Dados recentes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelam que 83% das empresas acreditam que a inovação é o caminho para superarem a crise e voltarem a crescer. Entretanto, mais de 80% assumem não ter uma estratégia para inovar.

É fato que o Brasil está na contramão da realidade mundial já que, embora seja a 12ª maior economia do mundo, está apenas na 62ª posição no Índice Global de Inovação, que abrange 131 países.

Ainda assim, a pandemia obrigou a todos – preparados ou não – a inovar. Na Limpeza Profissional foram inúmeras as novidades e, nesta reportagem, a revista HigiPlus apresenta algumas delas, voltadas a soluções tecnológicas, área química e de formação. Confira!

 

O futuro da higienização das mãos

No segmento de Equipamentos, Dosadores e Acessórios, uma das principais inovações foi o dispenser de álcool gel e sabonete bactericida em forma de totem informatizado. Por meio da solução, é possível oferecer alta proteção aos usuários, com baixíssima probabilidade de contágio viral ou bacteriológico. Além disso, por meio de um ponto de Wi-Fi embutido, os operadores podem visualizar as estatísticas dos níveis de desinfetante no totem, ter acesso aos dados de uso e fazer ajustes de dosagem de maneira remota, a partir de qualquer lugar.

“Acredito que a automação dos sistemas de higienização não é mais o futuro, e sim o presente, avançando cada vez mais a passos largos. Em breve, as aplicações manuais de produtos deverão ter seu espaço cada vez mais reduzido”, defende Marcos Sousa, gestor de Negócios da Seko Brasil.

 

Dos wipes à nanotecnologia

No segmento de Químicos, a pandemia permitiu inovações nos processos (como as aplicações por nebulização), o lançamento de produtos em novas apresentações (como desinfetantes em formato wipes, ou lenços umedecidos, em português), mas também abriu portas para estudos mais profundos sobre tecnologias até então pouco exploradas na limpeza, como a luz ultravioleta, o ozônio ou a nanotecnologia. “O grande problema é que estas tecnologias ainda não são aprovadas pela Anvisa”, aponta Adriano Lowenstein, da área de Marketing Estratégico da Ecomaster Química. “Então, é necessário ainda contar com mais estudos e investimentos, para que essas tecnologias sejam devidamente regulamentadas e aprovadas, caso se comprovem eficientes”.

Para o futuro, Adriano acredita que tanto o setor quanto os clientes podem esperar um foco maior no desenvolvimento de ativos eficientes e que apresentem baixo ou nenhum impacto ao meio ambiente e à saúde de quem os aplica, como é o caso da evolução dos produtos à base de ácido lático ou peróxido de hidrogênio. “Toda esta movimentação contribui para que os produtos e processos de higienização, limpeza e desinfecção sejam mais valorizados pelos clientes finais e, certamente, mesmo após a pandemia, essa preocupação permanecerá”.

 

Disseminando boas práticas em todo o Brasil

A Abralimp, na qualidade de maior associação brasileira do setor de Limpeza Profissional, também inovou e neste ano criou a Fundação Uniabralimp – que nasceu com o propósito de ampliar a qualificação do mercado de Limpeza em nível nacional, disponibilizando cursos de formação, palestras, certificações e publicações, incluindo conteúdo atualizado sobre inovação, tecnologia, lançamentos e melhores práticas.

“Devido às necessidades da pandemia, aceleramos processos que já tínhamos em mente e lançamos cursos EAD em formato de videoaula; reformulamos cursos presenciais para transmissão online, ao vivo, com interação dos alunos; aumentamos nossa grade ofertando novos cursos para atender às categorias do operacional, gestão e certificação; disponibilizamos cursos gratuitos para toda a sociedade durante um ano; e criamos cursos com conteúdo específico sobre a importância da Limpeza Profissional no combate à Covid-19”, enumera o presidente do Conselho da Fundação Uniabralimp, Sandro Haim.

Com essas inovações, a instituição possibilitou não apenas o acesso à informação a um número maior de pessoas, mas também permitiu a disseminação das práticas corretas contra a Covid entre alunos de outros setores e de qualquer estado do Brasil.

“A partir de agora, nosso público pode esperar um foco muito maior no conteúdo, e na tecnologia para nos relacionarmos e transmitirmos conhecimento de forma virtual e muito mais rápida. Mas ainda estamos no começo desta jornada. Por isso, contamos com a colaboração de todos para criarmos uma iniciativa que beneficiará não apenas a Limpeza Profissional, mas toda a sociedade, plantando as sementes que trarão mais saúde, proteção e bem-estar às gerações futuras”, finaliza Sandro.

 

Vale lembrar que o acesso à tecnologia precisa ser uma realidade, não uma exceção ou privilégio. Sem investimento em inovação, a maior parte das empresas brasileiras corre o risco de não conseguir entrar na chamada 4ª Revolução Industrial e poderá deixar de existir.

Se sua empresa faz parte dos 80% que ainda não possuem estratégia para inovar – como citado no início desta reportagem – certamente é hora de rever seus conceitos.

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.