a economizar água e testes comprovam que elas ainda gastam pouca energia elétrica e produtos químicos. “Esses fatos são comprovados em ensaios feitos em laboratório, que certificam que uma lavadora de alta pressão, dependendo do tipo de sujeira, consome até 80% menos água em comparação a sistemas de lavagem convencionais, devido à força dos jatos”, relata o diretor Geral de uma fabricante, Antonio Luis Francisco (PJ).

Testes também mostram que uma mangueira comum gasta até 20 litros de água por minuto, já a máquina pressurizada tem vazões a partir de cinco litros por minuto. Além disso, a limpeza com jatos de água sob pressão reduz o consumo de químicos e energia elétrica. Por fim, há lavadoras que podem receber um filtro opcional, que possibilita o bombeamento de água de reúso proveniente de chuvas armazenadas em cisternas ou de tratamentos específicos para fins não potáveis: mais uma forma de poupar recursos hídricos.

Outra solução é criar sistemas para implantar em equipamentos e máquinas já existentes, com o objetivo de maximizar sua eficiência. “Além de economizar água, nosso sistema diminui o desgaste físico do operador, gera economia de energia, de produtos químicos, de recursos financeiros e ainda otimiza o tempo de trabalho para limpar”, ressalta o coordenador de Marketing, Wagner Alves.

É fundamental contar com equipamentos bem dimensionados, máquinas de qualidade garantida, operadores treinados, manutenção preventiva e corretiva, disponibilidade de assistência técnica e peças de reposição. E o mercado conta com marcas reconhecidas e qualidade assegurada, que oferecem esse conjunto de fatores, contribuindo não apenas para a redução do consumo de água, mas para o melhor desempenho conjunto da limpeza. O meio ambiente agradece.

[Participaram desta reportagem as empresas: JactoClean e Nilfisk].