Com a volta dos eventos presenciais, a atenção com a qualidade do ar interno deve ser redobrada

O dia 1º de novembro foi um dos mais aguardados do ano no estado de São Paulo. Depois de quase 600 dias de restrições e fechamentos, nessa data todos os tipos de eventos foram liberados com 100% da capacidade dos estabelecimentos.

Mas, a última etapa de flexibilização das restrições contra a Covid-19 veio com uma série de questões a serem respondidas.

Uma delas é como manter a qualidade do ar e controlar o grau de contaminação nestes espaços fechados, especialmente quando possuem dutos de ar-condicionado, carpetes, divisórias, cadeiras e estofados em suas dependências.

Primeiramente, é preciso considerar que tecidos são superfícies porosas e que, em relação à qualidade do ar interno, estão dentro de um ambiente terciário. Da mesma forma, sistemas de ar-condicionado funcionam como filtros. Quando essas superfícies não recebem a frequência e os processos adequados de higienização, podem acumular sujidades que serão liberadas no ar em forma de particulados. E estes particulados podem carregar micro-organismos (fungos, bactérias etc.) que fazem mal à saúde. Ou seja, quanto menos eficiente e frequente for a higienização desses locais, maior será o risco e a consequente contaminação para os usuários.

“Na limpeza de carpetes, divisórias e cadeiras, assim como em todas as superfícies fixas que compõem o ambiente terciário, deve-se dar a devida atenção não somente à remoção das sujidades visíveis, mas também dos micro particulados, o que é preponderante na obtenção da boa qualidade do ar interno. Com relação aos dutos, devem ser monitorados e tratados à parte, por meio de critérios específicos”, aponta Paulo Peres, diretor da limpadora InService.

Além disso, a higienização de tecidos deve seguir protocolos de limpeza frequentes, com aspiração de alta eficiência e lavagens espaçadas entre três e doze meses, dependendo do fluxo ou utilização, adotando produtos químicos homologados e processos com umidade mínima ou zero.

Para reforçar a importância do tema, a Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento) realizou em novembro o XVII Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento de Ar (Conbrava), que contou com a participação do diretor de Conteúdo Técnico da Abralimp, Carlos Eduardo de Castro Mello, que apresentou a palestra “Como a Limpeza Profissional adequada contribui para a qualidade do ar interno”. O Congresso evidenciou a importância dos setores de climatização e refrigeração para a sociedade, que são essenciais para aspectos como segurança alimentar, saúde, conforto, bem-estar e produtividade.

E para formatar uma política pública a respeito do tema, a Abrava também estruturou recentemente a criação do Plano Nacional da Qualidade do Ar Interno (PNQAI), que tem por objetivo transformar o conhecimento técnico das mais de 30 entidades apoiadoras em ações que contribuam para a saúde da população.

“Infelizmente, a higienização feita de forma inadequada pode causar danos à saúde dos usuários, e aqueles que possuem maior sensibilidade podem ter consequências mais rápidas e sérias”, apontam Leonardo Cozac e Paulo Jubilut, respectivamente, presidente e vice-presidente do PNQAI. “Além disso, a não manutenção adequada das superfícies causa a diminuição da vida útil do material e a redução de suas propriedades construtivas, como mitigação de ruídos, filtro natural, conforto etc.

Paulo Peres corrobora a opinião: “A consequência certamente será a obtenção de um ambiente não saudável, com maior concentração de bactérias, podendo também vir a favorecer a presença de fungos e bolores”.

Vale lembrar que a falta de qualidade do ar interno é responsável por inúmeros problemas também no ambiente laboral, como absenteísmo, redução da produtividade, alta rotatividade, processos trabalhistas, danos à imagem da empresa, entre outros. “Uma gestão eficiente passa pelo cuidado permanente com a qualidade do ar, com acompanhamento por parte do gestor ou empresa responsável pelos processos de higienização, utilização de produtos adequados e uso de ferramentas que ajudem a promover esse importante aspecto do bem-estar aos usuários”, finalizam Leonardo Cozac e Paulo Jubilut.

Para ficar por dentro das melhores práticas de higienização relacionadas a tapetes e carpetes, é possível consultar o Guia da Abritac (Associação Brasileira das Indústrias de Tapetes e Carpetes), que teve o PNQAI como parceiro técnico para a confecção do material. Nele, constam todas as diretrizes e técnicas validadas pelos fabricantes e demais entidades relacionadas ao mercado. Acesse aqui!

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.