Bruno Omori, presidente do IDT-CEMA (Instituto de Desenvolvimento, Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente) destacou quais as estratégias para retomada do setor

Em 2019 somente o estado de São Paulo respondeu por 40,5% do faturamento nacional com turismo, de acordo com dados divulgados recentemente. Mas com a chegada da pandemia o setor hoteleiro no Brasil – assim como em todo o mundo – será um dos mais prejudicados pela Covid-19.

Informações do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo) apontaram que o Turismo contribuiu com 10,3% do PIB mundial no ano passado, respondendo pela geração de um a cada quatro novos empregos pelo mundo. Entre outros êxitos obtidos até a chegada da pandemia, o segmento tinha conseguido, por nove anos consecutivos, crescer mais que a economia mundial.

Mas o cenário mudou brutalmente. Cancelamentos de eventos, viagens, vôos e hospedagens em decorrência do coronavírus e o isolamento social resultaram no maior fenômeno negativo do turismo mundial.

“De U$ 1,8 trilhões faturado poderemos ficar em apenas U$ 200, 300 milhões. Isso significa mais de US$ 1,5 perdidos na economia mundial com exportações do turismo e milhões de empregos perdidos”, revela o convidado da edição, Bruno Omori, presidente do IDT-CEMA (Instituto de Desenvolvimento, Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente) em entrevista sobre os impactos da pandemia na indústria hoteleira.

De acordo com Omori essa é a maior crise do mercado no Brasil, com queda de, no mínimo, 50% podendo chegar a 80% de prejuízo no ano de 2020. “Mais de 85% da oferta de hotéis está fechada por falta de demanda”.

Protagonismo da limpeza

A expectativa do setor é a retomada gradual das atividades a partir de junho até o final do ano com medidas que envolvem crédito para os estabelecimentos fechados para a reabertura; criatividade para criar demandas e trabalhar novos mercados como de idosos, acessibilidade e pets.  “E por último, e mais importante, a adoção de novas medidas em relação à limpeza, higienização e qualificação da mão de obra”, adianta o convidado.

Os pontos de alta freqüência nos meios de hospedagem como áreas de alimentação e eventos, além de recepção exigirão maior rigor e atenção com a limpeza. A utilização de EPI´s, disposição de mobília, higienização de superfícies e equipamentos de condicionamento de ar precisarão ser readequados e deverão contar com novos protocolos e capacitação das equipes para atender os requisitos.

O setor de turismo ainda deve demorar para retornar aos patamares anteriores. Mas a expectativa é que, aos poucos vá se acomodando, desde que os procedimentos garantam ambientes saudáveis.

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Fonte: ABRALIMP – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional.

Foto: Divulgação.