Conheça a atuação do setor de Facility Management, que comemora o World FM Day em 12/05

Há muito tempo que o Facility Management deixou de ser visto apenas como a área que cuida da limpeza e insumos de higiene. Mas, com o cenário da Covid-19, o FM ganhou ainda mais destaque, saindo dos bastidores e tornando-se protagonista em todos os segmentos econômicos – seja na indústria, comércio ou serviços. Muitas tendências, que estavam em processo de evolução, foram bruscamente aceleradas e os modelos de trabalho mudaram, aumentando ainda mais a responsabilidade sobre processos e pessoas.

Para entender os impactos da pandemia na área de FM e como seus profissionais superam (e vêm superando) este período, a revista Higiplus conversou com especialistas de três diferentes setores: hospitalar, shopping centers e de serviços imobiliários comerciais. Confira!

Treinamento, informação e novas tecnologias

Marconi Morais de Freitas, coordenador de Hotelaria no Sabará Hospital Infantil.

O setor de Facility Management vem sendo muito requisitado na pandemia, se destacando na resolução de problemas e na melhoria dos processos que trazem mais segurança aos usuários dos ambientes.

No Sabará Hospital Infantil – assim como nas demais instituições e serviços de saúde – a área de Limpeza Profissional tem estado no centro das atenções, trabalhando com foco na segurança de seus clientes internos e externos.

“A área de higiene sempre foi muito bem-vista em nossa instituição, e mais ainda agora. A cada momento que o cenário da pandemia se alterava, nosso time de gestores e colaboradores realizava análises e implantava novos protocolos para garantir nossa segurança”, explica o coordenador de Hotelaria do hospital, Marconi Morais de Freitas.

Além dos produtos, materiais de higiene e equipamentos de proteção individual (EPI´s), a instituição também reforçou os protocolos de higiene nos mobiliários e ambientes de trabalho, fez a capacitação das equipes, passou a emitir boletins diários com informações atualizadas e transparentes sobre a Covid, e investiu em inovação.

“Tecnologias foram implantadas, como o uso de vaporizador para limpezas terminais de leitos com índice zero de substância orgânica; equipamentos de maior porte para lavagem de pisos em ambientes abertos e grandes áreas físicas; equipamentos de reforço na limpeza em pontos críticos de apartamentos e banheiros; além do aumento do uso da testagem, seja com swabs ou luz infravermelha”, enumera Marconi.

Na pandemia, o quadro de limpeza do hospital foi mantido, mas foi considerada a possibilidade de ampliá-lo. “Estudou-se um aumento no quadro, caso o cenário se tornasse pior, pois era fundamental garantir a segurança do ambiente”, disse Marconi. “O cenário pior – previsão de alta ocupação e casos graves de pacientes pediátricos – felizmente não se consolidou em nossa instituição e o quadro contratual se manteve, mas tivemos todo o cuidado para trabalhar o absenteísmo e o turnover da forma mais próxima possível. Os FMs já têm um enorme legado construído nos últimos meses e isso, certamente, se refletirá em nosso futuro, nos tornando cada dia mais exigentes em relação ao alinhamento de pessoas, ambientes, tecnologias e processos de trabalho”.

Elevação do padrão de serviços

Paulo Ponso, gerente Executivo de Operações do Shopping Center Norte, em São Paulo.

Da mesma forma que alguns setores tiveram intenso crescimento nos serviços, outros momentaneamente fecharam as portas, como é o caso dos shopping centers. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, o trabalho dos FMs não parou.

“Temos sido muito requisitados desde o início da pandemia, tendo que buscar um entendimento do cenário, cujo contexto era ainda indefinido. À medida que as autoridades sanitárias passaram a emitir os protocolos de cada segmento econômico, fomos assimilando e nos moldando, com o objetivo de proteger nossos colaboradores e realizar a limpeza mais segura dos ambientes frequentados pelo público”, destaca Paulo Ponso, gerente Executivo de Operações do Shopping Center Norte, em São Paulo.

“Quanto ao quadro de colaboradores, embora, num primeiro momento, tenha se reduzido face às restrições de funcionamento decorrentes dos decretos Estadual e Municipal, à medida que o funcionamento foi aumentando, o quadro também se ajustou à nova dinâmica operacional”, conta Paulo. “Incorporamos ainda novos processos de higienização, utilizando linha profissional para nebulização de ambientes e novos EPI´s para determinados processos, sempre buscando proteger os colaboradores”.

Além disso, por conta da pandemia, houve uma elevação nos padrões de serviços e processos de higienização do shopping, com um mapeamento completo do “caminho dos clientes” nos ambientes e corredores, e com o apoio de um profissional da área de Saúde para elaborar novos procedimentos e especificar produtos e EPI´s. “Estamos num momento muito novo e os requisitos aplicáveis a várias atividades, dentre elas a Conservação e Limpeza, devem ter um olhar integrativo. Esse é o segredo para conseguirmos promover ambientes seguros e com baixíssimo risco de contaminação”, completa.

Contratos renegociados; limpeza mantida

Lívia Lourenço, Facility Manager da JLL.

É inegável: durante a pandemia, os profissionais de FM não pararam. A área teve atuação imediata, gerenciando espaços corporativos, fornecendo conforto e segurança, integrando processos, pessoas e trazendo novas soluções tecnológicas, como explica a Facility Manager da JLL, Lívia Lourenço.

“Estivemos na linha de frente desde o início. Fomos responsáveis desde a organização dos espaços até a adaptação para respeitar orientações de distanciamento e segurança, portanto a área recebeu atenção especial das empresas e dos investidores do mercado imobiliário. Fomos responsáveis por auxiliar a desocupação dos escritórios, por entregas de kits, por acionar a desinfecção dos ambientes em locais com casos confirmados, revisar todos os protocolos, examinar contratos, adaptar todos os serviços presenciais, auxiliar em treinamentos e garantir o mínimo impacto nos negócios das empresas”.

Ainda assim, durante a pandemia, pelo fato de a JLL gerenciar tipos diversos de contratos, alguns tiveram de ser renegociados – mas a limpeza foi preservada. “Entendemos que a limpeza não é somente custo, e sim um investimento para a saúde de todas as pessoas. Agora, os profissionais de limpeza têm novas atribuições com os protocolos de higienização por conta da Covid, e é muito importante o FM estar ciente desses protocolos”, aponta Lívia.

Para garantir a segurança dos ambientes que gerencia, a JLL optou por ir além dos processos padronizados de higienização: adotou a desinfecção diária de pontos de contato e superfícies; determinou códigos para equipamentos e acessórios a fim de evitar contaminações cruzadas; redobrou a atenção com o descarte de insumos; e investiu de forma intensiva em treinamento, para assegurar a aplicação correta desses protocolos.

“Temos mantido máxima sinergia com os fornecedores de produtos e serviços, para garantir que as equipes estejam treinadas e cientes dos novos processos. Hoje, existe um entendimento maior de que o FM é um parceiro estratégico para auxiliar nas decisões da empresa, um investimento, e temos desempenhado um papel fundamental na resposta a esta crise global. Atuamos para permitir que todos realizem seus trabalhos, mantendo as instalações vivas, com os ambientes limpos e seguros. É nossa responsabilidade consolidar um ambiente inovador e saudável para todos os ocupantes”, finaliza.

 

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.