Pandemia chamou a atenção para opções automáticas

Em meio às preocupações trazidas pela pandemia, a expectativa por novas soluções para um mundo pós-covid só aumenta. Assim como a atenção com as superfícies tocadas pelas mãos.

Tanto que, equipamentos com tecnologia no touch passam a figurar cada vez mais como alternativa para conferir segurança a usuários em ambientes comerciais, empresariais e até residenciais.

Se, antes do coronavírus, tocar em maçanetas e botões eram ações automáticas e intuitivas, o receio de contaminação pelo vírus somado à atenção com a higiene, tem impulsionado uma experiência conhecida como touchless, no qual dispositivos como puxadores, alavancas e acionadores estão sendo substituídos por ferramentas de aproximação que eliminam a necessidade de toque.

E essa realidade já está presente no mercado de Limpeza Profissional. “Mas é importante esclarecer que os equipamentos automáticos não podem substituir a limpeza manual”, enfatiza Filipe Lourenço, CEO da Technose, empresa associada Abralimp.

De acordo com o executivo, mesmo nos países que mais investem em tecnologias para automatização os protocolos tradicionais de limpeza seguem figurando como parte fundamental dos procedimentos.

Segurança biológica

Aliás, antes mesmo do advento do coronavírus, tais equipamentos já faziam parte da rotina de limpeza do setor de saúde e indústria alimentícia. “No Brasil, plantas industriais, unidades de terapia intensiva e centros cirúrgicos já utilizavam estas tecnologias”, lembra Lourenço.

Mas o cenário vem sendo rapidamente alterado com a crescente demanda vinda dos mais diversos setores da economia. “Se, até o início de 2020, os profissionais da limpeza atuavam de forma discreta, hoje é completamente diferente. A preocupação com o nível de segurança biológica dos ambientes se tornou essencial para atrair o público. E os contratantes já entenderam isso”, arremata Lourenço.

Tanto que compradores e profissionais de facility management estão sempre em busca de opções que proporcionem higiene, segurança e redução de custos para suas empresas.

“Muitas vezes, é necessário mudar a cultura ou forma como se usam os equipamentos. Podemos dar como exemplo o secador de mãos. Será preciso mostrar aos usuários que esta opção pode ser, além de ecologicamente correta, acionada sem toque e deixará os banheiros mais limpos sem o excesso de papéis nas lixeiras”, pontua Monica de Fátima Miller, gerente comercial da Brakey, outra associada Abralimp.

Mais que curiosidade, a sensação de bem-estar proporcionada é um importante fator. “Essas tecnologias ainda são pouco difundidas no Brasil, mas importantíssimas e com demanda crescente”, destaca Lourenço, que segue enfatizando: “é responsabilidade do nosso setor estudá-las, defendê-las e representá-las, já que a limpeza manual de superfícies associada aos equipamentos sem toque é uma tendência mundial”.

Redução de custos

Para Monica, o uso da tecnologia touchless também visa a redução de custos com mão de obra e insumos, além de aumentar a segurança e higiene. “O uso em banheiros públicos de dispensers automáticos para álcool em gel, sabonete liquido, papel higiênico e papel toalha, bem como secadores de mãos são os exemplos mais comuns de aplicação”, lista.

“Eles facilitam a limpeza, diminuem gastos com insumos e contribuem para evitar a contaminação cruzada, que é transmissão de microorganismos através do toque em superfície que possam conter agentes contaminantes”, diz ela.

A executiva cita o impacto ambiental: “Além de proporcionar a percepção de higiene aos ambientes há controle da quantidade de insumo dispensado a cada acionamento contribuindo para reduzir o excesso de descarte”.

Ações complementares

Apesar de não impactar na rotina dos profissionais que atuam na linha de frente dos serviços de limpeza, a segurança biológica do ambiente é um dos destaques para a utilização de itens no touch.

“Assim como um ser humano não pode realizar a nebulização uniforme ou a filtragem do ar sem um equipamento, uma máquina não pode realizar a limpeza de superfícies e retirada de itens de descarte com a mesma efetividade de um ser humano. Eles são complementares”, pondera Lourenço.

 

 

 

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.