Marco Amatti, diretor adjunto da Abrasel SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), contou como o setor está enfrentando a retomada das atividades

Jean Anthelme Brillant-Savarin, advogado, político e um dos mais célebres gastrônomos franceses eternizou a frase: “diz-me o que comes; eu te direi quem és” que representa muito do hábito cultural do brasileiro de comer fora de casa. Do simples cafezinho, passando por jantares sofisticados até a pizza com amigos ou o happy hour após o expediente ilustram a cultura de sentar-se à mesa para uma experiência gastronômica.

Mas a pandemia mexeu com este hábito secular. Ficamos em casa. Há mais de 100 dias não praticamos a deliciosa experiência de  provar novos sabores. Mas iniciativas como a do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, indicam que passaremos por flexibilização no setor para retomar alguma rotina.

Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista recebeu Marco Amatti, diretor adjunto da Abrasel SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Diretor da MAPA Assessoria e Membro profissional do FCSI (Foodservice Consultants Society International).

Processo de reabertura

Desde o dia 08 de julho a maior cidade da América Latina está reabrindo as portas desses estabelecimentos de acordo com o plano de relaxamento gradual das atividades.

Além de medidas como funcionamento de apenas seis horas por dia, ocupação limitada a 40% da capacidade máxima e distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas – entre outras iniciativas – a higienização tem importante papel para garantir ambientes em condições de utilização.

Mas o horário de funcionamento com limitação até as 17 horas e o espaçamento no interior dos estabelecimentos figuram como alguns dos principais entraves para a retomada do setor.

Cuidados com funcionários e clientes estão no radar para garantir o plano de retomada. “Os protocolos devem ser seguidos para a operação dos bares e restaurantes”, disse o convidado. Mas outras questões como a dos bufês, que passarão a precisar contar com alguém servindo os clientes mostra a complexidade deste retorno.

O entrevistado também chamou a atenção para a capacitação do segmento. “Temos um divisor de águas. Devemos tomar lições das coisas negativas. E, com parcerias como a selada com a Abralimp, temos divulgado instruções para que se cumpram rotinas de limpeza e sanitização diárias para atender tudo o que cada operação necessita”. Para Amatti é imprescindível treinar a força de trabalho adequadamente para atender a nova realidade.

Flexibilização

Pesquisa realizada pela Abrasel com 140 respostas indica que quase 60% dos restaurantes não reabriram e não pretendem reabrir nesta semana devido a questões dos protocolos. “Entendemos que boa parte dos estabelecimentos está aguardando a flexibilização para retornar às atividades”.

Os números significativos indicam que 40% do mercado está “derretendo” em decorrência de fechamento das portas de bares e restaurantes. “Se as ações econômicas forem associadas à flexibilização o mercado deve aumentar o ritmo da reabertura”, indica o especialista.

 

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Fonte: ABRALIMP – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional.

Foto: Divulgação.