A higienização de superfícies ganhou maior atenção desde o início da pandemia de covid-19. E existe uma série de cuidados que devem ser tomados para fazer corretamente essa higienização

Thiago Lopes, diretor da câmara setorial de fabricantes de químicos da Abralimp/ Divulgação

Thiago Lopes, diretor da câmara setorial de fabricantes de químicos da Abralimp/ Divulgação

Existem dois fatores principais para higienizarmos um ambiente: um deles é pelo bem-estar. Gostamos de viver em um ambiente limpo, leve e agradável. A sensação de estar em um local bem higienizado afeta até mesmo o rendimento no trabalho.

O outro ponto é pela saúde. Além da covid-19, existem várias outras doenças transmitidas por micro-organismos que estão no ar ou sobre superfícies. A higienização feita da maneira correta sempre vai diminuir a pressão microbiológica do ambiente. Quanto menor essa pressão, menor é o risco de pegarmos alguma doença.

Higiene é limpeza e desinfecção. Limpeza é o que a gente vê. Desinfecção é o que a gente não vê. Nós vemos sujeiras, mas não vemos micro-organismos, como fungos, bactérias e vírus”, alerta o diretor da câmara setorial de fabricantes de químicos da Abralimp e gerente técnico comercial da Proquimia, Thiago Lopes.

Os cuidados com as áreas de alto contato

Apesar da flexibilização dos protocolos de prevenção à covid-19 em algumas regiões, os bons hábitos devem ser mantidos para evitar a contaminação de forma geral. Devemos ficar atentos para a correta higienização das áreas de alto contato. Podem ser os botões do elevador, corrimão, maçaneta da porta, tranca de janelas, lixeiras entre outros. Essas superfícies costumam ter uma quantidade maior de microrganismos que podem causar doenças. Recomenda-se utilizar detergente – quando aplicável – e desinfetante, que precisa ser registrado pela Anvisa.

Por isso, é importante lavarmos bem as mãos com água e sabonete. Caso não seja possível, soluções

Carlos Mello, diretor de conteúdo técnico da Abralimp/ Divulgação

Carlos Mello, diretor de conteúdo técnico da Abralimp/ Divulgação

antissépticas podem reduzir a carga microbiológica. Outro ponto é praticar o que é chamada de etiqueta respiratória. Quando for espirrar ou tossir, faça dentro da máscara ou cubra com a dobra do braço e antebraço para evitar que gotículas se espalhem pelo ambiente.

Tomando esses cuidados, evitamos a contaminação, principalmente em locais de trabalho, por exemplo, onde circulam mais pessoas. “A orientação dos usuários das edificações sobre hábitos de higiene e limpeza são fundamentais. Outro ponto a destacar é o treinamento da sua equipe de limpeza e orientar para que executem as atividades corretamente”, recomenda Carlos Eduardo Panzarin de Castro Mello, diretor de conteúdo técnico da Abralimp e diretor da Montreal Gtec.

A higienização, principalmente das áreas de maior contato, deve ser feita regularmente. Para se estabelecer a frequência deve-se levar em consideração o uso dos ambientes: se for mais movimentado, a higienização deve ser mais frequente. Com menos movimento, a frequência pode ser reduzida.

Quando concluir o serviço, o profissional deve ficar atento para higienizar as luvas antes de retirar o equipamento de proteção. E todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) reutilizáveis e todas as máquinas e equipamentos devem ser higienizadas após o uso para evitar contaminação.

Regras para uma boa higienização profissional, equipamentos e produtos

Devemos ficar atentos às regras para uma boa higienização profissional. Deve-se atentar ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de proteção, por exemplo. A limpeza sempre é feita da área mais limpa para a área mais suja.

Em primeiro lugar, devemos fazer a limpeza da superfície. Qualquer sujeira visível deve ser retirada antes da desinfecção. Em seguida, conferimos se temos em mãos um produto de desinfecção registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde. Os produtos precisam ter, no mínimo, categoria de Desinfetante de Uso Geral. Nessa classificação, a Anvisa exige que sejam feitos testes em microrganismos, como Staphylococcus aureus e Salmonella choleraesuis.

A higienização deve acontecer sempre em sentido único – evitando movimentos circulares ou de vai e vem -, limpando primeiramente a parte de cima, seguindo para a de baixo. Por exemplo, paredes, vidros, superfícies e objetos devem ser higienizados antes do piso.

A pulverização do produto deve ser feita sempre no pano, flanela ou espoja, nunca diretamente na superfície. Higienize ou faça a troca do refil do mop e dos panos a cada troca de ambiente. E nunca misture produtos químicos diferentes.

A importância do uso de máquinas, equipamentos e produtos corretos

No mercado profissional, uma série de fatores deve ser considerada. Existem os produtos certos para serem usados por quem vai fazer essa higienização. As máquinas e equipamentos – tanto para a higienização quanto de segurança – também são diferenciados. As equipes recebem um treinamento específico para realizar a tarefa. Existe um tempo certo para a execução.

As máquinas e equipamentos de limpeza profissional facilitam o trabalho. A sua correta utilização traz alta produtividade, melhora a qualidade do serviço executado, além de diminuir o esforço do trabalhador e contribuir consideravelmente para a ergonomia.

Aline Lima, instrutora do curso da Fundação UniAbralimp/ Divulgação

Aline Lima, instrutora do curso da Fundação UniAbralimp/ Divulgação

Também é preciso ficar atento às instruções de uso, que são disponibilizadas no rótulo do produto. A diluição correta deve ser seguida para uma eficácia ideal do produto. Além disso, o tempo em que essa mistura deve ficar em contato com a superfície e as formas de aplicação devem estar muito claras na embalagem.

Segundo a instrutora do curso da Fundação UniAbralimp – Limpeza e Desinfecção de Superfícies no Combate a Micro-organismos, Aline Lima, existem diferentes tipos de desinfetantes de acordo com o local onde vai ser aplicado. “Para instituições de ensino, hotéis, condomínios, indústrias e escritórios, o desinfetante de uso geral é o mais indicado pela Anvisa. Porém, quando falamos em hospitais, áreas de saúde ou áreas de manipulação de alimentos, existem produtos com registros específicos que devem ser usados”, comenta.

Os tipos de limpeza

Existem três tipos de limpeza profissional: seca, úmida e molhada, cada uma com a sua função. A primeira é aquela em que removemos pó, poeira e resíduos sólidos. O uso de aspiradores profissionais ou mop pó são recomendados.

Na limpeza úmida, o produto de limpeza é aplicado com mops ou panos umedecidos em solução dispensando, por muitas vezes, o enxágue com água.

Já a limpeza molhada é feita com a solução de limpeza espalhada pela superfície, onde é aplicada uma ação mecânica, por equipamento ou máquina, para retirar a sujidade e, em seguida, há o enxague com água limpa. Todo o líquido resultante deve ser descartado.

Para realizar essas duas últimas modalidades, deve-se observar se a superfície comporta esse tipo de limpeza. Lembrando sempre que uma boa limpeza é aquela em que a sujidade é removida sem alterar as características originais da superfície.

Saiba mais no curso da Fundação UniAbralimp

No próximo dia 31 de março, das 9h às 11h, a Fundação UniAbralimp realizará um curso online de Limpeza e Desinfecção de Superfícies no Combate a Micro-organismos. O treinamento aborda diversas técnicas de higienização, informando os tipos de produtos, equipamentos e acessórios mais adequados para cada procedimento.

Informações sobre legislação também serão citadas. Vamos apresentar protocolos de higienização considerando o momento de pandemia, mas também levando em consideração outros microrganismos causadores de doenças. O objetivo é trazer a mensagem de que ambiente higienizado é sinônimo de saúde e bem-estar.

Inscreva-se pelo site da Fundação UniAbralimp.

Fonte: ABRALIMP

Foto: Freepik