Fernanda Fernandes fala sobre a importância da gestão emocional

O ano de 2020 foi inesperado e atípico. Vivemos momentos de grande ansiedade e estresse sem saber ao certo como as coisas ocorreriam ao longo dos dias. Mas estamos chegando ao final do período tendo aprendido algumas lições: resiliência, empatia, altruísmo, entre outras.

Porém, a pandemia não dá pistas que acabará tão cedo. Além disso, as notícias que chegam de outros países apontam uma segunda onda da Covid-19. E agora? Como controlar a angústia e receio do que virá pela frente?

Para falar sobre o tema o Higiplus Entrevista recebe Fernanda Fernandes, escritora, terapeuta, consteladora familiar, coach e palestrante motivacional. “As pessoas estavam muito preocupadas com os resultados financeiros e profissionais. E essa pandemia veio mostrar que elas precisam olhar – definitivamente – para dentro”, abriu a convidada. “O desafio maior neste momento é que as pessoas deixaram de lado a gestão emocional”, acrescenta.

Segundo a convidada, olhar para as questões emocionais é importante. “Ou você é pontocom ou ponto fora. E a maioria das pessoas é ponto fora. Por quê? Enquanto ficarem presas aos seus sistemas e não entenderem a importância de se conectar com pessoas esses desafios serão cada vez maiores”.

Comunicação

Para Fernanda, apesar do brasileiro (pela herança latina) estar muito acostumado  à presença e proximidade das pessoas é preciso entender a importância da tecnologia para a comunicação.

“Hoje um dono de empresa não precisa mais contratar quem esteja próximo. A questão da territorialidade não é o mais importante. O que conta mesmo é a tecnologia”, enfatiza.

Para a convidada é preciso resignificar crenças e aprender a lidar com as ferramentas disponíveis para aperfeiçoar o novo. “Precisamos colocar isso como parte do momento, já que – mesmo após a pandemia – há sinais de que muita gente continuará trabalhando digitalmente”, destaca.

Mas Fernanda salienta que um dos pontos principais, na verdade, são negligenciados. “A maioria das pessoas finge que não acontecem conflitos dentro de casa. Mas no momento que é preciso lidar com as questões emocionais tudo isso vem à tona”.

Além disso, a entrevistada também enfatizou o que é preciso para aprender e estruturar o conhecimento para seguir em frente em um cenário também instável. “O que sabemos nos trouxe até aqui. Mas o que não sabemos é o que nos levará adiante. Desta forma devemos nos resguardar emocionalmente para entender o que definitivamente importa”, arremata.

 

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Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.