Webinar da Abralimp reuniu especialistas para discutir sobre uso da limpeza para criar percepção de valor

Para o consumidor, uma das coisas mais importantes num supermercado é a limpeza. Mas, agora, limpeza também significa “segurança para a saúde”. Por isso, a Abralimp, maior associação brasileira do mercado de Limpeza Profissional, com o apoio da Apas (Associação Paulista de Supermercados), realizou em 13 de maio um webinar com especialistas do segmento de Máquinas, de gestão de Facilities e do setor Supermercadista para falar sobre como limpar melhor, reduzir custos e ainda criar uma percepção de valor junto ao cliente.

O seminário foi mediado pela CEO da FS Educa, Fatima Sousa, e contou com a participação de Shirlei Castanha, diretora Regional da Apas; Marco Dutra, diretor da Câmara de Máquinas da Abralimp; e Edilaine Siena, diretora da Câmara de Prestadores de Serviços. O objetivo foi mostrar ao setor supermercadista como a mecanização pode agregar valor na limpeza e no cuidado com a saúde, bem como orientar e divulgar ao segmento as soluções tecnológicas disponíveis para aumentar a produtividade neste momento de pandemia.

Limpeza de supermercados: o que mudou?

O primeiro tópico foram as mudanças vividas dentro dos supermercados nos últimos meses em função do coronavírus. Segundo Shirlei Castanha, da Apas, embora sempre tenha havido a preocupação com a limpeza por parte dos supermercados, o novo momento mundial trouxe mudanças rápidas. “Primeiro veio o álcool gel, depois a obrigatoriedade das máscaras e a higienização de carrinhos. A cada notícia diferente as pessoas se assustam, têm reações e os supermercados têm de estar preparados para que tudo funcione, e para que as pessoas sintam que estão seguras dentro dos supermercados”.

As prestadoras de serviços, responsáveis pela limpeza destes ambientes, também tiveram de se adaptar. “Passamos por três pilares de atenção”, explica Edilaine Siena. “Primeiro, o treinamento da equipe atual. Em seguida, um intenso trabalho de conscientização, para que as equipes pudessem entender o tamanho da situação, suas consequências, e passassem a cuidar de si e do próximo. E, por fim, houve uma forte intensificação das atividades de limpeza, no que se refere a áreas de vendas, sanitários, elevadores, corrimãos e tudo mais que é acessível ao cliente”.

Esta intensificação de atividades foi possível, em parte, pelo auxílio da mecanização. “O próprio cliente dos supermercados, hoje, passou a demandar mais frequência de limpeza”, ressaltou Marco Dutra. “Frequência está ligada a soluções de limpeza mais produtivas. E como conseguir isso? Com equipamentos”. Marco citou a lei sobre higienização de carrinhos que algumas cidades tentaram implantar tempos atrás e lembrou como agora essa atividade tornou-se fundamental. “Para a higienização de carrinhos, por exemplo, há ótimos ganhos de velocidade quando utilizados equipamentos como lavadoras de alta pressão ou limpadoras a vapor, que pela temperatura conseguem matar quase 99% dos micro-organismos. Já no caso dos pisos, existem lavadoras que conseguem fazer o serviço mesmo durante o dia e com o cliente dentro da loja. Como muitas agregam a função lava e seca, não é necessário sequer isolar a área. Sem falar dos benefícios ao colaborador, uma vez que são mais ergonômicas e evitam o contato com panos de chão que podem conter contaminantes”.

Do piso à gôndola, sem esquecer os banheiros

Os pisos, aliás, são considerados uma verdadeira “rodovia” quando o assunto é proliferação de micro-organismos. Por isso, devem ser mantidos limpos com o máximo de cuidado e frequência. “Acredito que estamos fazendo ambientes mais saudáveis e minimizando riscos”, apontou Shirlei. “E acredito que nenhum processo que estamos implantando hoje, deixará de ser importante após a pandemia. Temos a vantagem de ver o que aconteceu no exterior, nos países que estão mais à frente em relação à Covid, e colher informações para colocarmos em prática o que deu certo”. Marco complementou informando que, no caso dos pisos, a utilização de lavadoras automatizadas evita inclusive a contaminação cruzada, que acontece quando uma pessoa pisa em um local e carrega seus micro-organismos para outro. “A limpeza efetiva do piso ajuda a evitar esse tipo de contaminação”, disse.

Edilaine Siena, da Câmara de Prestadores de Serviços, lembrou outro importante aspecto na limpeza de supermercados. “Se um produto é colocado na gôndola sem ela estar higienizada, também pode criar vários tipos de contaminação”. E destacou a correta higienização das gôndolas com produtos específicos para essa atividade. “Nosso desafio hoje é limpar melhor, mais vezes e com menos gasto de tempo. E temos um grande aliado para isso, que é a tecnologia”.

Já no que diz respeito a banheiros, considerados outro ponto crítico dos supermercados, Marco Dutra ressaltou como a mecanização permite intensificar a limpeza. “Banheiro é banheiro. Mas com boas práticas e procedimentos, com produtos mais eficientes que possuem efeito residual e, também, com equipamentos – sejam pulverizadores, vaporizadores ou lavadoras – é possível higienizar este espaço da forma correta”.

Para supermercados de todos os portes

Mesmo com toda a necessidade atual de aumentar a produtividade da limpeza, algumas dúvidas ainda permanecem: será que opções como a mecanização valem a pena também para supermercados de pequeno e médio porte? Qual a eficácia e os benefícios deste investimento? O especialista Marco Dutra responde: “Embora haja desde máquinas tripuladas de 300 litros para hipermercados até opções de quatro litros para espaços menores, são os pequenos comércios que mais se beneficiam. Isto porque, em geral, não possuem pessoal específico para a limpeza (a mesma é feita por pessoas do próprio estabelecimento). Então, a mecanização pode possibilitar mais produtividade e uma frequência maior. Mais do que saber que está limpo, agora será preciso ‘mostrar’ ao cliente que o ambiente está limpo”.

E sobre a resistência dos próprios colaboradores à tecnologia e às novidades, Sirlei Castanha trouxe a resposta: “Toda mudança gera resistência. Mas, hoje, temos que considerar que limpar mais ficou fundamental e que os clientes estão ainda mais críticos”. Ela, que também é supermercadista, lembra do primeiro momento em que implantou uma máquina de limpeza em seu estabelecimento. “Houve uma resistência absurda dos funcionários. Em compensação, depois que passaram a utilizá-la, não viviam mais sem. Precisamos estar abertos a aprender, a aproveitar o que é bom e nunca desprezar a mudança”.

Edilaine corroborou a opinião. “A crise antecipou o futuro; nos obrigou a ser mais rápidos, mais produtivos. E ainda apontou para outra questão importantíssima, que é a sustentabilidade. Quando uso uma lavadora de pisos ao invés da limpeza manual, significa que vou precisar de muito menos água, que muito menos produtos irão parar no meio ambiente, e hoje realmente precisamos fazer mais com menos”.

Como será o “novo normal”?

É fato que, após o fim da pandemia, nada mais voltará a ser como era antes. E compreender este “novo normal”, se adequar às novas demandas e saber aproveitar as oportunidades que virão com eles certamente farão a diferença no sucesso ou fracasso de um estabelecimento.

“Ninguém mais irá voltar a um supermercado se ele não tiver, no mínimo, a mesma higienização de seu concorrente”, enfatiza Edilaine Siena. “Existem vários estudos, inclusive, que comprovam que uma pessoa vai a um determinado supermercado devido ao ambiente, à limpeza das instalações. Então, aquele que estiver mais agradável e limpo é o que terá mais fidelidade e movimentação por parte dos clientes”.

“Antes da pandemia, o cliente buscava preço, oferta, volume. Mas, agora, ele se alojou no supermercado que confia e não quer mais ficar indo de um lugar a outro”, completa Shirlei. “Um ponto positivo deste momento todo é que as pessoas estão valorizando a ideia de ‘confiar’, valorizando a limpeza e a ideia de saber que estão em um lugar saudável”.

“A verdade é que não só nos supermercados, mas em todos os setores, o conceito de limpeza vai subir de nível”, diz Marco. “Vai haver uma exigência muito maior de todos por um ambiente mais limpo. Os processos já foram ajustados e os produtos, máquinas e equipamentos existem há anos. Só que agora ficaram ainda mais importantes devido a essa demanda da ‘visibilidade da limpeza’. E quando fica visível que o supermercado está investindo na higienização, isso cativa ainda mais o cliente, faz como que ele dê preferência ao estabelecimento e volte mais vezes, já que limpeza significa saúde”, finaliza.

 

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Fonte: ABRALIMP – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional.

Foto: Divulgação.