DEPOIS DE UM 2017 TURBULENTO, COM UM presidente cuja confiança chegou aos mais baixos índices da história, e que capitaneou reformas necessárias há décadas, porém controversas e impopulares, o que será que vem pela frente em 2018?
Por incrível que pareça, para os economistas, para o próprio governo e para o Fundo Monetário Internacional (FMI) será a hora de aliviar o sufoco e apostar no crescimento.
Tudo porque a economia deve dar sinais mais fortes de recuperação em 2018. O PIB, por exemplo, segundo os especialistas, deve crescer cerca de 3%. A inflação deve continuar rondando, mas ainda dentro da meta do Banco Central, que é de 4,5%. Já o dólar, embora haja a estimativa de que feche o ano em torno de R$ 3,40, deve passar por muita flutuação, tanto por conta das reformas econômicas quanto por ser um ano de eleições. E o nível de empregos (embora a maioria dos postos criados em 2017 tenha sido de vagas informais) começa a dar sinais de alta.
Apesar do proposto otimismo, depois das reformas (Trabalhista, Eleitoral, Previdenciária), de manobras políticas, investigações, denúncias de corrupção, estados quebrados financeiramente, servidores sem salário, entre outras turbulências, a verdade é que, para o cidadão comum, a sensação é de um país que passou 2017 mergulhado no caos.
Mas, para arrumar a casa, já não sabemos que primeiro é preciso tirar tudo do lugar? Limpar todos os cantos, podar todas as arestas, reavaliar tudo o que serve e o que precisa ser descartado para então seguir em frente?
O certo é que o calendário girou, e ganhamos mais 365 dias para arrumar a casa. Esperamos que, na retrospectiva 2018, o que vejamos seja o país desordenado e incerto de agora, caminhando de volta para os trilhos. Que o desconforto dê lugar à reorganização e ao crescimento.