A Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional alerta para os produtos apropriados para desinfecção de superfícies e assepsia de mãos

A higienização correta de superfícies e mãos se tornou uma das principais ações preventivas no combate ao contágio do coronavírus, pandemia que ameaça a população global. Diante deste cenário, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) reforça que o uso de produtos adequados para o processo de limpeza e desinfecção de superfícies é imprescindível para evitar a Covid-19.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O diretor da Câmara de Fabricantes de Produtos Químicos da Abralimp, Marcelo Ebert, reforça que produtos caseiros não são recomendados e que o consumidor deve buscar itens atestados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Apesar de ainda não haver saneantes com ação antimicrobiana comprovada para combater o coronavírus, os produtos testados para micro-organismos mais resistentes são indicados para conter o vírus”, afirma.

A Associação recomenda a utilização dos seguintes grupos de saneantes (devidamente regularizados pela Anvisa):

Produtos recomendados nos processos de limpeza:

  • Detergentes;
  • Limpadores;
  • Multiuso;
  • Limpadores dois em um (limpeza + desinfecção);
  • Solução de ozônio aquoso.

Princípios ativos recomendados nos processos de desinfecção:

  • Biguanida polimérica;
  • Peróxido de hidrogênio;
  • Hipoclorito de sódio;
  • Ácido peracético;
  • Quaternário de amônia;
  • Além de outros princípios ativos atestados pela Anvisa.

Para obter melhores resultados na limpeza é fundamental verificar a procedência dos saneantes empregados, bem como a diluição e tempo de contato recomendados pelo fabricante, equipamentos e processos utilizados durante a higienização. “Todos os produtos devem conter instruções no rótulo, forma de utilização e número de registro na Anvisa”, diz Ebert.

Saneantes classificados nas categorias “água sanitária” e “desinfetante para uso geral” destinados à utilização em ambientes domésticos também devem seguir rigorosamente o mesmo critério.

Riscos com receitas caseiras

O receio com o coronavírus fez com que produtos de higiene pessoal, como o álcool em gel, tivessem aumento exponencial na procura em farmácias, mercados e comércios. A maioria dos estabelecimentos, no entanto, já alerta para a falta álcool em gel em suas gondolas.

Com isso, muitas pessoas iniciaram suas produções do álcool em gel com receitas caseiras a partir do álcool líquido e com práticas que comprometem a saúde, devido à mistura de ingredientes químicos não recomendados para o contato com a pele. “O álcool gel é um importante e eficaz produto para a assepsia e higienização das mãos, mas, sempre que possível, o que deve ser feito é a lavagem das mãos com água e sabão. Devemos “economizar” o álcool gel e deixá-lo disponível para situações onde não haja a possibilidade de lavarmos as mãos”, alerta Ribeiro.

Outro alerta importante está relacionado ao uso do álcool em gel para churrasqueira como alternativa para assepsia das mãos, que não é recomendado, devido aos riscos no contato com a pele. “Apesar de ter a mesma quantidade de gradação de álcool indicada para a desinfecção, há claramente possibilidades diferentes para a utilização destes dois produtos. O item para as mãos possui ingredientes adicionais que deixam essa aplicação mais eficiente como, por exemplo, emolientes e sativos que ajudam a não ter reações alérgicas. Um produto para acender o carvão, no entanto, não conta uma série de cuidados para a pele humana. Por isso, o nosso setor não recomenda essa prática”, destaca.

Dicas importantes da Abralimp para higienização

Mais do nunca, a higienização correta de superfícies é uma prática que deve ser adotada por todos. Por isso, o diretor da Câmara de Fabricantes de Químicos elaborou uma lista com três orientações fundamentas sobre higiene e limpeza para esse cenário. Confira:

  1. Desinfetar e fazer assepsia das mãos tem a ver com saúde, portanto, a população deve APENAS usar produtos que contenham em seus rótulos número de registro do Anvisa. Influenciadores digitais que gravam vídeos e compartilham nas redes sociais ensinando a fazer produtos caseiros podem ter boa intenção, mas suas criações não possuem regulamentação que ateste a sua eficiência e podem causar problemas de saúde.
  2. Não existem ainda produtos testados contra o SARSCov-2, pois não houve tempo hábil para tal. No entanto, pode-se afirmar que saneantes testados para microrganismos mais resistentes são bons instrumentos para combater a proliferação do novo vírus. Procurem por desinfetantes e saneantes registrados pela Anvisa para limpar superfícies.
  3. O álcool gel não é o único produto recomendado para as importantes tarefas de assepsia de mãos. Sempre que possível dê preferência para lavar as mãos com água e sabão.

             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional – ABRALIMP.

Imagens: Jehsomwang – Freepik.