Cartilha da Abralimp agrega orientações para garantir as melhores decisões de compra

 

NOS ÚLTIMOS ANOS, O BRASIL TEM SE beneficiado com uma vasta oferta de modelos e marcas de aspiradores de pó profissionais. Pela perspectiva da diversidade, sem dúvida este é um fato extremamente positivo. Mas, se levarmos em conta a falta de informação nas embalagens e etiquetas dos produtos, é possível dizer que existe grande dificuldade entre compradores e usuários na hora de decidir qual o produto mais adequado à sua necessidade.

Sabendo disso, a Câmara Setorial de Fabricantes e Importadores de Máquinas da Abralimp deu um importante passo, criando a cartilha Aspiradores: uma ferramenta eficiente na Limpeza Profissional.

“Nosso objetivo foi criar um guia, tanto para treinar equipes quanto para orientar de forma técnica os tomadores de serviços e usuários da limpeza”, explica o diretor da Câmara de Máquinas, Marco Aurelio Ferreira Dutra. “Constatamos que nosso público direcionava sua escolha em função do consumo de energia dos aspiradores ou de outros quesitos que não necessariamente garantem melhor eficiência”.

O aspirador está no rol de equipamentos mais importantes quando se trata de higienização de ambientes. É ele que proporciona recolher resíduos sólidos e líquidos, transportá-los de forma segura e fazer o descarte sem qualquer contato com as sujidades. Por isso, conhecer as características, funcionalidades, níveis de ruído, aplicações, acessórios, consumo de energia e correta manutenção são essenciais para a escolha e otimização destes equipamentos. “A ideia foi tornar de conhecimento do mercado que um aspirador deve ser analisado principalmente por quesitos como vazão, vácuo e ruído emitido”, enumera Marco. “E a cartilha parte destes conceitos para orientar de forma clara e elucidativa sobre qual quesito se destina a cada aplicação”.

Lembrando que não se trata de material de regulamentação, mas de uma ferramenta didática e técnica. “Não estamos definindo normas. Mas é senso comum que precisamos, enquanto fabricantes, municiar nossos clientes de dados que lhes permitam analisar a capacidade de construção técnica do aspirador e não apenas itens isolados, como o consumo de energia, por exemplo”, finaliza.

AFINAL, QUAL O ASPIRADOR MAIS EFICIENTE?

Os aspiradores brasileiros podem ser classificados por cinco características básicas. É o conjunto e o equilíbrio delas que determinam a maior eficiência.

1. VÁCUO OU DE PRESSÃO

Também conhecida como coluna de água, é a característica que permite verificar se o aspirador tem a força ou poder de sucção sufi ciente para aspirar o tipo de sujeira de sua necessidade. Quanto mais depressão, o aspirador pode aspirar maior peso ou resíduos com mais resistência. É o caso de um grão de areia preso ao tapete de um veículo, barro etc, além de óleos e graxas finas junto à limalha de aço ou sólidos grudados pelo tráfego ao piso de uma indústria, ou mesmo a resistência de um cabelo no tecido de um estofado.

2. VAZÃO DE AR

Também denominada quantidade de sujeira aspirada em determinado tempo, ajuda a calcular e decidir a quantidade de motores (um, dois ou três) que o aspirador deve ter, além do tipo de reservatório mais adequado à situação. Exemplo: enquanto um aspirador com um motor pode aspirar até 210 m³/h, um aspirador de dois motores aspira até 370 m³/h e um de três motores pode chegar a 510 m³/h de aspiração. Portanto, se houver muita sujidade ou tempo reduzido para a limpeza, o melhor é optar por uma vazão maior de aspiração.

3. TAMANHO DO RESERVATÓRIO

O tamanho do reservatório está vinculado à característica anterior, pois se houver uma aspiração rápida ou o recolhimento de muita sujeira em curto espaço de tempo, o reservatório irá se encher rapidamente, perdendo produtividade (seja em tempo ou na quantidade de vezes que será necessário esvaziá-lo). Logo, quanto mais ar se aspira, maior deve ser o reservatório. Importante observar que os reservatórios devem apresentar as duas medidas de capacidade: a total e a real (ou útil) de resíduos. Atenção também ao tipo de carrinho ou rodas para transporte pois, ao ter maior volume de sujeira, o aspirador fi cará mais pesado e exigirá mais esforço do operador para transportá-lo até o local de descarte. Exemplo: um reservatório de 90 litros pode chegar a 90 kg, o que dificultará muito o deslocamento, a menos que o equipamento possua um carro de transporte adequado.

4. CONSUMO DE ENERGIA

Após verificar as demais características adequadas à utilização, é fundamental avaliar a eficiência e o gasto energético. Aspiradores com maior número de motores deverão apresentar maior gasto. Considerando a necessidade do usuário, é possível substituir um aspirador de dois motores, por dois equipamentos de motor unitário, ganhando em versatilidade com o mesmo gasto energético.

5. NÍVEL DE RUÍDO

O nível aceitável para a saúde humana varia de acordo com o ambiente (hospital, hotel, restaurante etc), mas deve ficar entre 40 dB e 85 dB para uma exposição contínua de, no máximo, oito horas. Isto depende de diversos fatores, como a forma, tipos de motor, filtros usados e até materiais utilizados em sua construção. As declarações informativas podem ser encontradas no manual oferecido pelo fabricante.

Obs.: outras características ainda podem interferir na escolha do equipamento, como tipos de acessório, diâmetro e extensão de mangueiras, tamanho do cabo elétrico, tipos de filtro e fonte de energia (elétrica ou bateria).

DESVENDE OS MITOS E VERDADES SOBRE ASPIRADORES PROFISSIONAIS:

QUEM PRECISA DE ASPIRADORES MAIS POTENTES DEVE OPTAR PELOS MODELOS QUE TENHAM MAIS WATTS.

MITO

Explicação: o watt é uma medida de consumo, não de eficiência. Escolher por watts seria o mesmo que dizer: “Desejo ter um consumo maior de energia elétrica ao usar um aspirador e, por consequência, uma conta mais cara”. Escolher um aspirador apenas porque tem mais watts não é a forma correta de avaliação.

A DENSIDADE DO LÍQUIDO A SER ASPIRADO NÃO FAZ DIFERENÇA NA ESCOLHA DO ASPIRADOR.

MITO

Explicação: nas situações onde seja necessária aspiração de materiais líquidos, existem algumas variáveis a serem levadas em conta, como a densidade. Ela pode ir de fina, como água, graxas líquidas e densas; composições químicas ácidas, alcalinas, neutras; e até líquidos voláteis com risco de explosão.

É MELHOR ESCOLHER APARELHOS QUE POSSAM ASPIRAR TAMBÉM LÍQUIDOS, EM RELAÇÃO AOS QUE ASPIRAM SOMENTE PÓ OU SÓLIDOS, UMA VEZ QUE OS PRIMEIROS SÃO MAIS VERSÁTEIS.

MITO

Explicação: aspiradores para pó ou sólidos levam alguma vantagem se compararmos com sólidos e líquidos, pelo fato de serem mais leves e mais compactos. Ou seja, se a necessidade for um aparelho leve, e focada apenas em resíduos sólidos, a aspiração de líquidos pode mais atrapalhar do que ajudar.

LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS NÃO DEVEM SER ASPIRADOS POR ASPIRADORES COM MOTORES ELÉTRICOS.

VERDADE

Explicação: de forma geral, podemos dizer que líquidos inflamáveis não devem ser aspirados por aspiradores elétricos, pois as faíscas destes motores podem ocasionar explosões. Existem aspiradores profissionais específicos para este fim.

A ESCOLHA DO ASPIRADOR ENVOLVE TRÊS QUESITOS BÁSICOS: O TIPO DE SUJIDADE, A QUANTIDADE DE RESÍDUOS E O TEMPO DISPONÍVEL PARA O SERVIÇO.

VERDADE

Explicação: usando apenas estas três indagações podemos chegar a uma sequência simples de características a serem consideradas na decisão de compra do produto correto.

UM ASPIRADOR DE PÓ COMUM PODE ASPIRAR QUALQUER TIPO DE RESÍDUO SÓLIDO FINO.

MITO

Explicação: a aspiração de poeiras muito finas como talco, farinhas, café, cimento, cal, pó de lixamento de construção civil e outros similares necessita de aspiradores com sistema de filtros especiais, pois estas poeiras danificam os motores da maioria dos aspiradores comuns. Existem no mercado brasileiro produtos já fabricados com filtros adequados.

O VOLUME DO LÍQUIDO A SER ASPIRADO NÃO TEM RELAÇÃO COM A ESCOLHA DO MODELO DE ASPIRADOR.

MITO

Explicação: o volume de líquidos, a distância do local de descarte e até mesmo o peso final do líquido aspirado são fundamentais na hora de escolher um aspirador. Grandes volumes e grandes distâncias de descarte pedem aparelhos com reservatórios maiores, preferencialmente com carrinho e rodas para facilitar o transporte.

A CAPACIDADE DO RESERVATÓRIO DO ASPIRADOR TEM RELAÇÃO DIRETA COM A PRODUTIVIDADE.

VERDADE

Explicação: a capacidade do reservatório é fundamental se pensarmos na produtividade que queremos alcançar, pois é melhor um reservatório maior e ir menos vezes esvaziá-lo do que um reservatório menor com muitas idas e vindas para o mesmo descarte. Isto faz uma grande diferença ao avaliarmos o tempo na produtividade que a máquina oferece.

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