Leandro Sena, presidente de ABRAHIGIE, contou como o setor está sendo impactado

A pandemia não apenas fez com que as pessoas ficassem mais tempo dentro de suas casas. Ela também trouxe a preocupação com a correta higienização das superfícies. Além disso, a limpeza de sofás, tapetes e carpetes entrou no radar para proporcionar ambientes mais saudáveis.

Tudo o que pode ser tocado pelas mãos precisa estar limpo e livre de microorganismos causadores de doenças, como o SARS-Cov2. A exemplo dos sofás, que devem estar livres do coronavírus e outros agentes. Mas não basta apenas dar uma “limpadinha”. Há todo um protocolo para que o processo seja realizado corretamente e surta o efeito necessário.

Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista conversou com Leandro Sena, presidente da ABRAHIGIE (Associação Brasileira das Empresas de Higienização e Impermeabilização de Estofados).

 “Hoje é muito importante checar empresas e profissionais que estejam atuando de forma correta para evitar, inclusive, outras contaminações”, explica o convidado, que aproveitou para indicar um aumento no volume de operações de mais de 40% no setor em comparação ao mesmo período do ano passado.

“As pessoas estão contratando o serviço de higienização de sofás e colchões justamente porque estão passando mais tempo dentro de casa e querem garantir ambientes saudáveis”, diz Sena, justificando a alta.

Segundo o especialista a higienização deve ser feita a cada 90 dias. “São dois pontos importantes: a limpeza e a desacarização. Além disso, no momento em que animais de estimação também ficam mais tempo dentro de casa eles se tornam veículos para contaminação.”, explica.

Para o convidado é importante contratar serviços profissionais com equipamentos adequados e protocolos específicos para garantir a saúde e o bem-estar de quem permanece nesses ambientes.

Ambientes corporativos

De acordo com Sena a recomendação é fazer também a higienização em poltronas, baias e divisórias antes da retomada das atividades para proporcionar maior segurança dos usuários dos ambientes corporativos. “Mas não basta fazer apenas uma vez. É preciso manter a freqüência para proporcionar superfícies devidamente higienizadas”, orienta.

“Além disso, as empresas que mantém carpetes como revestimento precisam ter um cuidado ainda maior, já que esse tipo de superfície não pode ser removida e o solado dos calçados pode trazer para dentro dos ambientes inúmeros microorganismos causadores de doenças.”

Qualificação

Durante o bate papo o convidado também chamou a atenção para os riscos de serviços complementares como a impermeabilização de estofados. “Como existem produtos inflamáveis e outros à base de água é importante a profissionalização e qualificação da mão de obra para aplicação correta a fim de atender a crescente demanda”, alerta.

“Por isso, antes de contratar é preciso exigir que o prestador de serviço esteja qualificado e atualizado com os novos procedimentos exigidos pelo mercado.”, enfatiza Sena, para complementar: “Nosso setor está em constante evolução, com novidades. Por isso é preciso contar com mão de obra preparada”.

Para o especialista o mercado permanecerá aquecido no pós-pandemia e o aprendizado trazido com o coronavírus para a limpeza de estofados – inclusive de carros – continuará tendo procura, impulsionando ainda mais o crescimento do setor.

 

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Fonte: ABRALIMP – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional.

Foto: Divulgação.