Expectativas das escolas com a volta das aulas presenciais

De modo geral, todos os estados brasileiros optaram pelo retorno gradual às salas de aula até o mês de março. Com isso, há expectativas, mas também incertezas de pais, professores, alunos e familiares sobre como as escolas se prepararão para receber os alunos nas aulas presenciais.

Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista recebe Amábile Pacios, diretora setorial no segmento educação na CEBRASSE (Central Brasileira do Setor de Serviços), vice-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) e também conselheira do Conselho Nacional de Educação.

Após quase um ano longe das salas de aula, inúmeras dúvidas pairam sobre quais os protocolos devem ser utilizados pelas escolas no retorno a fim de garantir a segurança de todos.

“Escola é um dos lugares mais seguros com relação à higiene – o setor privado preza muito pela higienização, segurança nos banheiros e limpeza em geral. Foram acrescentados protocolos de retorno às aulas para combate da Covid-19 como medição de temperatura e oferecimento de álcool em gel na chegada à escola; disponibilização de álcool em gel em todos os ambientes; higienização das carteiras com álcool e pulverização de antibacterianos.”, explica Amábile.

Segundo a convidada, às medidas foram acrescentadas maior freqüência de limpeza das salas de aula para promover a segurança nos ambientes. “Em termos de espaçamento também foram feitos acordos com prefeituras e governos estaduais seguindo as medidas de cada local”, acrescenta.

Equipes de limpeza

Com relação ao período no qual os alunos ficaram sem aula a especialista salientou que o prejuízo de estar longe da escola representa uma perda de quatro anos para os estudantes na educação básica.

“Isso significa que ao retornar voltaremos ao ponto de quatro anos atrás”, lamentou. “Ninguém ficou tanto tempo no mundo com as escolas fechadas, já que esses locais não são vetores de disseminação da doença”.

Mas as escolas se prepararam para os protocolos com o preparo das equipes de asseio e conservação, tanto de equipes próprias como de terceirizadas. “Qual a ordem e o que deve ser feito primeiro para a higienização dos ambientes foi priorizado com muito cuidado, já que o time de limpeza é um dos mais importantes na escola”, destaca a entrevistada.

Mudança disruptiva

Ao ser indagada sobre como aproveitar as modalidades presenciais X aulas remotas sem prejuízo a especialista é assertiva: “a pandemia pegou a escola que estava presa no século 20 e trouxe para o século 21 de um dia para o outro. As práticas que foram implantadas a partir do lockdown já eram conhecidas, mas não eram utilizadas. A mudança foi disruptiva. Dormimos de um jeito de acordamos de outro”.

A convidada acredita também que o modelo híbrido é um caminho sem volta, que facilitará o aprendizado. “É possível ensinar e aprender online. Oficinas, reforço escolar e recuperação, por exemplo, podem funcionar muito bem na modalidade virtual. Evidentemente nada substitui a relação emocional com a escola – que é um laboratório para a vida – e requer o presencial. Mas com relação à forma de aprender o ensino híbrido é um caminho inexorável, sem volta, avançando muito do ponto de vista pedagógico”, finaliza.

 

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Visando auxiliar e padronizar os protocolos de limpeza nas instituições de ensino, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), desenvolveu o “Manual de Procedimentos de Limpeza durante a pandemia de Covid-19 para instituições de ensino”. Para acessar o Manual de Limpeza em Escolas, clique aqui.

 

 

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.