POUCOS SETORES NO BRASIL CRESCERAM de forma tão robusta nos últimos três anos (período em que o país atravessou uma de suas piores crises econômicas) como o solar fotovoltaico. O segmento destacou-se em comparação à economia nacional, crescendo a taxas acima de 100% ao ano desde 2013.

Em 2017, foi responsável pela geração de mais de 25 mil novos empregos diretos e indiretos, em sua maioria qualificados e descentralizados ao redor do Brasil, contribuindo para o desenvolvimento social, econômico e ambiental das cinco regiões do país.

Em janeiro de 2018, ultrapassou a marca histórica de 1 gigawatt (GW) operacionais, posicionando o Brasil dentro do prestigiado clube das 30 principais nações do mundo em energia solar fotovoltaica. Até o final do ano, o país ultrapassará a marca de 2 GW.

Já são mais de 27 mil sistemas de geração distribuídos em telhados, fachadas e coberturas de residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e propriedades rurais, somando mais de 246 megawatts (MW) de potência e mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos privados injetados na economia nacional.

O crescimento da microgeração e minigeração fotovoltaica é impulsionado por fatores como a redução de mais de 75% em seu preço na última década e, por outro lado, o aumento nas tarifas de energia elétrica. Hoje, o investimento em um sistema deste tipo retorna entre cinco e sete anos, sendo cada vez mais atrativo.

Além disso, a fundação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que ocorreu em 2013, contribuiu fortemente para iniciativas como a criação de novas linhas de financiamento para pessoas físicas e jurídicas. Por meio de atuação junto ao Ministério da Integração Nacional, houve a disponibilização de R$ 3,2 bilhões aos brasileiros das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para gerar energia renovável e sustentável em suas próprias residências, empresas e propriedades rurais. A Absolar também participou da articulação para isentar o ICMS sobre a energia injetada na rede e compensada na geração distribuída, e da publicação da Portaria nº 643/2017, que autoriza o uso de energia solar fotovoltaica no programa Minha Casa, Minha Vida; dentre outros.

Há muito potencial para o setor solar fotovoltaico crescer no Brasil. Projeções recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que a fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica poderá ultrapassar 10% em 2030 da matriz elétrica nacional, ante 0,6% ao final de 2017.

Dr. Rodrigo Sauaia é presidente Executivo e Ronaldo Koloszuk é presidente do Conselho de Administração da Absolar.