Durante palestra online para associados o especialista Marcelo Moura abordou como as mudanças de comportamento e a transformação digital impactam nas empresas

Online, a edição de setembro da Série de Palestras Exclusivas para Associados Abralimp contou com a participação de Marcelo Moura, da Segeti Consultoria. Durante o bate papo o convidado abordou temas como a era das mudanças de comportamento; a transformação digital X inovação; cases de sucesso e insucesso; riscos e cuidados necessários para a retomada dos negócios.

“Vivemos em um mundo VUCA: volátil, incerto, complexo e ambíguo, onde tudo é imprevisível”. Com esta declaração Moura chamou a atenção de que tudo está mudando o tempo todo.

O especialista também chamou a atenção para as mudanças ocorridas nos últimos 100 anos. “As grandes inovações tecnológicas alteraram o comportamento das pessoas e das organizações criando desafios e oportunidades nunca vistos antes”, enfatizou.

Para Moura todas as áreas e setores estão tendo de lidar com um cenário imprevisível que muda o tempo todo. “Não sabemos as tendências que irão se consolidar, já que mudanças ‘disruptivas’ estão acontecendo a todo o momento e o cenário tem múltiplos significados”, pondera. Por isso, para o palestrante, entender todas as mudanças e processos é imprescindível para compreender melhor os novos rumos dos negócios.

Sociedade 5.0

Com a chegada da inteligência artificial e a aplicação dos serviços digitais na indústria e no setor de serviços surgiu a dúvida sobre o que vai acontecer a partir de agora. “Após a evolução 4.0 surge a sociedade 5.0. Nascida no Japão, aponta para uma consolidação da mudança de comportamento e transformação da sociedade com a utilização das ferramentas como inteligência artificial e big data apontando para três valores chave: qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade”, enfatiza.

“Hoje as coisas precisam ter propósito e fazer a diferença na vida das outras pessoas. Com isso, o desafio é maior para as empresas, já que as tecnologias devem transformar a experiência das pessoas. Por isso a transformação digital não é sobre tecnologia. É sobre business. É algo que diz respeito aos empresários, porque os negócios precisam fazer uma verdadeira metamorfose para ajustar o foco”, salienta.

Cases

Com abordagem de cases como os da fabricante de máquina de escrever Olivetti – que chegou a vender 50 milhões de máquinas no Brasil; da BlackBerry que detinha 43% de todo o mercado em 2010; a Kodak que tinha vocação para inovar e em 1998 tinha 170 mil funcionários e 85% de todo o mercado de papel fotográfico do mundo o palestrante chamou a atenção para como as empresas devem estar atentas as inovações e demandas de consumo.

Outro exemplo citado foi o do Instagram que em 2012 era uma pequena startup de imagens com apenas 13 colaboradores e foi comprada pelo Facebook por US$ 1 bilhão. Dois anos depois foi avaliada em US$ 35 bilhões.

Outra companhia – o Youtube – foi comprada pelo Google por US$ 1 bilhão. Em 2019 foi avaliada em US$ 160 bilhões. Assim como companhia aérea brasileira low cost Azul, focada em experiência do cliente, é apontada como a maior em número de destinos e a melhor do mundo na premiação Trip Advisor.

Diante disso, como fazer a transformação digital? Uma das inúmeras dúvidas são os investimentos em mídia digital, criação de aplicativos ou hubs de inovação. “Mudar completamente a cultura em ambiente físico talvez não seja o melhor caminho. A primeira coisa é entender que tipo de inovação pode mudar o negócio. Uma tradicional e outra mais disruptiva”, ensina.

Inovação disruptiva

Para o convidado, a mudança tradicional deve ser feita para aprimorar um serviço ou produto. Já a inovação disruptiva reinventa um produto ou serviço e cria um novo hábito que muda o comportamento do consumidor.

“Exemplos como inovação incremental e ‘disruptiva’ estão presentes nos cases da Blockbuster e Netflix. Nos negócios isso mostra que devemos adotar uma ou outra estratégia. Portanto, por onde começamos neste cenário VUCA? Definir um objetivo com foco total no real problema do cliente”, adianta Moura. “Na realidade é entender como ajudar o problema do cliente de verdade”.

Depois disso, segundo o palestrante, o passo seguinte é criar uma cultura na empresa para que todos possam colaborar com diálogos mais fluídos e transparentes, promovendo a inspiração e o compartilhamento do conhecimento. “Precisamos dar voz a todos para construção de soluções colaborativas, porque transformação digital e inovação em serviços passam representam transformação de experiências”, finaliza.

 

Fonte: Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional – ABRALIMP.

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