Larissa Calabrese, gerente da entidade, conta sobre as ações do segmento

A pandemia atingiu, em cheio, vários setores da economia e atividades, indistintamente. Até os prazeres carnais acabaram abalados pela Covid-19. Nem mesmo o mais íntimo de todos, que garante que casais desfrutem de momentos a dois, escapou às agruras trazidas pelo coronavírus.

Para falar sobre os impactos no setor moteleiro e como a limpeza tem colaborado para a retomada das atividades recebemos no Higiplus Entrevista Larissa Calabrese, gerente da ABMotéis (Associação Brasileira de Mótéis), entidade que está em operação desde 2012 e deriva da Associação Paulista de Motéis, associação que existe há quase 40 anos.

Como nem mesmo a intimidade dos casais que querem desfrutar de momentos a dois se salvou das restrições impostas, o jeito foi o setor intensificar os protocolos de limpeza e a capacitação da mão de obra para atender as novas demandas.

“Apesar de afetado, o mercado moteleiro não sofreu tanto como os demais. Na maioria dos municípios os estabelecimentos fecharam apenas por uma semana no início da pandemia, mas ainda assim o impacto no mês de abril foi de 70% de queda no movimento dos motéis”, relembra.

Os números resultam de pesquisas internas sobre o decreto da quarentena no Brasil. “No máximo as pessoas se arriscavam a ir ao supermercado. E um dado que temos e é interessante compartilhar que o freqüentador de motéis tem perfil diferente e aponta que a maioria absoluta é composta por casais fixos, a grande fatia do setor.”.

Graças a essa característica no momento da flexibilização das restrições sociais houve uma boa retomada das atividades. Além disso, os critérios rígidos para limpeza dos quartos e instalações como banheiras e spas, aliados a capacitação dos colaboradores de pessoal trouxe ainda mais segurança para a qualidade dos procedimentos.

“Os protocolos seguiram as especificidades da OMS e agências de saúde, além de maior freqüência, aliadas a medidas como aferição de temperatura dos colaboradores, higienização dos calçados e uso correto de EPI´S (equipamento de proteção individual), assim como o aumento no critério de higienização nos bastidores”, esclarece a entrevistada.

Como os motéis configuram uma forma de entretenimento do casal há o mínimo contato com o pessoal de apoio. Porém, ainda assim novos cuidados como chaves higienizadas acondicionadas em saquinhos, álcool em gel disponibilizado aos hóspedes e maior asseio nas áreas de pagamento fazem parte da rotina.

Parceria

Além das medidas adotadas a ABMotéis viu uma oportunidade ao estabelecer uma parceria com o Bureau Veritas para transformar todo o cuidado tomado nos motéis em um selo que será visualizado pelo hóspede. A chancela auxilia na prevenção de riscos específicos garantindo que medidas de proteção sejam configuradas e implantadas adequadamente.

“Essa foi uma forma de identificar critérios operacionais e de limpeza e transformar em uma certificação muito bem construída e fiscalizada composta por um protocolo específico para motelaria assegurado pelo selo SafeGuard”, revela a convidada.

Segundo Larissa a atenção com a limpeza seguirá mesmo após a pandemia. “Acredito que a vida voltará ao normal, mas ficará uma lição. Precisamos investir em protocolos e excelência, mas principalmente em limpeza, deixando um rastro pra mostrar que tudo foi muito bem higienizado”, finaliza.

 

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Fonte: ABRALIMP – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional.

Foto: Divulgação.