Protocolos de segurança na área hospitalar

Há mais de um ano a limpeza ganhou os holofotes em praticamente todos os locais. Em um, em especial, ela também se tornou um grande desafio. Estamos falando dos ambientes hospitalares, que além de qualidade, demandam segurança nos processos de higienização para proporcionar espaços seguros a pacientes, seus familiares e profissionais da saúde.

Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista recebe Marcelo Boeger, consultor e gestor em Hotelaria e Facilities na Hospitalidade, que destacou quais os principais entraves e padrões corretos a serem adotados para assegurar ambientes próprios para utilização.

“São inúmeros ajustes, pois o aumento do número de pacientes Covid exige mais integrantes nas equipes e maior freqüência para dar conta da demanda”, explica o convidado.

Ele segue salientando que medidas como saber o que é tocado pelas mãos dos profissionais e dos pacientes é fundamental para que os protocolos sejam mais efetivos. “Por isso temos uma limpeza mais demorada, além do aumento de resíduos sólidos, já que em tempos de pandemia tudo pode ser considerado infectante”, acrescenta.

Boeger indica que até o aumento de volume de roupas que precisam ser lavadas assim, como a frequência de limpezas terminais passaram a impactar nas rotinas diárias dos ambientes de saúde. “Tudo isso faz com que as equipes dedicadas precisem limpar diversos itens como maçanetas e interruptores, além de outros itens, resultando em aumento no volume de serviço.”

Para o entrevistado muitas vezes a equipe também está menor em decorrência da pandemia (afastamento, escalas, etc). “Apesar dos profissionais da área de limpeza passarem por treinamentos metódicos, a Covid-19 exige mais trabalho, mas não uma mudança de processo”, destaca.

Segurança dos colaboradores

O entrevistado relembra que antes de tudo é preciso cuidar da segurança das equipes de colaboradores. “Importante a desparamentação dos profissionais para evitar a contaminação”.

Por isso a segurança passa pelos EPI´s, além de medidas simples como estacionar o carrinho de limpeza em locais corretos. “Planos de contingência para rotulagem, diluição e adequação das rotinas da higiene afetam a segurança”, diz.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) é outro ponto abordado pelo especialista, que lista a segurança no fluxo do trajeto desses carrinhos de higiene. “E não menos importante, a forma de higienizar o leito deve passar por métricas”, enfatiza.

Percepção da limpeza

O rigor nos protocolos deve ser outro ponto de atenção para as equipes de hotelaria hospitalar. “O profissional de higiene deve estar preparado para dar respostas que transmitam segurança aos clientes”, pontua Boeger.

“Neste momento a capacitação dos colaboradores é de suma importância, pois a experiência dos usuários remete a um ambiente seguro”. Perseguir metas altas e de qualidade são outros pontos abordados pelo entrevistado para que o cliente tenha uma experiência diferenciada em relação à limpeza nos ambientes hospitalares

 

 

Clique aqui para assistir ao bate-papo na íntegra!

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.