ESG: um dos temas mais importantes da atualidade estará presente no IV Encontro Nacional de Facility Management 

Ricardo Assumpção, CEO da Grape ESG, abordará o ESG no setor de FM em palestra na quarta-feira, 10 de agosto, às 16h, no maior evento de negócios do setor, que acontecerá de 09 a 11 de agosto, no São Paulo Expo. 

O IV Encontro Nacional de Facility Management, o mais importante evento de negócios do setor, que acontecerá de 09 a 11 de agosto, no São Paulo Expo, trará um dos temas mais relevantes da atualidade em todo o mundo para as discussões: o ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança). O convidado para a palestra é Ricardo Assumpção, CEO da Grape ESG, que falará sobre “ESG & Facility Management” na quarta-feira, 10 de agosto, às 16h. O encontro é gratuito e será realizado simultaneamente à Feira Higiexpo.

“O ESG é uma ferramenta muito poderosa para mitigar riscos não-financeiros, sociais e ambientais, que têm impacto econômico legal e reputacional. Considerar o ESG na área de Facility Management é uma ferramenta poderosa de controle de risco em relação a impacto social e ambiental, uma vez que o Facility tem uma extensão grande e alcança o consumidor final. Então, tem um risco de reputação muito alto quando se fala neste tema”, afirma Ricardo.

Na ocasião, os participantes poderão acompanhar debates e palestras como esta na chamada “Área do Conhecimento”, além de palestras internacionais, com conteúdo premium, no Fórum Internacional de Facility Management.

Confira a entrevista com Ricardo Assumpção, na íntegra:

Portal do IV Encontro Nacional de FM – Você vai falar sobre ESG & Facility Management. Em sua visão, por que o ESG é tão importante para o setor de FM? 

Ricardo Assumpção – O ESG é uma ferramenta muito poderosa para mitigar riscos não-financeiros, sociais e ambientais, que têm impacto econômico legal e reputacional. Considerar o ESG na área de Facility Management é uma ferramenta poderosa de controle de risco em relação a impacto social e ambiental, uma vez que o Facility tem uma extensão grande e alcança o consumidor final. Então, tem um risco de reputação muito alto quando se fala neste tema.

O ESG hoje não é específico de nenhum setor ou indústria. Todas as empresas de todos os segmentos, de todos os lugares do mundo, que vendem algum produto ou serviço precisam do ESG.

As pressões por atitudes íntegras, éticas e responsáveis, principalmente em ecossistemas locais onde as empresas atuam, estão crescendo muito. Os acionistas das empresas olham cada vez mais de perto a forma como cada negócio atua nesses ecossistemas.

Então, as empresas que não conseguirem implementar uma agenda ESG consistente e de forma rápida, provavelmente não serão competitivas no futuro, porque elas não vão conseguir medir o impacto que elas causam nesses ecossistemas locais.

Portal do IV Encontro Nacional de FM – O que você tem visto de boas práticas de ESG neste setor que tem te impressionado? 

Ricardo Assumpção – O Facility Management é uma área que pode entrar na casa das pessoas e normalmente você acaba criando uma responsabilidade muito grande. A gente tem observado em uma série de empresas, seja no setor de saneamento, de água, seja no setor de iluminação pública, telefonia ou até energia, que os riscos das empresas ficam aumentados no que diz respeito ao Facility, mas também, as empresas que conseguem incorporar o ESG na hora de contratar um funcionário, na hora de treiná-lo e de entender quais são as características da região onde atua, são empresas que têm conseguido ter o aspecto reputacional muito mais elevado. São empresas que conseguem ampliar o que a gente chama de licença social de operação. Isso é determinante para a área de Facilities.

Portal do IV Encontro Nacional de FM – Como o FM pode auxiliar as empresas a se adequarem ao ESG?  

Ricardo Assumpção – Falando em nós da Grape, nosso papel é mostrar para a empresa em que ponto elas estão dessa agenda, os riscos que ela tem e qual é o caminho que ela precisa fazer. Como a levo do ponto A, em que ela está hoje, ao ponto B, que é o que ela precisa fazer.

As empresas precisam de três coisas hoje. Primeiro de propósito. Elas precisam entender que carregam uma responsabilidade com a sociedade e com o meio ambiente. Essa é a primeira coisa.

Partindo do propósito, elas precisam se movimentar para conseguir implementar essa agenda internamente, então ela precisa de uma empresa de consultoria, como a Grape, para fazer esse trabalho de avaliação e propor ações que serão fundamentais para ela conseguir se adequar melhor.

O terceiro ponto é que ela precisa criar uma estratégia de longo prazo com o ESG. Nisso, a gente tem visto muitas empresas fazendo estratégias de curto prazo muito mais focadas em comunicação e assessoria de imprensa e menos focadas em de fato conseguir sustentar essa estratégia por mais de cinco anos. E essas empresas que acabam utilizando como uma ferramenta de comunicação e não uma ferramenta estratégica transversal são empresas que acabam perdendo essa importante vantagem.

Portal do IV Encontro Nacional de FM – Para você, qual a importância de participar do IV Encontro Nacional de Facility Management como palestrante? 

Ricardo Assumpção – Ao ensinar sobre ESG, eu tenho aprendido muito. Em cada evento que eu participo, cada palestra que eu dou, eu vejo como os setores estão carentes e a penetração do ESG tem sido pequena. Para mim é uma felicidade participar do evento de FM. Eu não tinha me dado conta da importância do Facility Management nessa cadeia de valores no ESG. Então, eu não vejo como o FM fica de fora. Veio em boa hora, vejo com bons olhos e acho que a organização foi de fato muito oportuna em incluir o ESG na pauta do evento.