Fórum aponta a utilização de tecnologias autônomas como tendência no segmento de limpeza

Durante o fórum realizado por iniciativa do Grupo GPS na sede da companhia, em São Paulo, fornecedores de equipamentos, especialistas e integrantes do corpo diretivo da Abralimp debateram a utilização de tecnologias autônomas na rotina dos processos de limpeza.

Entre os participantes estiveram Sandro e Sacha Haim (Alfa Tennant); Ricardo Nogueira e Alexandre Staut (Tufann); Graziela Lourensoni (Makita); Marcelo Donin e Francisco Barreto (I-Team); Rogério Marinho e Andre Stopiglia (Nilfisk); David Drake e Fátima Inês de Oliveira (Spartan); além de Léa Lobo (Revista Infra) e convidados.

Em consenso, os presentes apontaram que a utilização de soluções inteligentes facilita a rotina e agrega valor aos serviços oferecidos. O conceito é aperfeiçoar as tarefas consideradas repetitivas e pouco produtivas.

Pode parecer estranho. Mas as tecnologias autônomas já são objeto de debate nos principais encontros mundo afora. O último foi em um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça). Nele especialistas renomados discutiram como as políticas trabalhistas deverão se adaptar às novas condições impostas pela era da Inteligência Artificial.

A visão é de que os profissionais precisam se capacitar e aprender novas habilidades para fazerem parte no novo contexto dominado por novas tecnologias. Mas não pára por aí. De acordo com os estudiosos, é preciso que a regulamentação das relações de trabalho também acompanhe a mudança para garantir que todos – empresas e profissionais – tenham seus direitos assegurados diante do novo contexto.

 

Quarta onda

Apontada como a quarta onda industrial, maior que a internet, a “uberização” das coisas também está descortinando um cenário de grande potencial no setor de limpeza profissional. Trata-se da “baterização”. Mas o que é isso, afinal?

baterização

Na foto: Ricardo Nogueira e Graziela Lourensoni

Os fornecedores de equipamentos e soluções participantes do encontro em São Paulo foram assertivos ao indicar que a utilização de tecnologias sem fio – com autonomia de uso graças às baterias – é a nova tendência. A especulação é de que em três ou quatro anos os chamados robôs de limpeza sejam realidade em todo o setor.

Dotadas de baterias recarregáveis de lítio de grande durabilidade e alta capacidade de armazenamento de energia – o que proporciona maior tempo de utilização, os equipamentos portáteis e os autônomos já são realidade em contratos de prestação de serviço que exigem a limpeza e manutenção de grandes áreas.

Daniel Pelegrinelli, diretor do Núcleo de Tecnologia e Pessoas do Grupo GPS, é assertivo ao dizer que, diante do novo cenário, a estratégia de parcerias é fundamental para toda a cadeia do setor. “Precisamos fazer com que as facilidades proporcionadas pela tecnologia resultem em aproximação e qualidade”, diz. Ainda de acordo com o executivo, “a qualificação do capital humano será o principal ativo agregado ao processo”.

 

Limpeza 4.0

Ao evoluir do manual, para o mecânico e presenciar a chegada dos dispositivos autônomos o setor passa por uma significativa evolução oferecendo a limpeza inteligente, com otimização da gestão e informações disponíveis a contratantes e contratados em tempo real.

Dados em nuvem, acessíveis nas mais diversas plataformas; rastreamento de equipamentos; manutenção simplificada; interfaces amigáveis; aproveitamento máximo de tempo; redução de custos. E mais qualidade e melhor experiência para o cliente.

Entre uma argumentação e outra os participantes do encontro refletiram e concluíram que o profissional de limpeza também passará por transformação. Como resultado haverá o empoderamento da categoria, que passará a contar com novos recursos como ferramenta de trabalho.

Será a evolução da vassoura e do mop para a gestão de tarefas na palma da mão. À exemplo dos aplicativos que trouxeram transporte, alimentação e entretenimento -entre outros serviços – para a palma da mão, a limpeza também estará a um clique no smartphone.

Todas aquelas rotinas repetitivas e enfadonhas ficarão por conta das máquinas. Caberá ao novo profissional de limpeza a execução de tarefas mais específicas para proporcionar ao cliente mais qualidade e melhor experiência com o serviço prestado.

Os participantes também ponderaram que a tendência é que as tarefas consideradas chatas passem a ser realizadas em horários alternativos para valorizar o tempo e o esforço humano. Mesmo a noite, com pouca ou nenhuma luz os robôs autônomos executarão a atividade programada mantendo os padrões de qualidade determinados.

 

Valor agregado

Com a robotização em escala a expectativa é a redução do custo de implantação. O que parece ainda distante já está cada vez mais próximo do dia a dia. E ao reunir em um mesmo ambiente diversos players para discutir o tema o mercado já dá sinais de amadurecimento.

Gustavo Otto, diretor executivo do Grupo GPS, conclui: “Precisamos investir cada vez mais em capacitação de profissionais e novas tecnologias. A internet das coisas já é realidade e as empresas de limpeza devem caminhar para a aplicação de novas soluções na gestão dos processos. Ao final, o resultado é aumento de produtividade, agregando valor aos clientes”.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional, Grupo GPS.

Foto/divulgação: ABRALIMP