O dia 1º de novembro ficará marcado como a data em que, depois de mais de um ano e meio de fechamento, todos os tipos de eventos deixarão de ter restrições em São Paulo.

A medida vem após uma primeira fase de reabertura, que aconteceu em 17 de agosto, quando eventos sociais, museus e feiras corporativas passaram a ser liberados no estado, com controle de público. A diferença é que, no próximo mês, frequentar shows em pé ou torcidas também voltará a ser possível, desde que haja respeito aos protocolos de higiene e o compromisso por parte dos organizadores de não gerar aglomeração.

Mas, como deverá ser essa retomada? O que esperar dos eventos ainda para o segundo semestre e, também, para 2022?

Evento teste

Primeiramente, é preciso ressaltar que, mesmo antes de 17 de agosto, o mercado de eventos já vinha unido em busca de soluções para uma retomada segura. Com esse intuito foi realizada em julho, na cidade de Santos (SP), a Expo Retomada. “Mais do que um evento, a Expo Retomada foi, na prática, um ‘movimento’, uma vez que agiu em função de todo o mercado de feiras, congressos e demais eventos de negócios, bem como de profissionais e de empresas do setor, que foram extremamente impactados”, explica o idealizador, Fernando Lummertz.

Além de desenvolver, aplicar e avaliar os melhores protocolos de biossegurança para a retomada, o evento teste evidenciou também a necessidade de uma nova formatação expositiva, priorizando o encontro de duas virtudes que se completam: o presencial e o digital. “Exercitamos com sucesso um modelo híbrido para realização de eventos, no qual conteúdo e exposição são bem balanceados e perfeitamente integrados para proporcionar resultados efetivos a patrocinadores, expositores e visitantes”, completa.

Após a Expo Retomada conseguir o aval do poder público para realização dos eventos de negócios, as feiras que já aconteceram em algumas cidades mostraram claramente a ansiedade e as expectativas para o momento atual.

“O represamento foi cruel e muitas atividades econômicas deixaram de realizar seus lançamentos de novos produtos, novas soluções tecnológicas e novos modelos de prestação de serviços. A consequência disso foi uma acentuada queda do PIB e uma enorme retração na oferta de empregos. A roda da economia gira muito mais forte e mais rápido quando os eventos de negócios acontecem”, arremata Lummertz.

Participação do poder público

A Comissão de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, do Lazer, da Gastronomia e de Eventos da Câmara Municipal de São Paulo, da qual é presidente o vereador Rodrigo Goulart (PDS-SP), também teve participação decisiva nas articulações junto ao Poder Executivo para a retomada dos eventos, especialmente na cidade de São Paulo.

“A retomada é decisiva para a recuperação econômica do setor, que sofreu prejuízos de toda ordem. Para o país, é igualmente importante por tratar-se de desenvolvimento econômico e sustentável por meio do turismo e da geração de emprego e renda”, ressaltou Goulart.

O vereador lembrou também que, mesmo durante o evento teste em Santos, o Governo de São Paulo deu mostras sólidas de que fazer a retomada é algo seguro e possível, se observados os protocolos de segurança. Basta considerar os números do evento: foram mais de 1200 visitantes, envolvendo 240 profissionais que realizaram testagem em massa, sendo detectados apenas dois casos de Coronavírus – com o protocolo sanitário aprovado, inclusive, pelo Hospital das Clínicas.

E não é apenas o estado de São Paulo que reabrirá as portas para feiras, eventos e congressos, como aponta Goulart: “O Rio de Janeiro também acaba de lançar seu Marco Regulatório, que deve entrar em vigor nos próximos 30 dias, desburocratizando processos e prevendo uma tabela de categorização por número de pessoas: público mínimo (até 300), pequeno (2 mil), médio (10 mil), grande (50 mil) e megaevento (acima de 50 mil)”.

Expectativas para 2022

Com o ano chegando ao fim, é hora de planejar os eventos de 2022. Mas quais devem ser os desafios e transformações que vêm por aí? Lummertz responde: “Entendo que, daqui por diante, veremos um foco maior na sustentabilidade, de todos os modos. Além disso, os recursos da tecnologia digital também marcarão um novo modelo de eventos que irão além do ‘indoor’. O formato híbrido estenderá a visibilidade dos eventos e criará uma cauda longa que sempre defendi como imprescindível para ampliar os resultados. A pandemia decretou o fim dos eventos que aconteciam por dois ou três dias, morriam, e só ressuscitavam no ano seguinte. Agora, as tecnologias disponíveis permitirão que expositores e visitantes permaneçam conectados o tempo todo, o ano inteiro”.

Goulart complementa: “Creio que um dos desafios será classificar os eventos (sejam permanentes ou temporários) com base nas normas técnicas da ABNT, para fins de liberação dos alvarás. Outro ponto será retomar nossa posição atrativa de eventos e de segurança preventiva em saúde no cenário internacional. Com relação às transformações, acredito que a principal será da consciência sobre a necessidade de proteger a saúde dos participantes. Vale dizer que os protocolos sanitários, principalmente a ausência de aglomerações, vieram para ficar, assim como o modelo híbrido de participação que se mostrou viável em algumas modalidades, principalmente culturais e científicas”.

Importante: para feiras e congressos em São Paulo, o protocolo de retomada foi desenvolvido por uma parceria entre as principais entidades do setor, com a chancela do Hospital das Clínicas de SP.

 

Para baixar o protocolo na íntegra, acesse aqui!

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.