Existem muitas oportunidades a serem exploradas no setor de limpeza e pequenos negócios podem ter sucesso rápido em um mercado em crescimento

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As demandas com origem na pandemia, as novas formas de trabalho e configuração de escritórios, sem falar nos avanços tecnológicos, alteraram procedimentos, produtos e o modo de prestação de serviços do setor de limpeza profissional.

Tais mudanças concorrem para que se abram novas portas para quem atua ou pretende ingressar nesse mercado.

De acordo com Renato Ticoulat Neto, presidente da Limpeza com Zelo, diretor de ações sociais da Fundação UniAbralimp e membro da Câmara Setorial de Serviços da Abralimp, as oportunidades no setor se mostram promissoras também fora dos locais habituais de atuação, como hospitais, grandes indústrias e escritórios.

Para ele, o setor está pulverizado e os pequenos empreendimentos, que antes eram atendidos com linhas não profissionais, hoje despertaram para o uso de produtos, equipamentos e técnicas apropriados.

Ticoulat lembra que constam registrados mais de um milhão e duzentos mil profissionais de limpeza e sabe-se que mais de 5 milhões atuam no mercado doméstico.

Potencial para crescer

“Há muito espaço para crescer. O mercado que era dominado por diaristas passa por uma grande revolução”, ressalta Ticoulat ao explicar que os lançamentos de milhares de estúdios em zonas nobres e muitos outros prédios com apartamentos pequenos têm mudado a tradicional configuração da contratação de serviços de limpeza.

Renato Ticoulat Neto, da Limpeza com Zelo / Divulgação

A nova realidade obriga o mercado a trabalhar com multiprofissionais, empresas especializadas e com mão de obra treinada, passando do conhecido formato diarista para horista.

“O mercado imobiliário mudou e com isso a forma de prestar serviço deve acompanhar. As empresas que perceberam a oportunidade investem para atender essa demanda”, diz Ticoulat prevendo o crescimento de empresas especializadas em fazer trabalhos domésticos.

Somente para os modelos de estúdios e apartamentos, a estimativa é gerar em torno de 35 mil empregos para profissionais de limpeza

Detectar carências e investir

Na análise de Edilaine Siena, diretora da Câmara de Prestação de Serviços da Abralimp e diretora de desenvolvimento no grupo GPS, existem nichos carentes de prestação de serviços como é o caso de limpeza pós-obras, fachadas, carpetes e tratamento de pisos.

“É difícil encontrar empresas de limpeza pós-obra que sejam alinhadas com as técnicas corretas e que garantam segurança para a realização da tarefa, uma vez que o processo é sujeito a quebras, riscos e outros danos”, afirma Edilaine ao mencionar que são muitas as oportunidades a explorar, principalmente em fachadas, limpadores de vitrines de centros de compras e tratamento de pisos específicos.

Edilaine Siena, do grupo GPS / Divulgação

Edilaine explica que as grandes empresas não conseguem atender toda a demanda dos pequenos clientes e, com isso, a modalidade pay per use surge como boa opção para quem precisa de uma limpeza esporádica no mercado em que quase não se encontram empresas com esse tipo de serviço.

Assim, o modelo de negócio é alternativa para quem pretende iniciar no setor e a dica da executiva é descobrir um nicho para atuar e buscar especializar-se nas atividades para investir de modo seguro, sem esquecer da importância de qualificar e fidelizar os colaboradores.

Ocupar espaços

Sacha Haim, vice-presidente administrativo e financeiro da Abralimp, que atua no mercado de máquinas na Alfa Tennant, diz ser importante romper costumes e paradigmas para aproveitar as oportunidades que o setor oferece.

Sacha Haim, da Alfa Tennant / Divulgação

“Se olharmos o tamanho do mercado brasileiro e o número de máquinas vendidas fica claro que o processo de limpeza ainda é muito manual. Claro que é um trabalho bem-feito, mesmo no pano e rodo, mas é preciso entender que não é mais sustentável, seja pelo consumo de água e sabão, seja em razão do tempo para execução. Um alto custo e sem sustentabilidade”, pondera Haim.

Com boa parte das empresas fazendo a própria limpeza, Haim vê aí a chance de melhorar processos pela mecanização, que oferece economia e promove a qualificação do colaborador, que passa inclusive a ter maior ganho financeiro pelo seu trabalho.

“O uso da máquina não tira mão de obra do mercado. Ela é deslocada para executar tarefas de maior valor agregado”, afirma Haim.

Para Marco Dutra, diretor-geral da Karcher Brasil, é preciso analisar que o mercado de limpeza, mesmo em crises econômicas, sempre abriu oportunidades e manteve seu crescimento. E em um momento de grande desemprego e redução de salários, o setor pode ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho.

Marco Dutra, da Karcher Brasil / Divulgação

Entre as oportunidades destacadas pelo executivo estão a limpeza de estofados e a especialização em limpar painéis solares. Pequenos negócios especializados na limpeza e higienização de estofados são vistos por ele como uma área com boa demanda e que merece ser explorada.

Já no caso dos painéis solares, o mercado está em crescimento e requer serviços especializados para a limpeza das instalações. “As placas precisam de limpeza para manter a produtividade e cada vez mais vemos o aumento da procura por soluções para limpeza de painéis”, pontua.

Oportunidades na Higiexpo 2022

Para quem busca conhecer mais sobre o mercado de limpeza profissional, tendências e oportunidades uma boa opção é participar da Higiexpo 2022, a maior feira de produtos e serviços para higiene, limpeza e conservação ambiental da América Latina, que acontece nos dias 9, 10 e 11 de agosto, das 13h às 20h, no Expo São Paulo.

Com mais 130 expositores, uma ampla programação de palestras e cursos gratuitos e muito networking, a feira pode abrir um leque de opções para quem pretende empreender no setor.

Acesse o site Higiexpo e faça seu credenciamento. É rápido, gratuito e vai colocar você em um ambiente cheio de oportunidades.

Fonte: Abralimp

Fotos: Freepik e divulgação