O que prestadores e fornecedores devem observar para tirar melhor proveito

Em grande parte do país, as Secretarias de Educação já sinalizaram a retomada da normalidade nas escolas com a obrigatoriedade das aulas presenciais. Somado a isso está a proximidade do final de ano. Juntos, os dois fatores indicam que é tempo de cuidar das reformas, adequações e, principalmente, da limpeza dos estabelecimentos de ensino.

Engana-se quem imagina que a operação parcial dos estabelecimentos durante o período mais crítico da pandemia reduziu o ritmo e a frequência dos processos. “O que aconteceu foi que, com espaços vazios e população fixa reduzida, houve apenas diminuição na frequência em ambientes a serem limpos”, explica Nathália Ueno, diretora da Paineiras, empresa associada Abralimp.

Rodrigo Senday, diretor executivo da Allia, outra associada Abralimp, relata que um dos grandes aprendizados ao longo dos últimos meses é que não existem soluções mágicas. “Na maior parte das vezes, a solução mais eficiente está na simplicidade em manter as superfícies de contatos coletivos sempre limpas, aliada à higienização constante das mãos. Esses dois aspectos, feitos conjuntamente, reduzem em até 86% o risco de contaminação nos espaços de contato social”.

O que de fato aconteceu foi que o segmento – assim como vários outros – passou a privilegiar ainda mais a qualidade dos produtos e procedimentos para proporcionar ambientes saudáveis aos alunos.

Higienização mais frequente

Nathália Ueno, diretora da Paineiras.

Nathália observa que a rotina de limpeza nas escolas passou a contar com tapetes sanitizantes, por exemplo. “Algumas optaram pela instalação e a equipe de limpeza tem de fazer a manutenção a cada hora”.

Além disso, nesta época do ano é comum a realização de mutirões de limpeza e processos para remoção de sujidade mais profunda. Reformas, reparos e a limpeza pós-obra também entram na lista de tarefas. Ou seja, há espaço para potencializar o faturamento de quem tem o segmento escolar na lista de clientes.

Mas é preciso atentar para requisitos como treinamento específico para os agentes de limpeza, seguindo as recomendações de protocolo das Secretarias Municipais de Educação. “Foi intensificada a freqüência da higienização de superfícies e de locais como mesas, cadeiras, bancadas, maçanetas, corrimões e sanitários”, lista Nathália.

Limpeza em destaque

Rodrigo Senday, diretor executivo da Allia.

Senday também aponta que, mais que simplesmente produtos, a grande novidade é como as escolas estão abordando o tema limpeza. “A questão tem sido entendida como uma abordagem sistêmica, na intersecção entre o que limpar, quando limpar, e como limpar”.

Segundo o executivo, muitas instituições também estão migrando dos produtos adquiridos em atacado e varejo para linhas institucionais, com alta diluição e função limpeza e desinfecção. “No entanto, isso acaba se tornando apenas um detalhe frente ao ganho – de fato – que se tem ao melhorar também os processos e o treinamento das pessoas”.

Senday aponta algumas estatísticas colhidas pela ISSA (International Sanitary Supply Association) sobre a percepção de limpeza por parte dos clientes e os impactos em ambientes profissionais.

“98% dos consumidores consideram a limpeza como um fator importante para se tornar cliente de estabelecimentos de alimentação, (escolas indiretamente também sofrem esse impacto, pois a alimentação está no escopo de responsabilidades); ambientes limpos reduzem em até 46% o absenteísmo – duplo impacto nos ambientes escolares, tanto pelo absenteísmo no quadro de funcionários como dos alunos”.

Para ele, a limpeza das escolas está na vitrine na percepção dos pais e “clientes” e pode ser usada como uma alavanca para transmitir mais segurança e confiança para as famílias. “Porém, existe também o fator financeiro no qual a higiene pode se tornar uma fonte muito importante para geração de economias e aumento da eficiência e produtividade dos funcionários e alunos”, destaca.

Eficiência nos processos

Senday comenta ainda que, durante a pandemia, ficou comprovada a importância da higiene e limpeza dos ambientes de convivência social. “Estudos conduzidos nos EUA pela ISSA comprovaram que a limpeza de superfícies reduz em 46% a contaminação das pessoas, e se isso for aliado à higienização das mãos, esse percentual salta para 86%, ou seja, a eficiência desses processos em qualquer ambiente, especialmente o ambiente escolar, terá impacto importante no sucesso de nossos esforços para manutenção de ambientes saudáveis.”

De acordo com ele, processos são fundamentais para o êxito da limpeza, com ênfase no planejamento da rotina diária. “As escolas terão de achar o ponto certo da eficiência para maximizar o aproveitamento de suas equipes de limpeza, da quantidade de produtos e recursos utilizados e do tempo investido nesses protocolos”, diz.

Nathália diz também que a evolução das pesquisas e estudos sobre o SARS CoV2 resultou na recomendação pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) através da Nota Técnica nº 47/2020 da utilização de produtos em substituição ao álcool 70% e redução da concentração do hipoclorito de sódio para 0.1%.

Além disso, produtos como Iodopovidona 1%, peróxido de hidrogênio 0,5%, ácido peracético 0,5%, quaternário de amônio, cloreto de benzalcônio, compostos fenólicos e desinfetantes de uso geral passaram a figurar na lista de opções para a realização dos protocolos de limpeza – inclusive em escolas.

Referência

Senday chama a atenção para outro aspecto importante: a redução de receitas das escolas durante a pandemia. “Neste contexto, a adoção de processos e produtos de limpeza mais eficientes figura como aliada. Ao utilizar itens de alta diluição, a escola reduz seu custo por produto diluído, assim como diminui a necessidade de área de armazenagem. Por isso, ao adotar ferramentas profissionais e processos bem desenhados, a instituição pode redirecionar melhor as equipes. Ou seja, a higiene – além de ser um investimento na segurança e imagem da escola – pode atuar a favor da contenção de custos e otimização de recursos”.

O executivo segue destacando a relevância do papel das escolas em zelar pelo bem-estar e segurança de alunos e profissionais em suas instalações. “A escola é um ambiente que agrupa crianças e adolescentes de diferentes núcleos familiares, o que o torna um segmento estratégico no combate bem-sucedido à pandemia. Por fim, também é um espaço de formação e de referência que, ao enfrentar a pandemia com seriedade, profissionalismo e protagonismo, serve como exemplo a ser seguido nos demais ambientes comunitários e profissionais que pais e familiares também estão inseridos”, conclui.

Organização da rotina

Para aproveitar o momento de demanda aquecida do segmento escolar, a dica dada por Nathália é organizar a rotina de tarefas das equipes de limpeza, assim como os equipamentos de uso individual (EPI´s).

“Limpeza em locais com maior fluxo de pessoas; limpeza intensiva em banheiros e salas de aula, assim como de móveis, superfícies e utensílios em escritório e biblioteca. Manter limpas as salas e auditórios a cada troca de turma”.

Mas o que merece atenção especial, na visão da executiva, é manter as equipes treinadas em processos de limpeza, produtos, equipamentos e utilização correta dos EPI´s a fim de garantir a efetividade da higienização.

A Abralimp desenvolveu o “Manual de Procedimentos de Limpeza durante a pandemia de Covid-19 para instituições de ensino”, com informações detalhadas sobre como higienizar as diferentes áreas e pontos de contato.

 

Para acessar o conteúdo do manual na íntegra clique aqui.

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.