Protocolos são indispensáveis para proporcionar a segurança dos usuários em tempos de Covid-19

Uma das preocupações com o avanço da retomada das atividades e retorno ao trabalho presencial é a locomoção através de transportes públicos. Afinal de contas, milhares de pessoas diariamente dividem o espaço dentro de ônibus, vagões de metrô e trem.

Imprescindível para proporcionar maior segurança aos usuários, a limpeza também ganha destaque neste segmento. Somente a SPTrans (São Paulo Transporte S/A) é responsável pela gestão de um dos maiores sistemas de transporte por ônibus do mundo.

Os números que formam esse cenário comprovam a dimensão desse serviço, que não para nunca: 24 horas por dia, sete dias por semana. Em São Paulo são transportados, em média, 2,45 milhões de passageiros por dia através de uma frota de 11.676 ônibus.

Para dar conta do recado, as empresas que atendem o setor – que inclui ainda transporte por metrô e trens, além dos ônibus intermunicipais e interestaduais – realizam rigorosos protocolos de higiene.

Desinfecção dos ambientes

Elaine Balazs, gerente de serviços da Tejofran.

Como é o caso da Tejofran, responsável pelas composições dos trens urbanos da cidade de São Paulo. Segundo Elaine Balazs, gerente de serviços, são utilizados atualmente dois tipos de procedimentos. “Na parada dos trens, por exemplo, é realizada a limpeza profunda abrangendo toda a área do vagão”.

Após esta etapa, a empresa tem adotado o sistema de desinfecção de ambientes com nebulizadores com produtos à base de quaternário de amônia de 5º geração ou

peróxido de hidrogênio para a desinfecção em toda a extensão do vagão. “Na limpeza entre viagens utilizamos os mesmos produtos dando prioridade para todos os pontos de contato”.

Rodrigo Fernandes Toledo, diretor da divisão Terminais Sul na Socicam (empresa associada Abralimp responsável pela limpeza dos principais terminais rodoviários de passageiros, entre eles o Tietê) lembra que logo no início da pandemia a concessionária desenvolveu e implantou a campanha “Embarque Seguro com a Socicam”.

Ainda vigente, a ação compreende um amplo plano de biossegurança para minimizar os riscos de contágio nos terminais de passageiros sob gestão da empresa. “Os processos de limpeza dos terminais rodoviários Tietê, Barra Funda e Jabaquara contaram com a introdução de produtos com princípio ativo à base de quaternário de amônio de 5ª geração e peróxido de hidrogênio”, explica Toledo.

Já Elaine conta que, nas composições dos trens urbanos, as equipes providenciaram aumento na periodicidade da limpeza com atenção aos pontos de contato nas áreas internas, utilizando produtos específicos para desinfecção.

No caso dos terminais rodoviários, foram adotados processos de nebulização para desinfecção dos locais de difícil acesso, visando promover maior alcance na limpeza dos empreendimentos.

“A concessionária contou ainda com o apoio de Batalhões do Exército Brasileiro, firmando parceria para a realização de grandes ações de desinfecção. Com a disseminação global do vírus, intensificamos não só os protocolos de higienização dos ambientes, mas também a frequência de inspeções e manutenções realizadas nos empreendimentos”, relembra Toledo.

“Sempre tivemos como compromisso manter os terminais rodoviários Tietê, Barra Funda e Jabaquara, bem como os demais terminais sob gestão da empresa, devidamente limpos e seguros, considerando a circulação intensa registrada nesses locais”, enfatiza o executivo.

Reforço nos ônibus

Já a SPTrans, por sua vez, adotou uma série de medidas preventivas à Covid-19, como a higienização dos veículos e nos terminais, além do uso obrigatório de máscara no interior dos coletivos.

De acordo com o departamento de comunicação da empresa, o reforço na limpeza continua sendo feito mesmo com a flexibilização. Para tanto, os funcionários dos terminais municipais dispõem de álcool gel na área administrativa dos equipamentos. Já os banheiros dos terminais contam com água e sabão à disposição dos passageiros para a higienização das mãos.

Além disso, ações de orientação e conscientização sobre cuidados e higiene pessoal continuam sendo realizadas com todos os operadores, por meio das concessionárias, e com os passageiros, por meio de mensagens sonoras e cartazes nos terminais, redes sociais e no Jornal do Ônibus.

Atenção aos pontos de alto contato

Rodrigo Fernandes Toledo, diretor da divisão Terminais Sul na Socicam.

De acordo com Toledo, a higienização rigorosa nos terminais rodoviários é feita também nas superfícies de toque como corrimãos, botões de elevadores, alças de carrinhos de bagagens e balcão de informações.

“Recebem atenção especial, devido ao contato direto e rotativo dos usuários. É importante ressaltar que todas as medidas de proteção sanitária adotadas seguem as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde municipais e estaduais”, reforça Toledo.

Além disso, a concessionária utiliza ferramentas como sistema de som, painéis e monitores para lembrar os usuários da importância de manter as mãos higienizadas, além do uso correto da máscara de proteção individual.

Mesma posição também será mantida nos terminais de ônibus. Apesar da flexibilização e expectativa de aumento no movimento os procedimentos de limpeza e desinfecção continuarão sendo realizados rigorosamente com o objetivo de seguir contribuindo com a saúde e segurança dos usuários. “Além da Covid-19 seguiremos atentos para inibir a circulação de outros vírus que podem também se revelarem nocivos à saúde humana”, enfatiza Toledo.

De olho no sistema de ar-condicionado

Não obstante o cuidado com as superfícies de alto contato, uma outra questão requer cuidado extra: o sistema de ar-condicionado. Nos terminais rodoviários Tietê, Barra Funda e Jabaquara, os projetos arquitetônicos abertos oferecem boa circulação de ar.

No entanto, nos locais onde estão instalados ventiladores, há um cuidado constante e rigoroso na rotina de limpeza e higienização. “Nas áreas administrativas, onde existe a utilização de ar-condicionado, há um rígido processo de manutenção preventiva, garantindo o correto funcionamento tanto no que diz respeito à qualidade do ar quanto na economia de energia”, aponta Toledo.

Na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o ponto de atenção foram as saídas de ar da parte externa do ar-condicionado. A limpeza interna do sistema fica a cargo de outro prestador de serviço, respeitando os protocolos necessários.

Tudo nos trinques

   

Perto do final do ano e com o aumento das medidas de flexibilização das restrições impostas pela pandemia, o fato é que a população tem retornado à sua rotina e o número de passageiros segue aumentando. “Mantivemos as técnicas de manutenção da limpeza entre viagens e as limpezas profundas estão ocorrendo normalmente nos pontos de parada”, conta Elaine.

No caso dos terminais rodoviários, os sanitários já eram higienizados regularmente com produtos homologados de alta eficácia e substâncias bactericidas semelhantes às usadas em ambientes hospitalares.

“Com o avanço da Covid-19, intensificamos os processos já realizados e reforçamos as inspeções diárias para garantir que tudo esteja dentro dos padrões de limpeza recomendados pelos órgãos de saúde”, reitera Toledo.

A Abralimp desenvolveu o “Manual de Procedimentos de Limpeza durante a pandemia de Covid-19 para meios de transportes”, com informações detalhadas sobre como higienizar as diferentes áreas e pontos de contato.

 

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Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: Tejofran e SPTrans.