Promovido pelo SindHosp, o seminário “Conheça, na prática, como estão as vacinas para a covid-19” teve como destaque a importância da rápida imunização da sociedade

O Brasil continua a ter dados crescentes de novos casos de pessoas infectadas pelo coronavírus e de vidas perdidas. A única solução diante deste contexto pandêmico no País seria, além do isolamento social e da adoção de medidas protetivas como o uso de máscaras, ter à disposição vacinas em abundância, de acordo com Jorge Kalil, professor titular de imunologia clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do laboratório de imunologia do Instituto do Coração (InCor HCFMUSP).

Kalil foi convidado especial do Seminário “Conheça, na prática, como estão as vacinas para a covid-19”, promovido pelo Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo (SindHosp) na quinta-feira (18/03). Ele apresentou um panorama geral do cenário brasileiro de vacinação, comparado ao contexto mundial e também detalhou a eficácia de cada imunizante no mercado.

O evento on-line contou com o apoio da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) e teve como mediadores o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, e o presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), João Batista Diniz.

A pandemia no Brasil

Ao analisar o cenário atual da pandemia no Brasil, com base em dados das Secretarias Estaduais de Saúde, Kalil mostrou na ocasião uma evolução exponencial no número de novos casos de infectados desde o início deste mês, o que levou ao aumento no número de mortes. “Estamos em um momento crítico para o Brasil, com leitos de hospitalização e de UTI tomados e temos que estar atentos para controlar essa situação”, alertou.

Segundo ele mostrou, o número de mortes por milhão de habitantes no Brasil em comparação com outros países não é tão representativo, uma vez que o país figura em 11º neste ranking. Porém, nesta toada pandêmica de novas variantes brasileira e altos índices de contágio, esse cenário tende a piorar. “É preciso tomar muito cuidado. Essas variantes têm características ruins, sendo mais infeciosas, tendo maior morbidade e letalidade do que o vírus original”, reforçou.

O especialista também abordou a eficácia das vacinas disponíveis elaboradas pelos laboratórios BioNTech/Pfizer, Moderna, Gamaleya, Sinopharm, Oxford /AZ e Sinovac na fase III de testes. No entanto, sejam imunizantes com nível de eficácia mais efetivos ou menos, é consenso que a vacinação é a uma das principais soluções para conter a pandemia.

A respeito da vacina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que diferentemente das demais foi elaborada para ser aplicada por spray nasal na mucosa, Kalil apontou como pontos positivos sua eficácia, o baixo custo de produção, a ampla cobertura que seria possível, o fato de não ser injetável e o domínio completo da tecnologia e da produção estarem no Brasil, entre outros.

Ao discorrer sobre o exemplo de outros países, que tiveram campanhas de vacinação eficazes, Kalil mostrou Israel, que figura no topo da lista de países com a população mais imunizada a cada 100 habitantes, seguido por Emirados Árabes e Reino Unido. Segundo ele, ao vacinar seus indivíduos com 60 anos, Israel viu os números de infectados a partir desta faixa etária despencarem cerca de 50% com a eficácia da campanha dentro de 20 dias. “Com a vacinação, a circulação do vírus diminui, dando maior tranquilidade para a sociedade”, disse.

Vacinação dos profissionais terceirizados na linha de frente do combate

João Diniz, presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), que representa 8,1 milhões de empregos e 840 mil empresas no Brasil, agradeceu ao convite em participar do webinar. “A Cebrasse representa boa parte do setor de serviços, que é hoje um dos motores da economia do País, juntamente com o agronegócio”.

Diversos serviços terceirizados, como a limpeza profissional, continuam a trabalhar, muito vezes expostos ao risco do contágio. Por isso, o presidente da Cebrasse levou ao especialista uma pergunta da Abralimp a respeito da relação da importância da vacinação de terceirizados que atuam nos serviços essenciais, que também estão no bojo de contato de alto risco.

De acordo com Kalil, no que se refere às prioridades de vacinação, ele ressalta que deveriam ser voltadas às pessoas mais expostas ao vírus em sua atuação. “No Brasil, deveria ter sido feito um estudo sobre esse cenário. Sem dúvidas, os profissionais de saúde são os que estão no dia a dia mais expostos, atendendo diretamente o paciente no ambiente hospitalar, mas acredito que os profissionais de limpeza e de segurança de um hospital também deveriam ser vacinados.

Ele explica que um estudo feito com o pessoal da limpeza de um hospital em São Paulo indica que 45% deles foram infectados pela doença, índice abaixo de médicos (até 4%) e de enfermeiras que estão em contato direto com os infectados (14%). O cenário é alarmante para esses profissionais.

Recentemente, a Abralimp criou uma campanha que chama a atenção para a importância dos profissionais de limpeza que, na linha de frente do combate à pandemia, continuam a higienizar ambientes e superfícies, muitas vezes críticas, como hospitais, para conter o vírus. Com a ação, que utiliza as hashtags #somoslinhadefrente e #vacinajá, a Associação espera que esses trabalhadores sejam incluídos nos grupos prioritários.

Nos últimos dias, diversas empresas do setor de limpeza profissional, sindicatos, associações e demais entidades parceiras da Abralimp compartilharam a ação em seus perfis nas redes sociais, utilizando a #vacinaja e #somoslinhadefrente.

Junte-se a nós e poste no seu perfil a campanha. Juntos, somos mais fortes.
Confira na íntegra a notícia da campanha criada pela Abralimp, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional via ADS Comunicação Corporativa.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.

Apoio: Cebrasse – Central Brasileira do Setor de Serviços.