Gerente de facilities responde pelas operações no escritório central da Dow na América Latina

Candidata ao Prêmio Mulher Destaque em Facilities”, Andrea Braune é responsável pela operação do escritório central da Dow Brasil na América Latina em São Paulo e também pelo centro de pesquisa e desenvolvimento localizado na cidade de Jundiaí (SP).

Na companhia desde 1996, ela recebeu há 15 anos uma proposta que mudou seu horizonte profissional. “Fui convidada a fazer parte da estruturação da área de facilities da empresa no Brasil, pois até então não existia um departamento responsável pelos serviços. Desde então lidero e participo de projetos na área de Facilities, Real Estate, Gestão de Mudanças, Sustentabilidade e Acessibilidade”, conta.

Sob a batuta de Andrea estão equipes focadas em proporcionar os melhores resultados. “Conduzo os times para que a entrega seja sempre com excelência, o que é muito desafiador, mas igualmente prazeroso, pois nesse processo desenvolvemos os profissionais envolvidos. E cada demanda gera um aprendizado”, destaca a gestora.

Atuando com uma equipe mista composta por funcionários e terceirizados ela avalia que há equilíbrio na atuação entre homens e mulheres. “Acredito que, quanto maior a diversidade, maior a produtividade. E quando me refiro à diversidade não é apenas de gênero e sim de todos os aspectos: raça, crenças, idade, ideias…”, pondera. “O mercado de facilities é muito aberto, muito democrático, tem espaço para todos. O que importa é ser um profissional dedicado e que traga bons resultados”, acrescenta.

A executiva gosta da possibilidade de trabalhar com equipes diversas, multidisciplinares e de diferentes regiões. “Seja de cidades, estados ou de países diferentes. Com isso, a cada tarefa ou projeto tenho a oportunidade de conhecer novas pessoas, novas perspectivas, e isso é sempre muito enriquecedor!”.

Segurança em primeiro lugar

Com uma rotina diária bastante dinâmica, a gerente indica como meta a adequação dos fornecedores à realidade da companhia. “Ou seja, fazer com que eles não apenas prestem o serviço com qualidade, mas que sigam as diretrizes e procedimentos de segurança, pois isso está sempre em primeiro lugar”, enfatiza. “Como gestores de facilities devemos agir de modo que o serviço seja prestado com qualidade, atendendo aos prazos determinados dentro do orçamento, mas assegurando a segurança de todos os envolvidos”.

Um exemplo foi o gerenciamento do projeto da nova sede da América Latina: escritório e laboratório com 14.000 m2 para comportar mil usuários. No espaço foi utilizado de forma pioneira o conceito de ocupação em ambientes abertos com áreas colaborativas e inovadoras. “Tive ainda a oportunidade de liderar a certificação LEED Gold para o local, algo crítico para uma companhia que tem como princípio fundamental a sustentabilidade”, lembra.

Engajamento

Para Andrea, a área de facilities também permite que os profissionais circulem por todas as áreas da empresa. “Isso dá a possibilidade de nos engajar em diferentes projetos e grupos de afinidade”.

Inclusive, a gestora faz parte de um desses grupos há dez anos. “Sou voluntária e nele discutimos e implantamos ações direcionadas às pessoas com deficiência. Desde as adaptações físicas ao desenvolvimento profissional”, revela.

O conhecimento adquirido com a iniciativa resultou ainda na implementação de um projeto de acessibilidade e inclusão baseado em desenho universal. “Participei ativamente da ação que teve início em São Paulo e expandiu para demais países da América Latina”, diz.

Do projeto veio o convite para palestrar sobre diversidade, mobilidade e inclusão no Congresso ABRAFAC realizado em 2018. “Foi uma experiência incrível dividir com os colegas da área minha experiência de anos de estudo e aprendizado”, relembra.

Além disso, em 2019 Andrea recebeu um prêmio global conferido internamente pela companhia. Intitulado Capstone Award, a premiação destaca funcionários indicados globalmente devido a atuação diferenciada e inovadora.

“Eu recebi o prêmio como representante da América Latina ao lado de colegas dos Estados Unidos, Europa e Ásia”, relembra a gestora, que acrescenta ainda: “fui a primeira pessoa de facilities a receber essa premiação e esse foi, definitivamente, um reconhecimento de grande visibilidade não só para o meu trabalho, mas para toda a área”.

Além disso, Andrea sempre se interessou em participar de congressos, palestras e eventos do setor – ela presidiu o Grupo GAS em 2018 e em 2020 fez parte da gestão, além de fazer parte da Diretoria da CoreNet. “A área de facilities é inclusiva e não nos rotula, permitindo circular e permear por diversos universos. Por isso sou feliz em usufruir dessa liberdade!”, conclui.

Motivação

Toda essa experiência tem como base ainda um dos pontos fortes de Andréa: agregar pessoas. “Ter pares engajados e comprometidos para que o resultado final supere as expectativas só é possível quando estamos motivados”, ensina. “Por isso costumo dizer que o nosso dia a dia não tem glamour, mas cabe a nós o colocarmos em nossas atividades para que tudo fique mais leve divertido”.

Para a gestora, o ambiente corporativo também permite aprender diariamente. Com isso surgem oportunidades que devem ser aproveitadas. “Claro que há o medo e a insegurança do novo, do desconhecido, mas é nosso dever nos provocarmos, nos desafiarmos a sair da zona de conforto para que possamos nos desenvolver e muitas vezes descobrir inúmeras habilidades que jamais imaginávamos ter”.

Tanto que quando recebeu a notícia da indicação ao prêmio sentiu uma mistura de emoção, alegria e gratidão. “Sou reconhecida pelo meu trabalho por pessoas que nem trabalham diretamente comigo, profissionais do mercado que me respeitam e admiram. Isso não só dá a oportunidade de compartilhar nossa trajetória profissional, dividir desafios e conquistas como também expor a diversidade do mundo de facilities”.

Rotina na pandemia

Assim como a imensa maioria das pessoas, Andrea também teve a rotina alterada em decorrência da pandemia. Ela e todos os funcionários do escritório central estão trabalhando remotamente desde o início do distanciamento social.

“Tive que me adaptar a trabalhar em home office, dar conta das crianças com aula online, cuidar das tarefas da casa… confesso que tive que me disciplinar em relação aos horários para conseguir atender todas as demandas”, conta a mãe de André, de 12 anos e Luisa, de 9.

Andréa relembra que foi preciso se acertar com o tempo, com a paciência das crianças e dar suporte ao marido. No final das contas o saldo foi positivo. “Nunca imaginei que pudesse preparar e fazer as refeições diariamente com meu marido e filhos, isso não tem preço! Era um sonho que eu tinha guardadinho comigo e pude realizar na pandemia”.

A profissional integra um Comitê de Gerenciamento de Crise composto por um time multidisciplinar que vem discutindo desde o início do distanciamento social as ações a serem implantadas. “Priorizamos a segurança dos funcionários e seus familiares”, destaca.

Para tanto, a comunicação foi um dos pontos principais para orientar e auxiliar os colaboradores além da implantação de várias ações com foco na saúde e bem estar dos funcionários, como aulas online de ginástica laboral, meditação, auto-massagem e até avaliação ergonômica realizada virtualmente.

“Com a pandemia surgiram muitos projetos como a adaptação dos ambientes de trabalho, além dos protocolos de segurança, e isso fez com que a equipe de facilities ficasse em evidência desde o primeiro dia da quarentena”, diz Andrea, que completa: “A área demonstrou o quão ágil e flexível é e o quanto precisamos de pessoas comprometidas para fazer a diferença em tempos tão difíceis como esses que estamos passando”.

Satisfação

Quando não está trabalhando a paulistana de 47 anos gosta de ficar com a família, seja em casa, passeando ou viajando – seu hobby. E ainda sobre um tempinho para cuidar do Tie Dye, peixinho de estimação que a filha ganhou durante o isolamento social.

Além disso, ela adora trabalhos manuais, mas confessa que não tem grandes habilidades. “Como não desisto fácil, insisto e consigo fazer umas coisas”, brinca. Na lista figura ainda receber os amigos e a família com a mesa sempre bonita, montada com flores. “Nos aniversários me empolgo nas decorações”, brinca.

Engajada, Andrea também é voluntária em alguns grupos. “Essa é uma atividade essencial que me traz uma enorme satisfação: poder ajudar seja lá de que forma. Meu propósito é poder fazer algo para alguém, fazer a diferença no dia, no momento, quem sabe na vida dessa pessoa”, finaliza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.