Houve um tempo em que, para se limpar um galpão sujo de graxa, a tática era jogar serragem no chão. O que parece absurdo hoje, era considerado por muitos a forma mais prática de eliminar aquele tipo de sujidade.

Com o tempo a limpeza evoluiu e vieram os mops, enceradeiras, aspiradores, lavadoras de alta pressão, entre outros, e a mecanização passou a fazer parte da rotina de indústrias, galpões e grandes espaços.

Mas, de uns anos para cá, a tecnologia vem se democratizando no Brasil e começaram a existir também equipamentos voltados à limpeza de alta performance para espaços pequenos.

“Com a evolução dos equipamentos e da tecnologia, a mecanização para espaços menores passou a ser um grande foco da Limpeza Profissional”, destaca o diretor de Contas Estratégicas/ MKT da Alfa Tennant, Sacha Haim. “Com a maior acessibilidade dos equipamentos, seja em função do ganho de volume ou de mais acesso à inovação, há hoje uma boa gama de produtos para essa finalidade e temos notado que o mercado está adotando cada vez mais esse tipo de solução”.

Vale a pena mecanizar?

Primeiramente, é preciso esclarecer que, quando se fala de pequenos espaços, significa falar tanto de restaurantes, escritórios, clínicas, vestiários, entre outros, quanto de locais como corredores, elevadores, escadas ou até vidros e vitrines, algo que foge à realidade de quem está acostumado às autolavadoras padrão.

“A mecanização da limpeza é extensa e abrange uma infinidade de usos e aplicações, e pode ser extremamente vantajosa”, destaca Rafael Palmisciano, da Tufann. “Quando consideradas a longo prazo, a economia de mão de obra, de água, de químicos e de tempo trazem um retorno financeiro extremamente ágil, além de aumentar drasticamente a qualidade do processo”.

Para colocar essa vantagem em números, basta considerar o seguinte: um soprador utilizado para fazer a varrição de uma área aberta é dez vezes mais rápido/produtivo do que uma pessoa varrendo o mesmo espaço com uma vassoura. Ou seja, cada 15 minutos de operação de um soprador à bateria equivalem a 150 minutos de varrição manual, como esclarece a subgerente da Makita Brasil, Graziela Lourensoni: “Hoje, a varrição corresponde a cerca de 60% do trabalho diário de um trabalhador da limpeza. E se uma atividade puder ser executada em apenas 15 minutos ao invés de 150, teremos 135 minutos (ou seja, mais de duas horas) para esse trabalhador aplicar em outras atividades. O que a máquina faz é possibilitar que o trabalho seja mais rápido, homogêneo e com mais qualidade, liberando as pessoas para que possam aprofundar a limpeza onde realmente é necessário”.

Além disso, é cada vez mais comum a mecanização ser uma exigência do próprio cliente. “Sem dúvida, esse é um dos paradigmas que estamos quebrando no setor de Limpeza Profissional”, completa João Ricardo Galterio, gerente Nacional de Vendas da Kärcher. “Cada vez mais, o cliente demanda uma limpeza uniforme e segura em todos os ambientes, e com certeza uma lavadora automática de pequeno porte, por exemplo, com capacidade de tanque menor, será muito mais versátil, ergonômica e segura. A qualidade e rapidez na execução da limpeza devem ser o foco deste investimento”.

O que impulsionou essa mudança?

Cada vez mais é possível ver o Brasil se abrindo para os processos de mecanização. Entre os fatores que proporcionaram a mudança na cultura (em especial dentro das pequenas e médias empresas) estão a facilidade e a agilidade trazidas pelos equipamentos de pequeno porte, além de condições mais facilitadas de acesso à tecnologia.

Mas, apesar de ser uma tendência anterior à pandemia, é impossível negar que a Covid-19 veio reforçar o que já era eminente: a necessidade de investir em processos mais “visíveis”, já que as pessoas se sentem mais seguras quanto mais enxergam os cuidados com a higienização. “Isso tem sido visto principalmente em shoppings e supermercados, que sempre esconderam a limpeza, fazendo todo o processo à noite, e hoje precisam mostrá-lo durante o dia para comprovar que aquele ambiente está seguro”, lembra Graziela.

A subgerente também defende a locação como uma opção importante para permitir o acesso – em especial de empresas menores – à tecnologia na limpeza. “Existe um mercado de locação de máquinas muito importante já que, às vezes, é preciso que o cliente seja introduzido a uma novidade, mas o investimento da compra poderia ficar alto para seu orçamento”.

Rafael corrobora a opinião: “A locação é uma modalidade bem aceita no mercado por deixar a responsabilidade dos cuidados e manutenções das máquinas para quem tem expertise para tal. Em uma locação, o cliente pode ter a troca de peças inclusa no contrato, visitas preventivas e corretivas, treinamentos e reciclagens periódicos, e tudo isso faz com que diminua drasticamente o risco de uma máquina parada por quebra ou imperícia”.

Com a palavra, as Prestadoras de Serviços

Se a pandemia tornou mais clara a necessidade da tecnologia na limpeza, quem mais vem sentindo essa mudança são as limpadoras. Trabalhando com o processo mecanizado, juntamente a profissionais qualificados para este formato, são elas que estão entregando ao cliente final mais produtividade e eliminando as lacunas existentes nos processos tradicionais.

“A mecanização já era uma tendência da limpeza para grandes áreas e agora trouxemos essa tendência também aos pequenos espaços, com equipamentos compactos e de fácil locomoção”, aponta Marcelo de Souza Oliveira, gerente Regional de Facilities da Haganá. “Buscamos sempre inovações voltadas às necessidades dos clientes e, com a inserção da mecanização em nossa operação, ficamos ainda mais competitivos no mercado”.

“Nos dias atuais, cada vez mais as empresas buscam por maior produtividade com menor custo. E com o investimento em equipamentos compactos reduzimos desde o esforço físico dos colaboradores – que deixam de manusear baldes, vassouras, rodos ou galões de produtos – até o consumo de água e químicos”, completa o diretor Geral da Lídima, Roger R. Camargo. “Com os equipamentos compactos, temos um imenso ganho de produtividade, aumentando a qualidade dos serviços prestados”.

“As equipes vêm trabalhando com muito mais rapidez, utilizando equipamentos multifuncionais que executam uma série de atividades de forma simultânea”, finaliza Luciano Jardim, diretor Executivo da Osesp Serviços. “No mercado de hoje, os parceiros procuram algo novo, diferente da mesmice, mesmo para espaços menores, e quem tiver condições de apresentar novas ideias, desenvolver novos processos e aplicar de forma mais eficiente os recursos tecnológicos, certamente atenderá melhor às novas necessidades dos clientes”.

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.