Saiba como a Limpeza Profissional tem contribuído para o tema e reduzido sua pegada de carbono

Em novembro, foi realizada na cidade de Glasgow, na Escócia, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26).

Durante o evento, líderes mundiais e delegações de quase 200 países, incluindo o Brasil, se reuniram para firmar o compromisso de trabalhar para reduzir em 45% as emissões de carbono até 2030 (em relação aos patamares de 2010) e ter as emissões neutralizadas até 2050.

Segundo dados da WRI Brasil, instituição global de pesquisa e proteção ao meio ambiente, desde a Revolução Industrial, a espécie humana já emitiu mais de 2 mil gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

O CO2 é um dos gases do efeito estufa, que dificulta a passagem dos raios infravermelhos e causa o aquecimento global.

Os gases de efeito de estufa são emitidos por meio da queima de combustíveis fósseis, mas também nos processos de produção e consumo de bens e serviços. Por isso, foi solicitado aos países que, até o fim de 2022, sejam apresentadas novas soluções e metas oficiais capazes de conter o aquecimento global no nível estabelecido no Acordo de Paris.

Embora promover ações para reduzir ou mitigar os impactos da emissão de CO2 seja uma obrigação dos governos, muitas instituições e empresas também já assumiram esse compromisso, e passaram a adotar formas de produção mais sustentáveis – inclusive na Limpeza Profissional.

Redução na pegada de carbono

Uma das empresas que vem fazendo a diferença é a gaúcha Maxitex. “Desde nossa fundação, há 28 anos, sempre trabalhamos com processos de fabricação e produtos limpos”, aponta o diretor Geral, Romeu Baldissera. “Toda a nossa linha de soluções de limpeza é produzida com matéria-prima reciclada e reciclável. O consumo de água na produção é quase zero, pois não tingimos os fios, a energia elétrica é utilizada da forma mais eficiente possível, com toda a iluminação da fábrica feita em LED. E, atualmente, também estamos homologando nossos fornecedores para alimentar a cadeia sustentável”.

Mas, a contribuição para a redução da pegada de carbono não para por aí. Basta olhar o catálogo de produtos da empresa, que traz a quantidade de material reciclado utilizada em cada item. “Além disso, neste ano lançamos um novo mop, feito 100% com matéria-prima reciclada”, conta Romeu.

A cada mop produzido, são recicladas 12 tampinhas plásticas (transformadas no copinho do mop), uma camisa de algodão (que se transforma em fio), além de serem economizados 3 mil litros de água (que seriam usados na produção de algodão tradicional) e 2 kg de combustíveis fósseis, que deixaram de ser emitidos pelo fato de a empresa usar material reciclado.

Ampliando o propósito da preservação ambiental, a empresa também está atualmente em processo de certificação para obter o selo GRS (Global Recycle Standard), inteiramente dedicado a produtos e requisitos para a certificação terceirizada de material reciclado, cadeia de custódia, práticas sociais e ambientais, e restrições químicas. “Escolhemos o GRS por ser um selo com reconhecimento internacional, credibilidade mundial, e pretendemos concluir nossa certificação no próximo ano”, conclui Romeu.

Economia Circular

Outra que investe – e não é de hoje – em práticas sustentáveis e novas formas de realizar seus serviços é a Maxi Service. “Enxergamos todas as iniciativas como prioridade na redução de nossa pegada de carbono no planeta”, defende o diretor Guilherme Salla. “Além de utilizarmos produtos e equipamentos de linha profissional, que reduzem drasticamente o consumo de água em nossas operações, atualmente, nosso modelo de negócio passou de linear para circular, ou seja: deixamos de descartar os materiais que antes não teriam utilização como, por exemplo, bombonas, carros funcionais etc., e passamos a realizar a logística reversa, para posteriormente processar essa matéria-prima reciclada e aplicá-la em produtos novos”.

Em 2020, a Maxi Service reciclou aproximadamente uma tonelada de plástico PEAD, principal matéria-prima utilizada em embalagens plásticas e equipamentos. E, até o fim de 2021, a meta é reciclar 90% do que é utilizado (na data de produção desta reportagem, a empresa já havia alcançado o índice de 85%). “Toda a operação utiliza um grande volume de plástico. Portanto, este é um assunto que deve ser tratado com a máxima importância”, enfatiza.

Além disso, na esteira da sustentabilidade, em 2020 a Maxi Service foi vencedora do prêmio Eco Amcham Estadão por seu projeto de economia circular de plásticos e, desde 2014, possui a certificação ISO 14001, que valida de forma sistêmica as iniciativas sustentáveis aplicadas à sua operação. “Entendemos que Limpeza Profissional e meio ambiente têm uma relação direta. No último ano, promovemos 76% de economia no uso de água, utilizamos mais de 1000 kg de plástico reciclado e conseguimos chegar a 80% de bombonas retornadas mensalmente. Acreditamos muito que essa visão é um dos pilares vitais para uma operação sustentável no longo prazo”, conclui.

Do industrial ao individual

Desde 1990, quando fabricou sua primeira enceradeira, a Certec já utilizava produtos recicláveis. Mas, o volume da reciclagem aumentou mesmo quando a empresa iniciou a produção de itens da linha plástica. “Buscamos parceiros que nos fornecessem matérias-primas recicladas, o que nos permitiu maior produtividade, economia de água e energia elétrica e, também, entregar máquinas com maior capacidade”, destaca o gerente de vendas, José Antônio dos Santos. “Inclusive, recentemente desenvolvemos alguns itens em parceria com a Maxi Service, cuja produção é feita com matéria-prima 100% reciclada”.

A evolução pode ser vista em números. Hoje, a empresa utiliza cerca de 30% mais matéria-prima reciclada do que fazia em 2019. Além de contribuir com a sustentabilidade, o resultado é a redução dos custos na fabricação dos produtos, mesmo com parte das matérias-primas atrelada à variação do dólar.

“A Limpeza Profissional sempre foi mais sustentável se comparada, por exemplo, à limpeza doméstica. Os refis de mops têm vida útil extremamente superior aos panos e vassouras. Se fossem mais utilizados no dia a dia, além da economia de água, teríamos o descarte correto dos resíduos de limpeza e, também, sua reciclagem, o que resultaria em uma maior contribuição ao meio ambiente também por parte das pessoas comuns”, completa.

E José Antônio está certo. De acordo com previsões das Nações Unidas, a população mundial poderá atingir 9,7 mil milhões de pessoas até 2050 e mais de 11 mil milhões até 2100. O crescimento demográfico aumenta as emissões e empobrece os recursos do planeta. Por isso, toda ação em prol da redução da pegada de carbono conta.

Afinal, você sabe qual a quantidade de CO2 emitida para produzir seu aspirador de pó? Ou o detergente que você usa para lavar louças? A redução dos impactos ao meio ambiente depende das nações, das empresas, das entidades, mas também das escolhas que você faz no dia a dia.

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.