No Dia Mundial da Saúde, acompanhe uma história que mostra como o setor de limpeza profissional desempenha um papel fundamental no bem-estar e qualidade de vida das pessoas

Limpeza Profissional, saúde e responsabilidade social

Nesta quinta-feira, 7 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948. Neste ano, a data tem por objetivo chamar a atenção para ações urgentes que precisam ser tomadas para manter pessoas e o planeta saudáveis e incentivar a criação de sociedades focadas no bem-estar.

Com a importância da data e o trabalho exemplar desempenhado, convidamos um personagem que mostrou que dividir conhecimento ajuda a multiplicar saúde, segurança e bem-estar para toda a sociedade.

No começo da pandemia, quando ainda pouco sabia sobre o novo coronavírus, notando a criticidade do cenário construído em virtude da doença, Gilson Silva, diretor da Leccor, associada à Abralimp, ofereceu a outras empresas do mercado de limpeza profissional, sem nenhum ônus, o seu procedimento operacional padrão (POP) voltado à desinfecção – sendo a Leccor, uma das primeiras empresas a prestar serviços de limpeza em empresas com funcionários contaminados pelo vírus.

Gilson Silva, da Leccor/ Divulgação

Gilson Silva, da Leccor/ Divulgação

O grande objetivo foi ajudar toda a sociedade no combate ao vírus. Além de disponibilizar o documento, Silva se disponibilizou voluntariamente para ministrar treinamentos e auxiliar outras empresas do setor que tivessem interesse em aprender e tirar dúvidas sobre higiene. Confira o bate papo da Revista Higiplus a seguir.

Gilson, qual foi o papel do setor de limpeza profissional no período de pandemia?

As empresas foram convocadas para desempenhar sua responsabilidade social de forma importante e inédita. Fomos, de certa forma, protagonistas e participamos de importantes discussões.

Com o surgimento das informações e de todos os acontecimentos, tive que estudar muito mais tudo isso. Eu enxergo que, através das atividades de desinfecção, mostramos a importância do profissional da limpeza. No dia a dia isso fica um pouco esquecido.

No começo, as pessoas olhavam para nós de uma forma diferente, reconhecendo a importância da atividade. Hoje, enxergo isso de maneira diferente. Não podemos pensar só em custo ou em reduzir perdas. O papel da limpeza é muito importante, pois sem isso, nada funciona. Devemos continuar trabalhando a limpeza como um aspecto de saúde das pessoas. Não é apenas higiene, levamos saúde para toda população.

E como a sua empresa vem contribuindo na manutenção da promoção da saúde para a sociedade?

Fomos a primeira empresa a fazer desinfecção já na primeira semana da pandemia, em 2020. Fomos acionados durante o mês de março e abril e tudo tinha que ser muito rápido.

Temos procurado fazer isso todos os dias, não só como algo pontual. Eu sempre acreditei na limpeza como um aspecto de levar saúde para as pessoas. Se você tem um ambiente higienizado, menores são as chances de contrair doenças. Mas acredito que, também, é cultural. Precisamos trabalhar isso no dia a dia para tornar efetivo e ir mudando aos poucos. Não é uma transformação da noite para o dia, infelizmente.

Eu tive muita oportunidade de contato com o mercado. Muitas empresas me consultavam para saber o que eu achava sobre os processos de limpeza que estavam sendo aplicados. Isso para mim foi muito enriquecedor. Foi muito importante essa troca de experiência.

Gilson, por que vocês decidiram compartilhar seu protocolo de desinfecção no período de pandemia, com o apoio da Abralimp?

Logo no início da pandemia, eu tomei a decisão de disponibilizar o meu Procedimento Operacional Padrão (POP) voltado à desinfecção, nas versões português e inglês. Comuniquei a Abralimp que poderia compartilhar com qualquer empresa que solicitasse. Também ofereci treinamentos para diversas empresas, inclusive, fora de São Paulo.

Eu acredito que tivemos muitas oportunidades de promover discussões legais sobre o assunto. Era uma questão de saúde, quanto mais empresas fizessem de forma correta, seria melhor para toda sociedade. Eu entendi que as informações disponibilizadas e os treinamentos, não se tratava de algo a se fazer por fazer, e sim, quanto mais pessoas estivessem fazendo corretamente, era melhor para todo mundo. Foi muito positivo contribuir com outras empresas e pessoas. Não fazia sentido nenhumas essas informações ficarem só comigo.

Muitas vezes não imaginamos como ações como essas, que podem parecer pequenas, ajudam muitas e muitas pessoas. Quanto mais gente ajudar, melhor para todo mundo.

Como você avalia os resultados obtidos até o momento e a atuação do setor em geral em ações de saúde?

Especialmente no período de que estamos falando, cumprimos um papel fundamental mostrando a todos que não somos apenas “faxineiros”. Podemos contribuir em muito com a saúde das pessoas. Claro que tudo precisa ser feito da forma correta. Ajudamos muito com a segurança de clientes que não poderiam parar suas atividades comerciais. Além disso, participamos de discussões e buscamos por soluções que fossem realmente eficazes. Nosso objetivo não era apenas aplicar métodos que estivessem em evidência naquele momento.

O setor como um todo deveria refletir sobre tudo que aprendeu nos dois últimos anos, o que deu certo e o que deu errado, e o que pode ser fomentado para que possamos, juntos, evoluir com a limpeza. Isso na perspectiva de saúde e não de prestação de serviço. Temos de tirar uma lição de tudo isso.

E vamos tirar muitos aprendizados dessa experiência?

Para as empresas do setor, não devemos esquecer o que passamos nestes dois anos. Vamos cuidar da saúde das pessoas e não apenas querer ganhar contratos. Para os tomadores de serviço, não voltem ao status anterior de achar que limpeza é apenas limpeza. A nossa responsabilidade vai muito além disso. Temos um papel fundamental de cuidar e zelar pela saúde das pessoas. Não adianta, por exemplo, ter feito em 2020 vários posts em redes sociais chamando o pessoal da limpeza de heróis porque estavam na linha de frente, e agora, com a pandemia mais controlada, voltar a tratar os agentes de saúde como “tias da limpeza”. Precisamos refletir bem sobre o assunto.

É importante levarmos todos os aprendizados adquiridos no período adiante, pois a pandemia mostrou que estamos sujeitos a rápidas mudanças. Não vamos deixar morrer o assunto. O mercado deve levar o que aprendeu e compartilhar sempre que possível.

Não temos controle sobre a situação. É importante que, cada vez mais, possamos nos ajudar e contribuir com o bem-estar coletivo. Eu sou super a favor disso. Temos que compartilhar o conhecimento. Em muitos casos, é a única alternativa. Devemos manter o alerta, além de reunir pessoas que queiram evoluir.

E o que podemos fazer daqui em diante?

É importante que nos questionemos sobre o que cada um de nós e nossas empresas têm feito para contribuir com a saúde e o bem-estar da população. Seja você da área da limpeza profissional ou não, esse é um dever de todos. A conscientização é o caminho certo. Faça sua parte e ajude a construir um mundo melhor.

Limpeza é sinônimo de saúde. Não só no período da pandemia, mas como em outros, manter a higiene dos espaços seguindo protocolos corretos e levando bem-estar, é sempre a melhor alternativa.

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Fonte: ABRALIMP

Foto: Freepik