Em entrevista Arnaldo Basile, presidente executivo da ABRAVA destaca os procedimentos para a correta manutenção dos equipamentos

Estamos vivendo uma nova fase da pandemia. A queda no número de vítimas da Covid-19 em todo o país tem impulsionado a retomada das atividades e o retorno aos espaços corporativos.

Mas além dos protocolos para a higienização das superfícies surge a preocupação com a manutenção em aparelhos de ar condicionado para garantir ambientes climatizados saudáveis e próprios para utilização.

Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista recebe Arnaldo Basile, presidente executivo da ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento). E a atenção com o ar que circula em locais fechados e climatizados deve ser alvo de rigorosos protocolos de higiene.

Segundo ele os espaços que estavam fechados por conta da pandemia devem passar por uma limpeza adequada de todos os equipamentos de ar condicionado – inclusive as partes móveis.

“Não muito diferente do procedimento usual”, enfatiza o entrevistado. “Recomenda-se fazer uma limpeza generalizada de todo o aparelho, assim como a troca de filtros e também de todas as partes móveis, considerando a bandeja por onde escoa a água eliminada no processo de condensação. Em resumo, nada muito diferente do que deve ser feito”.

Basile refere-se á água resultando do processo de operação do equipamento – que  retira a umidade do ambiente em que está instalado através do processo de condensação. Ou seja, quando a água passa do vapor a líquido e fica retida em reservatórios e drenos.

Para o especialista, a frequência e a manutenção do sistema deve ser feita por um profissional especializado que irá verificar o grau de sujidade. No caso de prédios com ar condicionado central o rigor deve ser o mesmo. “Ambientes corporativos de uso público devem seguir a lei do PMOC (Plano de Manutenção Operação e Controle)”, enfatiza.

O dispositivo federal de 04 de janeiro de 2018 que indica que todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem contar com um plano de manutenção dos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.

“Os profissionais responsáveis por esses sistemas devem emitir relatório periódico da instalação que determinará a frequência e procedimentos de limpeza”, acrescenta, para completar: “tudo isso é feito para a segurança do usuário”.

Inclusive nos períodos mais quentes do ano, quando a demanda pelo uso de condicionadores de ar aumenta, as medidas de higiene seguem os mesmos parâmetros.

“No verão o uso do ar condicionado é mais intenso, mas não muda o cenário, já que o equipamento é uma solução para manter o ambiente climatizado adequadamente e seguro”, esclarece Basile.

Síndrome do Edifício Doente

Para o convidado, a troca do ar é outro importante fator para conferir um ar ambiente de melhor qualidade. “Depois da limpeza, manter a renovação do ar ambiente ativada em locais climatizados é fundamental para evitar a proliferação de doenças”.

Em 1982 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a Síndrome do Edifício Doente, ou simplesmente (SED) como causadora de um conjunto de doenças desencadeadas pela proliferação de microorganismos infecciosos e partículas químicas em prédios fechados.

Entre os distúrbios estão rinite, asma, pneumonia, alergias, além de fadiga, entre outras ocorrências que podem causar absenteísmo e prejudicar a produtividade e qualidade de vida das pessoas que permanecem nesses locais.

“Falamos do uso do álcool gel, lavação frequente das mãos, mas a higiene pessoal também é decisiva para evitar o transporte de vírus bactérias. O que aprendemos com isso então? Daqui frente a situação pode se repetir com novas ocorrências como a atual pandemia, portanto precisamos estar atentos aos cuidados com a higienização e a correta manutenção dos equipamentos de ar condicionado”, diz.

 

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Fonte: Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional – ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.