Os encontros virtuais – desde as reuniões corriqueiras até grandes feiras e eventos – cresceram exponencialmente durante a pandemia.

Mas se uma reunião à distância pode ser considerada novidade, as tecnologias que possibilitam esse tipo de encontro vieram antes da Covid. Elas já existiam, apenas enfrentavam certa resistência, seja por parte das corporações ou por parte das próprias pessoas. O que mudou é que a pandemia não deu escolha e a adoção do formato virtual acabou sendo um remédio bem-vindo para manter possível a continuidade do trabalho.

Agora, depois de mais de um ano de interação com essa nova modalidade, quais foram os aprendizados? Como vem sendo a procura por eventos e exposições online? Que benefícios e desafios vêm com este novo formato? Essas e outras respostas estão na reportagem exclusiva que a revista HigiPlus realizou com quatro especialistas. Confira!

Relevância e ampla divulgação

Com a proliferação do número de lives, webinares, treinamentos e os mais diversos eventos virtuais, a primeira palavra-chave a ter em mente é “relevância”. Afinal, por que e para quem se está fazendo o evento? O ROI (Retorno sobre o Investimento, em português) compensa? É preciso contratar fornecedores ou é possível a empresa organizar o evento de forma independente?

A Renko e a Bralimpia, fabricantes de soluções para Limpeza Profissional, em 2020, realizaram 20 lives para o Brasil, América Latina e Estados Unidos com diversos perfis de público, entre distribuidores, brokers, clientes finais, times comerciais etc., contando com uma audiência flutuante (de acordo com o perfil do evento), mas que somou cerca de 23 mil participantes.

“Para que um evento virtual tenha êxito e conquiste os resultados pretendidos, é preciso identificar um nicho ou demanda de mercado e desenvolver um conteúdo que seja realmente relevante a quem assiste”, aponta o diretor das empresas, Heitor Mazziero.

Essa aderência é conquistada por meio de um plano de divulgação amplo, que considere tanto os públicos que já se relacionam com a empresa e com os profissionais que participarão do evento, quanto públicos que estejam fora de sua atuação para otimizar o ROI do evento. Tal divulgação deve se utilizar de todos os canais disponíveis para a conversão de interessados, como e-mail marketing, impulsionamentos em mídias sociais, campanhas de Adwords, além dos convites diretos feitos por meio das forças de vendas da empresa.

“Outro aspecto a considerar são as ferramentas de streaming”, reforça Heitor. “Há opções que possuem escalabilidade para grandes volumes de espectadores e conteúdos veiculados, efetuando a transmissão sem problemas como interrupções, quedas de sinal, paradas bruscas, entre outros. Os custos variam, mas não são proibitivos para empresas ou associações que tenham neste tipo de evento uma maneira relevante de atingir seus públicos”.

Eventos online em alta

Apesar da falta que as pessoas sentem dos eventos presenciais, por conta dos atuais números da Covid no Brasil, a procura por eventos online – incluindo os de grande porte – continua crescendo.

“Tivemos num primeiro momento uma forte demanda por esses eventos 100% virtuais e, em seguida, houve o interesse pelo formato híbrido, com palestrantes em estúdio e participantes remotos”, aponta André Kobal, diretor do Escritório de SP da ITarget Tecnologia. “Mas a procura pelos eventos online continuará em alta, já que o mercado ainda sofre restrições. Neste sentido, além de integração, engajamento e adequação do conteúdo ao novo formato, saber aproveitar o melhor da tecnologia também faz parte do desafio”.

André explica que, na fase pré-evento, as tecnologias continuam sendo as mesmas de antes da pandemia: um hotsite criativo para divulgar o evento, um sistema de inscrição e cadastro funcional (atrelado à LGPD), bem como um trabalho forte de divulgação apoiado nas mídias sociais. Já para o momento do evento, a dica é disponibilizar ao participante um ambiente agradável, que dê a sensação de que tudo foi pensado e desenvolvido especialmente para recebê-lo, mesmo que o “centro de convenções” seja virtual.

“É importante também contar com soluções integradas em uma mesma plataforma, desde o controle de acesso dos participantes, passando por um sistema de transmissão profissional, e culminando com uma solução que permita a interação entre os participantes e todo o conteúdo disponibilizado pelo evento, incluindo área para networking e algum tipo de gameficação”, explica.

Unindo o físico e o digital

Ainda assim, fica a pergunta: com a população sendo vacinada e o fim da pandemia começando a apontar no horizonte, como ficarão os eventos virtuais num futuro próximo? Paulo Octavio Pereira de Almeida, managing partner da Live Marketing Consultoria, defende que o principal será recuperar a confiança das pessoas.

“Por conta da pandemia, a palavra aglomeração foi erroneamente associada a todos os tipos de eventos; mas os Business to Business (B2B), por exemplo, que têm foco na geração de negócios, e são voltados a convidados ou profissionais realmente trabalham no setor, tiveram um tratamento desigual em relação a outras atividades comerciais liberadas durante a pandemia; poderiam ter sidos liberados antes. A recuperação da confiança é um passo fundamental nesta retomada; e neste sentido a correta utilização dos protocolos sanitários atua nessa direção. Fora isso, creio que o grande aprendizado que fica é que não só haverá nicho para a modalidade online, como a soma desses eventos (presenciais + virtuais + híbridos) deverá aumentar de forma exponencial”.

Heitor Mazziero corrobora a opinião: “Acho que o futuro desse tipo de evento e do uso das ferramentas é algo irreversível. Antes da pandemia, mesmo que de forma tímida, as empresas já buscavam maneiras de se relacionar com seus públicos internos alocados em cidades, estados ou países diferentes. Da mesma forma, o fenômeno do home office vai continuar contribuindo para que este formato esteja cada vez mais presente na vida das organizações”.

Já André Kobal aposta nessas tecnologias como aliadas de promotores e organizadores de eventos. “O ‘phygital’, que une o mundo físico e o digital, veio para ficar. Em breve, as plataformas virtuais serão usadas para complementar a estratégia de comunicação do evento, contribuindo para disponibilizar todo ou parte do conteúdo aos públicos que, por questões de agenda ou dificuldade de deslocamento, não possam fazer parte do presencial”.

Higiexpo e Higicon: gigantes virtuais em 2021

Os maiores eventos de Limpeza Profissional da América Latina também terão sua versão digital em 2021. A feira Higiexpo e o congresso Higicon, que acontecem de 17 a 25 de agosto, estão sendo totalmente construídos sobre uma plataforma digital. Isso permitirá tanto a interação do público com os mais de cem estandes de expositores, quanto a disponibilização de um link ao vivo com os palestrantes do congresso. Tudo pensado para ter fácil acesso, estimular a visitação e criar a experiência mais real possível para o público neste formato virtual.

“A Higiexpo e Higicon têm a responsabilidade de orientar o futuro, formatar as soluções que o mercado irá utilizar e construir a melhor versão para os eventos do setor”, finaliza João Neto, diretor Geral da JA Promoções & Eventos. “Com certeza, no pós-pandemia, o uso da tecnologia continuará sendo fundamental para a Limpeza, mas sem perder o foco no contato pessoal e na troca de experiências que geram as grandes parcerias de negócios”.

Em breve, as inscrições para a Higiexpo e Higicon estarão abertas no site!

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.