Itens podem carregar Salmonella e Staphylococcus se não forem higienizados corretamente

Desde 2017, vigora no Brasil a Lei 13.486, que determina que supermercados mantenham limpos os carrinhos e cestas de compras para o acondicionamento de mercadorias. Com a pandemia, a questão ficou mais rígida e a Lei nº 6.917/21 veio para determinar não só que os estabelecimentos higienizassem a cada 24 horas os utensílios, mas que empregassem meios técnicos, mecânicos e físico-químicos adequados à eliminação dos patógenos.

Embora a norma esteja em vigor desde 1° de junho – e seu descumprimento acarrete multas a partir de dois mil reais – basta um passeio ao supermercado e uma olhadela descompromissada para perceber que nem sempre a lei é cumprida. Não é incomum encontrar – mesmo nas grandes redes – carrinhos e cestas com as mais diversas sujidades, em alguns casos até com talos, folhas e resíduos de alimentos.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade do Arizona, os microrganismos mais comuns presentes nos carrinhos de supermercados são Escherichia coli, Salmonella e Staphylococcus aureus, causadores de diarreia, disenteria, febre, vômito, dores abdominais, entre outros. Porém, também é possível encontrar outras bactérias e vírus, transmitidos por alimentos ou pelo próprio consumidor por meio de gotículas de saliva, ferimentos, contato com as mãos etc. E quando os carrinhos e cestinhas não são higienizados adequadamente, podem se tornar pontos críticos para os mais diversos tipos de contaminação.

A boa notícia é que o setor de Limpeza Profissional tem evoluído constantemente e conta com uma série de novas tecnologias e soluções que atendem os requisitos exigidos, proporcionando bem-estar e segurança ao consumidor.

De lavadoras de alta pressão a pulverizadores

Uma opção para a higienização de carrinhos e cestas são as lavadoras de alta pressão. Os equipamentos utilizam a força mecânica para limpar de forma prática e rápida e, caso contem com a opção de água quente, aumentam a eficácia do processo por meio da alta temperatura. Outra solução está nos geradores de vapor, que aquecem a água a temperaturas superiores a 140°, transformando-a em vapor para uma limpeza profunda dos carrinhos e cestas, com grande economia de químicos e água.

“A correta limpeza destes itens é muito importante não só pelo momento que vivemos, mas pelo valor que estamos oferecendo aos clientes: o cuidado com a vida”, destaca Welington Siqueira, vendedor Técnico da Lavorwash. “O uso de equipamentos adequados para essa tarefa é fundamental não só porque facilita o processo de limpeza, mas porque eles limpam mais profundamente, eliminando inimigos invisíveis e trazendo mais segurança aos usuários”.

Há também opções para o uso indoor, como é o caso dos pulverizadores costais, que trazem a possibilidade de desinfecção de ambientes internos de escritórios, banheiros e, claro, de utensílios de supermercados. “Para o uso do pulverizador costal, nossa empresa desenvolveu um bico de nebulização que tem como objetivo produzir uma maior quebra de moléculas, permitindo uma abrangência maior de área e livre de encharcamentos, com mais segurança e conforto para o operador e maior produtividade”, enumera Rafael Palmisciano, coordenador Comercial da Tufann. “Além disso, por se tratar de um pulverizador à bateria, há zero consumo de combustível e zero emissão de poluentes”.

Tipos de sujidade e tipos de superfície

A escolha do produto químico adequado também é imprescindível na hora de higienizar carrinhos e cestas. Primeiramente, porque a grande maioria deles possui superfícies plásticas e/ou combinação com metais, que são frequentemente contaminadas por sujidades orgânicas proveniente de alimentos; sujidades propagadas pelo contato das mãos; sujidades externas, como é o caso da poeira; e contaminação microbiológica.

“Mediante estas características, o mais indicado é utilizar químicos que ofereçam uma excelente performance de limpeza e desinfecção, sem causar oxidação dos metais ou ressecamento das superfícies plásticas”, explica Helder Shinkawa, engenheiro de Alimentos e analista Técnico da Spartan. “Uma boa opção é o limpador à base de peróxido de hidrogênio, que é menos agressivo às superfícies, limpa e desinfeta em uma única operação, traz mais segurança ao usuário e ao meio ambiente, e pode tanto ser pulverizado em pano e passado nas superfícies (processo úmido), quanto aplicado em maior quantidade e, após o tempo de contato, passar por enxágue (processo molhado)”.

Vale lembrar que químicos destinados à higienização de superfícies ou áreas ligadas a alimentos não podem conter fragrâncias, já que este componente pode ser um possível contaminante. Além disso, saneantes indicados para esses segmentos devem ser registrados na Anvisa e possuir laudos de eficácia microbiológica comprovada por laboratórios pertencentes à Reblas (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde), ou seja, laboratórios habilitados pela Anvisa ou Inmetro. Por fim, não custa lembrar que, de nada adianta aplicar um produto desinfetante sobre uma superfície suja. Antes de desinfetar, é sempre fundamental cumprir com o primeiro passo: limpar.

 

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.