Maria Brasileira: um case de sucesso

Em 2013 nascia em São José do Rio Preto (SP) a rede Maria Brasileira. De lá para cá, muita limpeza foi feita até a operação se consolidar como a maior da América Latina. Para saber sobre os desafios, o aprendizado alcançado, a conquista do sucesso e as perspectivas futuras, o Higiplus Entrevista recebeu Eduardo Pirré, sócio e um dos fundadores da rede.

“Eu e meu sócio nos conhecemos em uma rede de franquias onde trabalhávamos e olhávamos o setor de limpeza em outros países já muito consolidado. Aqui, nem engatinhava ainda. E fomos vendo as diferenças e oportunidades. Com isso, tivemos a ideia de lançar uma rede para limpeza residencial”, abriu Pirré.

Aliado a isso, o convidado também relembrou – graças à própria experiência com as constantes mudanças de casa em decorrência do trabalho do pai – as dificuldades da família na hora de contratar serviços de limpeza.

Além disso, à época da empreitada, uma telenovela mostrava o cotidiano das personagens que se dedicam à limpeza doméstica. “Meu sócio sempre dizia que tínhamos que ter um nome que chamasse a atenção. Por isso o nome usado na novela chamou a atenção e tentamos comprar o domínio. Para nossa surpresa estava disponível e tratamos logo de registrar”, conta. “Por sorte nossa ou um erro da Rede Globo o nome não estava registrado e aproveitamos a oportunidade”.

Perrengues

Desde então a rede não parou de crescer. No entanto, segundo Pirré, o mercado de limpeza residencial é visto como complicado, dado às particularidades na gestão dos contratos. “O cliente é muito complexo, pois cada um tem seu conceito sobre limpeza e isso dá um grande trabalho para padronizar sem engessar”.

Somado a isso, a cultura do brasileiro está arraigada à diária, ao contrário de outros países onde o trabalho fracionado é bastante comum. “Mas, ainda assim, fazemos cerca de 70 mil atendimentos por mês”. Apesar das dificuldades, o empreendedor lembra que era justamente isso que buscavam quando conceberam o negócio.

Escalar o atendimento com a tecnologia foi outro pulo do gato. Há cerca de três anos a rede adotou canais como as redes sociais e até WhatsApp para vender os serviços. “O grande ponto de virada para o negócio foi a PEC das Domésticas, que alavancou muito o crescimento”, enfatiza.

Focados na classe média, a rede percebeu a redução no poder de compra por parte dos clientes, que continuavam tendo a necessidade de ter os ambientes da casa limpos. “Não tínhamos experiência, mas sempre buscamos entender a jornada do cliente e oferecer a melhor solução para ele”, explica o entrevistado.

Com um olhar diferente – justamente por não pertencer ao mercado profissional de limpeza – o empreendedor e seu sócio não viram barreiras para enfrentar os riscos e inovar. “Morávamos em uma república, então, caso o negócio desse errado não teríamos tanto prejuízo”, brinca Pirré.

Presente em todo o Brasil

Contabilizando 396 franquias, a rede está presente em 344 cidades distribuídas em todas as regiões do Brasil – inclusive em pequenos municípios, como no caso de Não Me Toque, no interior do Rio Grande do Sul com 13 mil habitantes. “27% da Maria Brasileira está presente em cidades com até 50 mil habitantes”, diz.

Assim como grande parte das empresas, o início da pandemia trouxe apreensão aos negócios na rede. Porém, não demorou para o crescimento voltar à ativa. “Muitas empresas entraram em contato conosco para oferecer a limpeza doméstica para seus colaboradores. Isso ajudou a mudar a percepção dos consumidores e valorizar a limpeza, já que um ambiente limpo é importante para a saúde mental das pessoas”, conclui.

 

 

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Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.