Raphael Martini, gerente geral do Novotel São Paulo Morumbi, contou sobre os desafios e as expectativas para a nova realidade

O plano de flexibilização das medidas de distanciamento social chegou ao setor hoteleiro e diversas ações foram implantadas para garantir a segurança de hóspedes, funcionários e fornecedores.

Mas como tem sido, na prática, a retomada das atividades nos meios de hospedagem? O que a experiência em outros países pode nos ensinar? Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista recebeu Raphael Martini, gerente geral do Novotel São Paulo Morumbi.

De acordo com o entrevistado, todas as medidas de saúde preconizadas pelos órgãos de saúde foram utilizadas para garantir o retorno das atividades após os 90 dias de paralisação das atividades.

Além disso, também foram utilizados todos os protocolos do selo All Safe Accor e da certificação desenvolvida em conjunto com bureau Veritas, fornecedor de testes e inspeções, para atestar os padrões de segurança e protocolos de limpeza aliados ao principal atributo da rede: a hospitalidade.

Experiência internacional

Durante o bate papo Martini também enfatizou a importância da experiência adquirida com a pandemia pela rede em mais de 100 países onde está presente. “Tivemos a oportunidade de ver a aplicação em outras localidades antecipadamente antes do Brasil, com isso adaptarmos todos os protocolos para a legislação vigente.”

Segundo o executivo a equipe trabalhou de forma a proporcionar muita confiança para os colaboradores e hóspedes. “Tanto a certificação quanto o selo mostram que temos condições de atender de forma segura. E isso impacta na decisão do hospede em viajar e voltar a freqüentar o hotel”, disse.

China

A presença na China também foi uma experiência relevante, já que as medidas tomadas na região do epicentro mundial da pandemia serviram para balizar as iniciativas por aqui. “Apesar de o país ter sido o primeiro a reportar a pandemia, conseguiram, de foram ordenada e disciplinada, se organizar em um processo construtivo rápido. Pudemos observar e trazer isso prontamente para nossa realidade, adaptando conforme as determinações legais”.

As experiências das outras unidades espalhadas pela Europa também refletiram por aqui. “Teve de tudo um pouco e foi muito rico poder observar antes e tomar as melhores decisões. Por fazer parte de uma empresa global tivemos uma condição privilegiada, provendo aos nossos colaboradores e clientes o mais alto grau de confiabilidade.”, destacou o entrevistado.

Certificação

Para Martini, o selo e a certificação demonstram aos clientes que o hotel tem procedimentos, mas na prática o treinamento das equipes, o uso correto de EPI´s (equipamento de proteção individual) e a conscientização de que o trabalho das pessoas impactará na vida das outras faz toda a diferença.

As trocas de roupa de cama, por exemplo, são feitas a cada três dias para passar ainda mais confiança aos hóspedes. “Um procedimento bem feito é o que garante a entrega de segurança aos nossos clientes”, disse Martini.

Como atualmente o quadro de funcionários dos hotéis está reduzido em função da suspensão de contratos, a terceirização de pessoal se torna uma alternativa para dias de pico. “Temos empresas homologadas que fazem sanitização de hospitais que estão disponíveis para fazer os serviços, mas no primeiro momento, devido ao atual cenário, não será necessário dispor dessa solução”.

Público doméstico

A perspectiva de uma vacina é vista também como forma de destravar o setor de turismo. E, para Martini, o público doméstico será o primeiro a retomar os espaços dos hotéis. “O que vai fazer sentido agora é a segurança: protocolos bem definidos e a hospitalidade. Mais do que nunca, ter um atendimento excepcional será o caminho para trazer mais pessoas ao hotel e voltar à normalidade.”

Uma campanha global do Grupo Accor tem divulgado as iniciativas e ações ao redor do globo, além de comunicação com agências de turismo indicando a flexibilidade da bandeira disponibilizada para as reservas de quartos e os cuidados para garantir a estada saudável nos hotéis da rede.

“O novo normal não ficará por muito tempo.”, pondera o convidado, para acrescentar que o mundo parou por algo invisível. “Temos que compreender que nada é estático e nem dura para sempre. Nas crises e nos grandes problemas são as pessoas que fazem a diferença”, finaliza.

 

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Fonte: ABRALIMP – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional.

Foto: Divulgação.