Como as empresas da área estão cuidando da limpeza para enfrentar a pandemia

Paulo Miguel Junior, presidente do Conselho Nacional da ABLA.

O setor de locação de veículos se adaptou rapidamente à pandemia – inclusive, na medida em que boa parte das medidas de segurança e higiene já eram tomadas pelas empresas antes mesmo da chegada do coronarívus.

Mas assim que o distanciamento social foi decretado no Brasil o mercado rapidamente incorporou os protocolos sanitários recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e demais órgãos competentes ao dia a dia das empresas do segmento.

“Entre os procedimentos adotados estão itens para higienização das agências, dos veículos, além dos cuidados com os colaboradores e clientes”, explica Paulo Miguel Junior, presidente do Conselho Nacional da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis).

O executivo esclarece que as recomendações para atendimento constam em um manual destinado às empresas associadas. Entre os principais aspectos estão o cuidado com clientes, por exemplo.

Protocolos como disponibilização de dispensadores de álcool em gel em locais de fácil acesso para possibilitar a assepsia das mãos; desinfecção das superfícies de alto contato; cobrir boca e nariz corretamente com o cotovelo flexionado ou com lenço de papel ao tossir ou espirrar; restrição de acesso às agências para evitar aglomerações; e distanciamento entre as pessoas são algumas das indicações seguidas pelas empresas.

“A limpeza já fazia parte do dia-a-dia do setor de locação para a segurança dos clientes, mas a pandemia colocou os holofotes sobre esse aspecto e consolidou a higiene como um dos fatores essenciais para o exercício do aluguel de carros.”, explica Miguel Junior.

O executivo completa: “basicamente é possível dizer que, o que em grande parte já era oferecido pelas locadoras em termos de higiene e limpeza, agora também passou a ser uma exigência dos próprios clientes”.

Ele reforça ainda que os itens do protocolo como um todo foram incorporados à cultura do aluguel de veículos. “Gostaríamos que permanecessem de agora em diante. Nós, da ABLA, vamos trabalhar para que as locadoras associadas não abram mão, mesmo quando a pandemia acabar. Higiene e segurança nunca são demais”, enfatiza.

Retomada

Apesar de o impacto da pandemia nos negócios do segmento ter sido grande – a locação diária de veículos foi de 480 mil veículos no final de 2019 contra os 430 mil em setembro de 2020 – atualmente as locadoras estão vivendo um momento de retomada no ritmo dos negócios.

Finalmente, após meses em que o isolamento social atingiu o ápice no Brasil, o setor volta a dar sinais positivos. “De junho para cá o aluguel de carros para motoristas de aplicativo retomou em 100% o que era antes da pandemia. O aluguel para empresas também já retornou ao patamar verificado antes da pandemia, assim como o aluguel para viagens de lazer atingiu picos nos feriados do Natal e Ano Novo”, comemora o executivo.

Ainda de acordo com ele, entre abril e maio – meses nos quais a pandemia impactou de forma mais severa o segmento – quase 90% dos veículos alugados para pessoas em viagens de negócio e famílias em viagens de lazer estavam parados.

“Naqueles dois meses a devolução de veículos locados para motoristas de plataformas como Uber, 99 e Cabify atingiu a marca de aproximados 80%”, relembra. “Além disso, o aluguel de frotas para empresas privadas, órgãos públicos e prefeituras (terceirização de frotas) também caiu aproximadamente 20% no mesmo período”.

Esforço do setor

 Entre as diferentes iniciativas do setor para estimular a cadeia produtiva está o esforço das empresas locadoras em cuidar da capacitação, qualificação e também repensar as formas de gestão, passando pela agilidade no atendimento e conveniência para os clientes.

“Temos o desafio de implantar novidades que possam colaborar para a eficácia e a eficiência do aluguel de veículos diante de uma pandemia, na qual as necessidades de mobilidade e de deslocamentos não desaparecerão em um passe de mágica, mas sim precisarão ser feitas com cada vez mais confiança e segurança”, esclarece Miguel Junior.

Para o executivo, usar carro é melhor opção para quem deseja e precisa se deslocar com menos riscos de contaminação. “O automóvel é a melhor forma de evitar o contágio nos deslocamentos, pois não é nos automóveis alugados que o vírus se espalha – ainda mais com as medidas de higienização adotadas pelo nosso setor. Enfim, estamos vivendo um momento de valorização do transporte individual, que de fato, garante mais higiene e segurança contra contágios”, finaliza.

 

Confira aqui os protocolos adotados pelas locadoras de veículo.

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.