Segundo um estudo realizado pela consultoria PwC e divulgado pela CBN, os cinemas brasileiros faturaram US$ 905 milhões em 2019, mas em função da pandemia, neste ano terão queda de 71% no faturamento (US$ 261 milhões). Ainda assim, com as férias de final de ano se aproximando, os espaços de entretenimento – onde se encaixam também teatros, museus, parques infantis, pontos turísticos, entre outros – estão com expectativas crescentes e se preparando para uma reabertura gradual.

Mas, além do cumprimento dos limites de capacidade máxima de público, do distanciamento ou de informações com relação ao uso de máscaras e higienização das mãos, como fazer para oferecer ambientes verdadeiramente mais seguros?

“Com o início da pandemia, esses locais foram os primeiros a serem fechados, devido à aglomeração em espaço confinado”, lembra Fernanda Luppi Gaby, especialista em Prevenção de Infecções da Diversey, empresa que atende uma grande rede de cinemas no país. “Logo após, entretanto, com informações mais detalhadas e orientações de órgãos nacionais e internacionais, passamos a disponibilizar guias de reabertura específicos e setorizados com a intenção de orientar, treinar e preparar os estabelecimentos de nossos clientes para o momento do retorno”.

Tais guias foram desenvolvidos com o objetivo de trazer orientações de prevenção e segurança, e instruções/procedimentos de melhores práticas relacionadas à higienização das mãos, limpeza e desinfecção de ambientes com foco nas superfícies de maior risco, atrelados ao uso de produtos e tecnologias adequadas e indicadas para cada setor.

Fernanda conta que, durante o confinamento, muitos clientes também aproveitaram para rever seus protocolos de higienização, se adequar às condições de segurança e fazer limpezas mais profundas em seus locais.

Atenção às superfícies

Além da prioridade, que é manter a saúde dos frequentadores dos espaços de entretenimento, é preciso atenção também à conservação do ambiente a fim de não danificar suas estruturas. Rafael Palmisciano, coordenador Comercial da Tufann, conta que na rede de cinemas que atendem, foi imperativo o cuidado na escolha dos produtos químicos.

“Primeiramente, nos unimos a um fabricante para fazer testes em relação à volatilidade, em busca de produtos que secassem o mais rápido possível para uma rápida liberação das salas. Mas também nos focamos no tipo de ação que esse produto causaria sobre as superfícies, em especial porque boa parte do trabalho é feito nas poltronas, que são em couro”.

Assim, as atenções se voltaram à busca de produtos que unem a ação efetiva contra vírus, bactérias, fungos e leveduras, somada à garantia de que o produto não agredisse o mobiliário.

“Fizemos diversos testes, até mesmo mergulhando amostras do couro na solução para verificar o impacto dali uma ou duas semanas, para ter a certeza de que não haveria qualquer tipo de prejuízo. O produto acabou sendo homologado pelo cliente e então desenvolvemos seu processo de implantação, sempre privilegiando as superfícies de alto contato”.

Foi com base na expertise do parceiro de Limpeza que a rede de cinemas montou seu próprio procedimento interno, replicado a colaboradores de todo o país.

Prontos para as férias

A Verzani & Sandrini, responsável há dois anos pela higienização de um dos cartões postais mais conhecidos do Rio de Janeiro, vem se preparando para as férias de verão com a adoção de protocolos e processos baseados na higienização hospitalar contra a Covid e validados por um infectologista.

“Com o aumento esperado da demanda de turistas, o importante será manter o padrão que já estamos fazendo, intensificando a limpeza com atomizador de peróxido de hidrogênio, por exemplo. Com esse processo, garantimos uma eficiência de até 95% na desinfecção de vírus e bactérias”, explica o diretor de Mercado, Inteligência e Inovação, Gauthama Nassif. “Nossos processos foram auditados recentemente pela Bureau Veritas e também possuímos o selo ‘SafeGuard’, que garante que todas as medidas de proteção estão adequadamente configuradas e implementadas de maneira transparente”.

Para oferecer mais segurança aos usuários, a atração turística passa por constante higienização e a desinfecção é realizada com produtos específicos. Todos os colaboradores também utilizam EPI’s alinhados às recomendações da OMS e secretarias de saúde e, para que o conhecimento chegue a todos, a empresa implementou uma plataforma de ensino à distância (EaD), que permite orientar os colaboradores para os processos e adaptações necessárias ao novo cenário.

Outras empresas do setor de Limpeza, pensando em ajudar os clientes na questão dos custos – especialmente nesse momento de esperada reabertura – vêm trazendo novas soluções ao mercado.

“Desenvolvemos, em conjunto com um parceiro, um sistema de atomização térmica que faz a desinfecção mesmo sobre tecidos, carpetes ou eletrônicos”, destaca Miguel Sinkunas, diretor da Quiminac. “Essa é uma nova forma de aplicação de desinfetantes com enorme rendimento e produtividade, já que cinco horas de aplicação contínua consomem apenas um litro de produto, e com uma economia que pode chegar a 65% nos produtos e 60% na mão de obra”.

As reaberturas de espaços de entretenimento precisam garantir a segurança de clientes e colaboradores. Para isso, é necessário que os protocolos sejam robustos, que as equipes estejam orientadas e treinadas, e que existam formas de monitoramento que garantam a qualidade e o cumprimento das ações.

Mas é bom lembrar que, além de realizar protocolos, é preciso “mostrar” que o local está higienizado e seguro. Mais do nunca, a sociedade está de fato interessada em enxergar a limpeza. Que venham as férias!

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.