1- Como aconteceu a sua trajetória na empresa?

Em janeiro de 2002 recebi um convite para ir até a empresa, que na época tinha quatro funcionários, e então iniciei meu trabalho na parte administrativa, controle financeiro e de estoque, na verdade eu fazia um pouco de tudo.

Isso me ajudou muito a conhecer todos os departamentos da empresa, pois eu só tinha 20 anos de idade e, hoje com 38 anos, cresci para o cargo de coordenador de vendas.

Hoje, a empresa possui 28 funcionários, e para chegar no cargo em que estou, comecei a intensificar o mercado institucional da empresa, fazer pesquisas e descobrir as dificuldades e necessidades dos clientes e também a aprender cada vez mais a parte técnica. Entendo muito mais sobre o mercado de vendas da empresa agora, e também formei muitos técnicos para especialização na área de automatização de máquinas lavadoras de roupa, e cada vez mais fomos entendendo a necessidade das empresas nesse equipamento.

 

2- Quais foram os desafios enfrentados e como você os venceu?

O maior desafio que enfrentei na minha carreira até agora foi implantar nas empresas um equipamento de dosagem de produtos químicos que existia somente na nossa filial na Itália. Eu trouxe a ideia para o Brasil, mas havia muita resistência das empresas com o receio da sua funcionalidade, então consegui fazer o teste em apenas uma empresa e depois disso tudo fluiu.

Uma empresa foi indicando para outra, o equipamento cada vez mais eficiente, com atualizações e inovações, e com isso hoje temos 30 unidades espalhadas por todo o Brasil, além de concorrentes para a nossa ideia.

 

3- O que mudou na sua vida pessoal e profissional do início da sua carreira até o momento?

Do início da minha carreira até o momento, tive uma grande evolução de conhecimento e percepção, principalmente.

Com um bom tempo de mercado, o olhar vai ficando mais aguçado para a abertura de caminhos e oportunidades. A experiência profissional não só causa o crescimento na carreira, como também na vida pessoal, eu evoluí muito em questões pessoais e emocionais, em especial quando se trata de estrutura familiar.

As duas evoluções, profissional e pessoal, andam de mãos dadas e nos fazem ter autoconhecimento o tempo todo.

 

4- Você tem alguma dica para os profissionais que almejam chegar em uma posição como a sua?

Trabalhar muito, perseverar, se dedicar e adquirir cada vez mais conhecimentos são as minhas dicas para quem quer crescer profissionalmente nessa área. Porém, mais do que tudo isso, eu diria para que os profissionais se dedicassem no pós-venda. O importante não é apenas realizar a venda, mas sim prestar uma consultoria, criar um vínculo com o seu cliente, para que cada vez você possa vender mais para aquela mesma pessoa. É importante ser suporte, dar atenção e estar disponível para resolver os problemas.

 

5- O que é preciso para entrar no ramo de limpeza hoje?

Tem que ter conhecimento. Muito estudo, pesquisas de mercado, saber quais são os pontos fortes e fracos desse segmento e dos seus concorrentes.

 

6- Qual a sua opinião sobre o futuro industrial? Quais são seus planos futuros?

A minha expectativa é muito positiva, principalmente depois de participar da Higiexpo 2019. A feira me trouxe uma felicidade e motivação das oportunidades que vão acontecer nos próximos anos.

Fizemos muitos contatos novos no evento e também retomamos contatos com antigos clientes, agora no pós-feira tudo já está fluindo melhor do que esperávamos.

 

7- Se você pudesse doar uma habilidade sua para os novos profissionais, qual você escolheria?

Força de vontade. Praticamente para tudo na vida, principalmente profissionalmente, a força de vontade tem que estar presente. Na vontade de obter mais conhecimento, de querer crescer e aprender cada vez mais.

O tempo passa muito rápido e todos nós somos capazes de ir mais longe, afinal, em cada dificuldade tiramos um aprendizado e são nesses momentos que a força de vontade deve ser ainda maior.

 

Empresa: EMEC

Entrevistado: Márcio da Silva Santos – Coordenador de Vendas