Como o setor se comportou durante o período crítico e as perspectivas na nova realidade

A pandemia vem exigindo de todos os setores da economia qualificação, profissionalismo e versatilidade. Mas como a área de distribuição de produtos está enfrentando a nova realidade, já que o mercado de limpeza profissional vem aumentando o consumo para atender à crescente – e exigente – demanda?

Para falar sobre os desafios na distribuição o Higiplus Entrevista bateu um papo com Anderson de Melo Cadima, sócio proprietário da Klin Shop – um dos mais antigos associados da Abralimp.

“Os desafios num primeiro momento foram grandes e ainda continuam sendo. Especificamente no nosso segmento houve uma procura de produtos que superaram as expectativas do mercado. Como, por exemplo, o álcool 70% e as luvas, já que faltou matéria prima e o mundo inteiro estava procurando os mesmos itens.”, relembrou o convidado.

Além disso, o entrevistado também chamou a atenção para as novas exigências de consumo. “Logicamente esse impacto acabou favorecendo os distribuidores de produtos de limpeza profissional. E a partir da pandemia as pessoas passaram a cobrar registro e produtos de qualidade, com alta performance. Com isso passamos de vilão para a galinha dos ovos de ouro”.

Para Cadima, apesar das restrições para a comercialização de produtos altamente técnicos que demandam visita, a estratégia foi levar informação e novidades através das plataformas digitais, reuniões online e treinamentos virtuais. “Com isso hoje estamos mais próximos dos fornecedores e das equipes de vendas, num processo positivo de qualificação”.

Entre a cruz e a espada

Na entrevista o convidado também relembrou os perrengues pelos quais o setor foi exposto. “Ficamos num fogo cruzado, como bodes expiatórios no meio da confusão. O fornecedor aumentava o preço dos produtos e não havia como não repassar aos clientes. Estes por sua vez acham que estávamos tirando proveito da situação. Mas como sempre trabalhamos respaldados na confiança dos clientes e eles passaram a entender que aquilo era real, já que a situação era comum a todo o mercado”.

Para Cadima, “apesar de ainda passar pela escassez de matéria prima, o segmento está se adaptando e se aproximando cada vez mais dos clientes para suprir as demandas”.

Demanda aquecida

A falta de insumos, inclusive, impactou no prazo de entrega de produtos. Para resolver, foi preciso buscar alternativas. Um exemplo foi a criação de totem com depósito para cinco litros de álcool em gel. “Precisamos ter em mente que a higiene pessoal veio agora e ficará na consciência dos brasileiros, portanto vamos ter de estar sempre atentos às inovações”, enfatiza o convidado.

Outro ponto abordado foi o desempenho do e-commerce para atender o aquecimento da demanda. “As vendas online vinha engatinhando, mas foi preciso se adaptar muito rapidamente, o que levou a um crescimento das vendas virtuais de 687% nos últimos meses no Brasil”.

O entrevistado aponta ainda o grande gap da indústria em virtude das restrições impostas pela pandemia. “Hoje estamos passando pela falta de itens como papelão, tinta, embalagens, fios e têxteis, entre outros. Mas esperamos que até dezembro a situação se normalize para recompor os produtos no mercado brasileiro”, indica.

Associativismo

Para encerrar, o convidado destacou a importância de pertencer a uma associação para balizar as ações e atravessar com mais segurança os percalços gerados pela pandemia. “É como estar protegido sob um guarda-chuva. A Abralimp tem ajudado a fortalecer os negócios e ter acesso a conteúdo qualificado”, conclui.

 

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Fonte: Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional – ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.